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Estamos constantemente a utilizar termos que têm uma intenção e uma extensão que não são inteiramente aptas;
teoricamente, são em princípio criados para serem aptos;
mas se não o conseguem, então terá de ser encontrada uma outra maneira qualquer de lidarmos com eles, de modo que possamos saber em qualquer momento aquilo que pretendemos significar.
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domingo, agosto 31, 2003
 
Hill Street Blues


Mas que merda é esta?

Desculparão a linguagem mas acabo de viver uma cena tipo Balada de Hill Street.
Vinha do Colombo para casa quando parei num semáforo.
Ao meu lado, à frente e atrás, muitos outros carros estavam igualmente parados.
Pelo retrovisor, vi aproximar-se um carro a grande velocidade, outro atrás dele com uns homens pendurados nas janelas, pistolas na mão e pirilampo azul.
Ouviram-se a chiadeira dos pneus e estampidos sem cessar.
Hoje, Domingo às nove e meia da noite do dia 31 de Agosto de 2003, em Lisboa (perto de Telheiras Sul), a polícia atirou sem cessar, no meio de carros com famílias comuns.
A indignação foi geral.
Percebo, todos percebemos que, tratando-se de uma perseguição, talvez a polícia tivesse de disparar. Mas no meio de tanta gente?
Felizmente os perseguidos mudaram de direcção e com eles os perseguidores que desapareceram de nossa vista. Só os tiros se ouviam, ainda os oiço na minha memória.
O diabo anda à solta e não existe ninguém para o controlar.
LT
8/31/2003 11:16:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Cobra
O trauma de Marcelo
Na sua análise dominical, o distinto Professor, fez a análise das presidenciais de 2006. Marcelo não pode com Cavaco, com Guterres e com Santana. Não lhes inveja a personalidade, mas inveja os cargos que ocuparam, no caso de Cavaco e Guterres, ou ocupa, Santana Lopes.
Dos três, Cavaco é o mau menor. Guterres foi Primeiro-Ministro, seu (ex?) amigo no tempo da SEDES, mas que, considera Marcelo, foi um mau responsável governativo. Por isso, sempre que pode talhar nas legislaturas do engenheiro é vê-lo lançar fel. Aqui e ali ainda salienta pequenos, que o próprio se encarrega de reduzir ao minúsculo, feitos dos governos socialistas, mas, definitivamente, ele foi Primeiro-Ministro e Marcelo não. Santana Lopes, esse então, nem o pode ver. Tendo da sua pessoa uma boa imagem, homem inteligente, que é, Marcelo olha para Santana e apenas vê um ocioso. É o seu antagónico, com muita parra e pouca uva. Todavia, Santana ganhou Lisboa, quando muitos, nomeadamente dentro do PPD, pensaram que estavam a oferecer o túmulo ao rapaz Figueira da Foz, e ficavam, finalmente, livres do homem. Santana ganhou à esquerda e Marcelo não.
O sonho de Marcelo, o próprio já o confessou, era ser Primeiro-Ministro. Não o foi e por mais que Cristo desça à terra não terá essa oportunidade. Resta ao antigo líder do PPD (tentar) arrastar para o ermo, onde se encontra, aqueles que partilharam com ele muitos anos de política.
Cavaco e Guterres são toleráveis, menos o segundo. Santana e Portas são alvos permanentes. Aos domingos lá desce da montanha e: assim fala Marcelo.
CMC
P.S.- Recupero uma proposta feita há uns tempos pelo Filipe Gil e proponho um encontro (calculo que um jantar seja mais viável), em estilo de “rentrée”, dos membros dos ‘blog’s’ “Ter Voz” e “Independências”. Submeto à vossa consideração.
8/31/2003 10:15:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
O Público

O umbigo do tamanho do Mundo
Diz-nos Joana Mil-Homens que o "rapaz da Figueira" anda na boca dos Blog's ( a ler aqui )
Confesso que, só há pouco regressado a Lisboa, ainda não tinha dado pela campanha do "Sou tão bom, gosto tanto de mim!" promovido pelas Santonetes à custa das nossas contribuições.
E ainda dizem que os blog's são umbiguistas...
LT
8/31/2003 09:53:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Definições (ao cuidado dos nossos distraídos jornalistas)

Definições

Terrorismo
Forma violenta de luta política com que se intimida o adversário
Guerrilha
Bando de homens armados que atacam o inimigo de emboscada
Criminalidade
Conjunto dos crimes num determinado meio
Se estas são as definições simples, melhor será entender os respectivos conceitos (Uma questão de estudo...)
LT
PS. Devido ao comentário do nosso vizinho (da margem direita) Nuno a resposta obrigou a um comentário maior. As nossas desculpas pelo facto.
8/31/2003 01:26:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Os patinhos


Bedtime Singing Fluffy Ducklings.

Acabei de ouvir o discurso do grande ex-educador do povo e os comentários do seu acólito da Lusa.
Grande intervenção!
Esclarecedora, esperançosa e enérgica.
Ainda dizem que os discursos de Ferro são redondos.
Este foi esférico.
"Tenham calma, aprendam a sofrer e sofram calados, que um dia destes tudo será melhor!".
"Prometemos cumprir a meta do déficit e assim fizémos e faremos!"
"O IRC vai baixar!"
"Os funcionários vão colaborar nas reformas!"
"Os incêndios vão ser esclarecidos!"
Tantas coisas boas que aí vêem. Quando? Como? Por quem?
E o desemprego? E as soluções para o cumprimento do déficit (sem os artifícios do ano passado e os que se prevêem para este ano? E os funcionários na prateleira? E a tomada do poder a todos os níveis da Administração Pública? E as responsabilidades da descoordenação no combate aos incêndios? E o poder de compra? E a baixa do IVA? E a fuga aos impostos? E a saúde? E a educação (não, a educação não, porque aqui foi dito que os pais têm de ensinar os filhos).
E, já agora, para onde vão os nossos impostos se a educação é para pagar, se a saúde é para pagar, se as auto-estradas são para pagar, se tudo o que existe é para pagar?
Como estava em Caminha e o tempo era de deitar, tivemos música dos (para os) patinhos.
A coisa promete no ano que vai começar!
LT
PS: Bem re-vindo CMC
8/31/2003 12:37:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Mais tangas

"Rentrée" a despir a tanga

Gostei de o ouvir, senhor Durão Barroso. Finalmente, abandonou o discurso cadavérico e exultou, até ao extremo, a modernização, a tal que o país tanto necessita. Como o senhor, todos os lusitanos partilham a mesma insatisfação. Nós, portugueses, não queremos que o país continue a liderar a cauda da Europa, mas recordo-lhe, senhor Durão Barroso, este desígnio não é novo, aliás, tem séculos de sentimento. Repare, senhor Durão Barroso, até os «Vencidos da Vida», que o senhor fez questão de evocar, e não querer fazer parte deste grupo, nos fazem falta. Pela sua lucidez, pela sua argúcia, pelo seu desprendimento, pelo seu patriotismo. Senhor Durão Barroso, não renegue o nosso património intelectual, pois eles, mais que vencidos, continuam a ser grandes vencedores pela sua actualidade, neste aspecto, infelizmente.
Três linhas principais: economia, reforma da administração pública e educação.
Economia: assegurou a baixa, no próximo ano, do IRC de 30% para 25% e garante a baixa de IRS nos próximos anos. Então a determinação das datas, ficou no bolso? Depende, naturalmente, do andar da carruagem, se lhe der jeito, baixa em 2006, ano de legislativas, se estiver aflito, baixa em 2005, ano de autárquicas. O senhor sabe, como poucos, qual o peso destas eleições locais. O 16 de Dezembro de 2001 não funcionou só para o PS. O IVA esqueceu-se de referir. Mero descuido, a descuidar, calculo.
Reforma administrativa: Algo completamente novo. Alberto Martins era Ministro de?, não me lembro… Desejo que faça a reforma com os funcionários públicos, como disse, mas não faça como fez o Código Laboral. A humildade do seu colega de governo, que tutela a área da ex-Solidariedade, é francamente ácida e nociva.
Educação: paixão, sim, para os socialistas a Educação será sempre uma enorme paixão. Não é figura de retórica, senhor Durão Barroso, nós temos como prioridade, incontornável, esta sua nova bandeira, à qual junta a ciência, tecnologia e cultura, que, coincidência das coincidências, foram áreas que os anteriores governos socialistas, os tais que nada fizeram, segundo as vossas lunetas, imagine, tanto impulsionaram. É verdade, Educação, Ciência e Tecnologia e Cultura, senhor Durão Barroso estas prioridades já existiam, não sei se sabe. O senhor quando assumiu o Governo, com os seus companheiros de partido e de coligação, é que as afastou das grandes prioridades. Se me permite, senhor Durão Barroso, não se esqueça da qualificação profissional. Bem sei que os anteriores governos socialistas muito fizeram pela qualificação profissional. Desperdícios, devem observar as vossas lunetas, qualificar os cidadãos, mas como o senhor falou tanto na globalização, convém que os portugueses estejam bem qualificados, por que o trabalho hoje não é o mesmo de ontem, agora podemos trabalhar aqui e amanhã podemos estar ali. É essencial que as pessoas tenham qualificação, neste planeta globalizado. Uma bandeira do PS, esta coisa da qualificação, mas senhor Durão Barroso, ela é fulcral para vencermos os desafios que se nos deparam.
Senhor Durão Barroso, felizmente que não se dirigiu ao PS e em especial ao seu líder, Eduardo Ferro Rodrigues, é que ele, no passado sábado, em Portimão, falou do Portugal real, o Portugal que ardeu, o Portugal que todos os dias conhece o aumento do desemprego, o Portugal que não vê, muito menos sente, lamentavelmente, melhorias. Deste Portugal, o senhor não falou. Esqueceu-se, assobiou para o lado.
Senhor Durão Barroso, acredito que seja uma pessoa de bem, uma pessoa generosa, mas governar até 2010? Prometeu no ano transacto que cumpriria, custasse o que custasse, o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Sim senhor, cumpriu e todos sabemos bem como cumpriu: venda de património do Estado, perdão de dívidas aos faltosos. Esta noite, afiançou que Portugal continuaria a cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento, mas será adoptado o mesmo método? Espero que estejamos abaixo dos 3%. Todavia, senhor Durão Barroso, a crer governar até 2010, se seguir o mesmo paradigma, o que vai vender? A Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos?
CMC
P.S.- Agradeço ao senhor Durão Barroso a boleia da rentrée e também eu reentro.
8/31/2003 12:07:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, agosto 30, 2003
 
Criaturas
Criaturas.

Esta será a minha primeira crónica das férias que acabaram de acabar.
Ainda não para falar das conversas que ouvi no toldo ao lado, mas para falar do maravilhoso País de criaturas que este nosso Jardim à beira-mar queimado se está a transformar.
As teorias liberais do individualismo e concorrência começam a fazer escola e os seus muitos aderentes, longe dos conceitos de cidadania, deixam-se arrastar para o que de melhor essas teorias representam. Falo-vos das criaturas do toldo da direita, que chegavam à praia às 5 da tarde e que como só tinham uma sombra alugada aproveitavam, de borla, todas as sombras da vizinhança.
Gente de estudos, já que a Sô tôra dizia aos quatro ventos, não fosse alguém deixar de a ouvir, que o era e que o marido, Sô Tôr barrigudo de 30 e tal, era o maior médico-gestor de um hospital qualquer, daqueles que o actual poder financia com os nossos impostos.
Gente de posses, já se vê. –“Aqui em Altura, só há casas de 50 ou 60 mil contos (que isso dos Euros nunca mais entra na gíria), coisas baratuchas e sem qualquer nível. Vamos ter de comprar um lote para fazer a nossa moradia” – dizia a criatura fêmea, para uma outra que estava na ponta da sua toalha.
E os Ris, Nocas, Marias, Blicas e Xuchas faziam covas por baixo da minha cadeira, gritavam como cabritos e atiravam bolas à cabeça de quem queria sossego sem que os progenitores lhes dessem uma palavra, tão ocupados estavam em fazer ouvir nas três filas de toldos a sua indignação pela falta de civismo “desta gente que fuma nos toldos” sem se preocupar com a saúde das criaturas por eles geradas.
Razão tenho eu para gostar mais da Meia Praia onde divido o apartamento com o Laurentino.
Ao menos aí só há estrangeiros que falam baixo, tomam conta dos filhos e não incomodam velhotas como eu.
Tia Lólita
8/30/2003 11:29:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
JavaliQuando ele tinha 12 anos
Por: Paulo Portas
"Lembro-me perfeitamente. Como se fosse hoje. Vasco Gonçalves apareceu na televisão mais despenteado do que nunca. Parecia sentado numa cadeira, mas na verdade deitava-se nela. Fazia gestos brutos e metralhava palavras de irritação geral com o mundo. Havia baba e raiva. Ele coçava-se e a câmara tremia. Punha e tirava os óculos ao compasso dos amores e dos ódios. Era uma cena de pura violência política no Estado à beira do colapso.Eu tinha onze anos e espantei-me. "
"Devo a Vasco Gonçalves o facto de ser uma criatura irremediavelmente de direita. Olhei para ele e fiquei contra-revolucionário. Daí para a frente, passei a desconfiar dos militares e a detestar o comunismo. Quanto aos militares, façam lá o que fizerem as fardas oficiais, quero-os longe. Quanto aos comunistas, levei tempo a digeri-los. Só agora consigo respeitar um camarada disposto a morrer camarada: é um facto mais digno e humanitário do que a massificação da dissidência. "
"No dia em que eu fiz doze anos ganhei um direito que já não se usa: podia filiar-me num partido. Fui a correr pedir uma ficha no grémio juvenil dos laranjinhas. Como se fosse um escuteiro de Sá Carneiro. Vi por lá uma fotografia de Marx e trouxe para casa um livrinho de Bernstein. "
"Atribuo a um conceito de educação nunca ter acreditado numa só palavra que Mário Soares dissesse. Enquanto as tias que sobravam iam de vison posto para os comícios dele: "se isto não é o povo, onde está o povo?", perguntavam elas, eu achava-o leviano como não se pode ser e mentirolas como não se deve ser. "
"Quanto a Freitas do Amaral, era difícil ouvi-lo nesse tempo. As vezes que o ouvi, parecia-me um bispo; e soava-me de menos, porque uma contra-revolução não se faz pedagogicamente."
in Revista K (número 1, Outubro de 1990)
HG
8/30/2003 03:31:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Nada como ter férias para sentir as razões da direita

Golf

Hoje, por exemplo, cheguei à conclusão que, ao contrário do que sempre pensei, o nosso Ministro da Defesa tem razão para inscrever na sua agenda, como prioridade, a compra dos submarinos.
É urgente, imprescindível e representa a importância estratégica que todos os portugueses bem formados terão de reconhecer.
Com a minha habilidade natural para o Golf, passeei por relvados à beira do Atlântico, e em pleno green saquei do Putter para finalizar a jogada. A inspiração era tanta que me convenci de que o melhor seria tentar meter a bola na Berlenga Maior. Não cheguei lá! A bola perdeu-se no Atlântico, algures entre a costa e a ilha. Não satisfeito, o Putter escorregou-me da luva e foi parar ao mar. Grande prejuízo!!!
Lembrei-me então do PP e das razões que o movem. Se a nossa Marinha tivesse os meios necessários apetrechados para estas missões cívicas, tinha recuperado o equipamento. Bolas e taco! Coisas de que S. Exª gosta.
Fico a aguardar a concretização deste sonho.
Espero que passe igualmente a existir em cada campo de golf um daqueles magníficos helicópteros que já estavam quase comprados há um ano, um blindado dos novos e um nadador salvador para acudir a estas prementes necessidades, bem mais importantes que os carros de bombeiros. Até porque, como todos sabemos, não existem fogos nos campos de golf.
LT
8/30/2003 04:40:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Praia Tónica
De regresso.
Depois de um mês de praia tónica, na companhia da família (das famílias...) também estou de regresso para onze meses de bits e bytes, por enquanto cheio de pachorra para os pica-miolos do costume, há espera de perder o “bronze” na torre do inferno em busca dos processos estratégicos de normalização e racionalização.
Como dizia o outro: “É da vida!
Como digo eu: “Temos de fazer pela vida!"
Agradecimentos especiais para todos os que publicaram (CMC, FG, DD, ADF, HG e AM) e aos que comentaram o Blog Ter Voz, mantendo-o na “onda” enquanto a minha “onda” era outra. Em especial para o Carlos Castro, bom camarada e amigo que se esforçou pelo comentário diário.
Para ele ficam votos de boas (merecidas) férias. Melhores, muito melhores do que as que Rui Costa deve estar a ter hoje.
Jiminy Cricket
8/30/2003 01:28:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, agosto 29, 2003
 
Férias

Também estou de volta

Depois conto coisas que só eu sei!
(sabem quem lá estava????)
Coisas que ouvi na praia do Eurotel em Altura.
Hoje, já é muito tarde.
Fica só um reparo ao AM - Então o menino não me viu em Portimão no dia 23... Parece impossível...!!!!
Deve ser por não me identificar.
Deixo ficar a minha foto na praia.

Aceito apostas para quem me conseguir descobrir na foto.

Tia Lólita

PS. Já tenho saudades. Como sabem, eu sou mais da Meia-Praia, mas este ano estava a necessitar de muito mais calor...
8/29/2003 06:19:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Fim Férias
Acabou-se!

É sempre pouco, por muito que seja, o tempo de lazer que as sociedades do trabalho nos deixam ter.
Se calhar parecerá que os Socialistas, apostados na evolução e no bem estar que o direito ao trabalho trazem, não deverão fazer a apologia do não trabalho. Se calhar é verdade, se calhar esta nostalgia do nada fazer fica-me mal, se calhar... se calhar!
Mas confesso que do mar tenho saudades e da sorna e do sal e do Sol.
Faltam mais onze meses...
Estou de volta.
LT
8/29/2003 03:07:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
I have a dream (som)

Martin Luther King
Martin Luther King
(40º aniversário)
LT
8/29/2003 02:12:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, agosto 25, 2003
 
Já venho

Férias

Muitos já foram, outros estão a regressar de férias. Eu, por uns tempos, vou ausentar-me deste universo virtual. Desejo a todos boas férias, para os que ainda estão a gozar e para aqueles que vão usufruir das suas, para os restantes votos de bom trabalho ou bom estudo, consoante o caso.
Como o tempo me tem permitido colocar a leitura em dia não saio sem partilhar convosco esta pérola, um artigo da obra "Escritos Políticos II", escrito por Francisco Sousa Tavares:
" Ser de "Esquerda"...
Eu soube sempre como era difícil ser um homem de esquerda em Portugal, sobretudo quando essa posição não resulta de ressabiamentos sociais, de complexos de frustração ou de inveja, e nem sequer de insuficiências sexuais. Mas quando é, pelo contrário, fruto de uma escolha intelectual e livre, dum reconhecimento da verdade, de uma exigência de justiça e de solidariedade com o homem e com o seu destino.
Como não é fruto de inveja nem de frustração a posição livre de esquerda não vem carregada de ódio. Como não tem origem freudiana não se alimenta da intriga nem de paixão desbocada. Como não é uma forma de «estar», mas sim uma forma de ser e de pensar, não é passional nem obcecada. Como é fruto de uma escolha intelectual e não do cantar dos papagaios, não é dogmática, nem auto-satisfeita, é busca permanente e insatisfação criadora. A posição de uma esquerda livre, duma esquerda apta a procurar em cada hora a justiça concreta e construir para cada tempoo destino de todos os homens, é irrequieta, anticonselheiral, exigente. Não aceita lugares-comuns, e a permanente revisão das ideias, a sua livre discussão, é uma necessidade moral e mental do homem que luta pela moldagem dum mundo melhor. Não é à esquerda que compete a conservação das formas e o imobilismo das ideias, não é à «esquerda» que compete aceitar e rezar a jaculatória idiota do ámen permanente.
Pelo contrário, a esquerda pretende acompanhar, advinhar, influir até na evolução do mundo e na descoberta do futuro. Uma esquerda petrificada e anquilosada, apenas capaz de repetir frases centenárias e receitas compradas no alfarrabista da esquina, é uma pseudo-esquerda, suicida e idiota, boa para a morte e não para a vida, condenada ao fracasso político e ao onanismo dos «slogans» e das palavras, que são apenas som e já não são expressão inteligível.
Sempre soube, por isso, como era difícil ser de esquerda em Portugal, sobretudo quando se tem da esquerda a noção que acabei de descrever. Quando se pretende hoje e amanhã continuar a pensar, a discutir cada problema, a rever cada posição e cada ideia, a renunciar a todo o processo de aceitação passiva, a negar expressão de cidade a qualquer forma consagrada de demagogia
Quando se pretende apenas continuar a ser um homem livre. Perante todo o facto, perante toda a noção, conservar a liberdade dialéctica de discussão e de escolha, não aceitar passivamente o rótulo com que qualquer imbecil cataloga e expõe na montra de ideias a ter ou não ter a primeira frase feita ou ideia já destruída pelo tempo ou devorada pela inteligência criadora.
Apenas quero aqui e agora varrer a testada. Esta imunda cavalariça em que se tornou parte da vida portuguesa precisa de ser limpa com persistência e coragem.
A difícil invenção do mundo novo, apanágio e honra de uma esquerda que dignamente o queira ser, não se compadece com mediocridade imbecil dos que fazem da mentira a arma de combate e do insulto a discussão de temas. Reclamo o direito de se poder ser inteligente à esquerda. Parece que esse direito é neste momento contestado. Sempre o infantilismo mental, a inconsistência verbalista e o cego passionalismo da esquerda «fácil» foi o alimento mais saboroso das terríveis desforras da direita. É espantoso que não se queira compreeder que a forma simples de combater a reacção não é o grito nem o histerismo palerma, mas simplesmente governar bem à esquerda. Governar bem, isto é, governar com justiça, com clarividência, com humanidade. Assegurar trabalho, criar riqueza, libertar o homem, tornar possível a alegria de viver. Inventar em cada dia um mundo mais fraterno, mais livre e mais feliz.
É buscar para cada problema concreto a melhor solução e não a solução que obrigatoriamente, quantas vezes nem se sabe porquê, é falsamente rotulada de «solução revolucionária». A esquerda, a verdadeira esquerda, não aceita receitas; inventa, descobre, luta e vive.
Se não é um cadáver."

10/02/76
Caras e caros amigos: já venho!
CMC
8/25/2003 09:16:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Camaradas,
duas questões:
1. GOVERNOS DE COLIGAÇÃO: quem está na política deve ter por princípio a luta para um país melhor, condições de vida melhor, etc. Ora, se para tal for necessária uma coligação, não vejo qual o mal. Claro que os caciques ficam com menos lugares para darem aos seus subditos, claro que o dialogo entre as forças partidárias terá que ser mais concertado, havendo cedências de parte a parte. Mas, se for para o bem do país, porque não? Temos os exemplos dos países nórdicos, onde raramente existe maiorias absolutas de um só partido. E a coisa funciona muito melhor!
2. O DISCURSO DE FERRO: Já que o homem é sempre criticado por ter ou não ter. Quando é violento, não devia, quando tem o famoso sentido de Estado, o senhor é criticado pela inêrcia. Fazendo um resumo, não existe uma semana que passe que Ferro Rodrigues não seja criticado. Ora por isto, ora por aquilo. Seja ataques de dentro do PS, seja de fora. Não me recordo de um líder partidário que fosse tão atacado. Exemplos: Ainda esta semana Mário Soares pedia a Ferro mais participação, mais contundência. Ferro fê-lo no sábado. Agora a ser criticado por todos por ter sido tão contundente. Em que ficamos?
Ao menos, quem critique que apresente soluções.
FG
8/25/2003 12:41:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, agosto 24, 2003
 
O discurso de Ferro e as palavras de Popper

Festa Verão PS

Ontem, em Portimão, ao ouvir Ferro Rodrigues lembrei-me das sábias palavras de Karl Popper:
"... a formação de Governos de coligação. Muito frequentemente, tal situação atribui aos pequenos partidos políticos uma influência desproporiconada - quando não decisiva - na formação dos Governos e no respectivo processo decisório."
Foram vários os responsáveis de direita que saíram a terreiro defendendo o Governo, como lhes compete, e em especial o senhor Ministro de Estado e da Defesa Nacional, neste caso, somente os dirigentes do CDS, acusando Ferro de ter virado à esquerda radical. Ferro não virou nem à esquerda radical, nem virou ao populismo que determinada pessoa gosta de adoptar, cosendo meia-dúzia de palavras para ludibriar.
Recorrendo, uma vez mais, a Popper: "uma democracia precisa de partidos que sejam mais sensíveis e, se possível, que vivam em clima de alerta permanente."
Sim, o PS é uma partido sensível aos problemas de todos os portugueses e de Portugal; sim, o PS é um partido que está em alerta face a um (des)Governo que nesta altura só olha para o seu próprio umbigo; sim, o PS é a alternativa e não a alternância.
CMC
8/24/2003 11:12:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, agosto 22, 2003
 
Rummsfeld e a "realpolitik de La Palisse"
Ao ver o telejornal da GNT, eram 3 e tal da manhã, insónias estivais!, o canal brasileiro apresentou um resumo de uma conferência de imprensa dada pelo senhor Rummsfeld coadjuvado por um militar de alta patente, insinuando, este grande amigo do nosso Ministro de Estado e de Defesa Nacional, que o Irão e a Síria estarão a manobrar os diversos atentados que sucedem diariamente no Iraque.
O senhor deve ter as suas fontes. Isso é inquestionável. Porém, coincidência ou não, elas apontam sempre no sentido dos países que fazem parte do eixo do Mal, os tais Estados classificados como malignos pela presente administração norte-americana, com excepção da Coreia do Norte, que até hoje, pelo menos, ainda não entrou na lista das nações visadas, participante nas manobras terroristas existentes no Iraque, pelos falcões.
A Arábia Saudita, quase a ser descartada, continua a ser relevante. O país vizinho não fornece o ouro negro previsto, de algum sítio ele tem de aparecer. Em terras de Meca ele há com fartura... por enquanto. Além disto, quando se defende tanto uma mudança de regime, passando de uma autocracia sanguinária, como era o Iraque de Saddam, para uma democracia (ainda não passou), onde estão os defensores da democracia na Arábia Saudita? Dois pesos e duas medidas!
Quando, há uns tempos, o nosso ilustre amigo e discípulo do Cardeal Richelieu apresentava, baseando-se nas sondagens, a alta taxa de popularidade de G.W.B., esta popularidade, actualmente, está situada nos 52%, a fazer fé nos dados apresentados pela jornalista do telejornal da Globo em Nova Iorque. Depois do 11 de Setembro de 2001 ter atingido 82%, o ex-senhor Texas caiu 30%. Metade dos cidadãos são favoráveis à mudança de Presidente.
As sondagens valem o que valem, como sempre. Espero que o Partido Democrata tenha um excelente candidato presidencial. Resta-nos aguardar pelas primárias.
CMC
8/22/2003 02:36:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, agosto 21, 2003
 
Declaração deplorável
O senhor Ramos Horta, actual Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, repensou a sua postura acerca da aplicação da pena de morte, depois do desaparecimento de Sérgio Vieira de Mello. Afirma este senhor: "a morte de Sérgio mudou a forma como encaro a vida e a questão da pena de morte".
Todos lamentamos profundamente a morte desse grande Humanista brasileiro, todos fomos invadidos pela tristeza, mas todos devemos manter a dignidade, a mesma que este diplomata sempre teve em vida. Ao defender a pena de morte, o que nos distingue desses terroristas?
O senhor Ramos Horta laureado com o Prémio Nobel da Paz devia ter mais responsabilidade e trato com as palavras que profere sempre que fala ou aborda algum assunto relativo aos Direitos Humanos. Talvez só lhe interesse a Declaração Universal dos Direitos do Homem em momentos protocolares. Pois bem, devia de os respeitar e acima de tudo defender em qualquer momento, ainda que este esteja marcado pelo sofrimento. Vale a pena citar parte de um parágrafo do preâmbulo da Declaração:
"Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade"
A lei Talião não é a defesa dos Direitos Humanos. Como afirma Norberto Bobbio: "A história, como sempre, mantém a sua ambiguidade avançando em duas direcções opostas: em direcção à paz ou em direcção à guerra, em direcção à liberdade ou em direcção à opressão. O caminho da paz e da liberdade certamente passa pelo reconhecimento e pela protecção dos direitos do homem."
CMC
8/21/2003 10:57:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Terror
Bagdad, minutos depois Jerusalém. Os atentados não param e a PAZ é uma miragem tão distante.
Mazen está entre a espada e a parede. Sharon vai reagir. A hemorragia é contínua. O que acontecerá ao plano traçado?
Os radicais esfregam as mãos de alegria e os milhões de inocentes têm a vida presa por um fio.
Quando é que a estrela de David e o Crescente conhecerão o fim desta relação mortal?
CMC
8/21/2003 12:46:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, agosto 20, 2003
 
Sérgio Vieira de Melo
Sérgio Vieira de Mello

Sem mais qualquer comentário de momento, fica a minha homenagem a um dos grandes Homens da actualidade.
Sérgio Vieira de Mello foi um cidadão do Mundo com quem tive o privilégio de falar durante uns dez minutos, o que me bastou, a par do conhecimento da sua actividade em defesa dos direitos humanos e da sua capacidade para resolução dos problemas mais intricados das relações interculturais, para o considerar uma referência, lusófona ainda por cima, marcante da história mundial.
A sua viagem ao mundo agora terminada, será memória dos povos e pessoas com quem contactou.
LT
8/20/2003 01:32:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, agosto 19, 2003
 
ONU
O vento sopra...
Desapareceu um Homem, um grande Humanista, um excelente funcionário da Organização das Nações Unidas.
Os atentados são o pão nosso de cada dia naquele país instável, sem segurança, sem rumo.
O sangue escorre com mais dor depois do tirano ter desaparecido. Iraquianos, norte-americanos e outros cidadãos que neste momento fazem do Iraque o seu país são instados a inalar o sofrimento.
Mello, Kelly e todos os mortos parecem não afectar uma meia-dúzia de personalidades que apenas pretendem o lucro, a todo o custo.
O mundo está viciado nessa enorme droga que se chama dinheiro e quanto mais se vicia, mais são as mulheres e homens empurrados para o fundo do poço, já de si cheio.
Se o Humanismo não triunfar sobre essa cegueira por cifrões, mais dia menos dia o poço transborda, quando devia ficar vazio. Estamos muito longe do fim da História, como alguns profetizaram.
Estamos à beira da miséria. Miséria esta que afecta todos, por que todos temos os pés neste planeta Terra.
CMC
8/19/2003 08:34:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, agosto 18, 2003
 
A homenagem
O digníssimo senhor Ministro de Estado e Defesa Nacional é uma pessoa inteligente e mais do que isso é muito astuto. Sentindo-se livre do fardo da moderna amostra com que patenteou o país longos meses, resguardando-se no silêncio, evitou todos os bombardeamentos possíveis. Escapou, o mais possível, à luz que tanto o catapultou. Ninguém sabia do Ministro, ninguém ouviu, viu ou soube do Ministro. Nada. De um momento para o outro, qual homem invisível, o senhor não estava em lado nenhum.
No domínio da Justiça, personalidade houve que deu a cara, não fugiu, disse presente, que queria e quer Justiça, e ainda hoje está retido no topo do Parque Eduardo VII. O senhor Ministro, o tal que estava ausente, resolveu ir a Monsanto. Colocou um ar cândido, jamais serviria de inspiração a Voltaire, e lá foi ele, colaborador incansável dos magistrados. Demorou, mas foi. Ele, sim, o ausente, depois, presente, também colaborava com a Justiça. A consciência tem, ou deve ter, balança, naquele crânio.
Qual era o receio de ir prestar declarações? Teve um Político de dar o exemplo para os outros saírem da toca? A propósito, o senhor Silva, dos leitões, já levantou a imunidade?!
O lenço, inquilino habitual no casaco com riscas, depois de tanto ter sofrido, amarrotado pelo tiritar dos dedos receosos, pôde, finalmente, limpar as gotas que escorriam à velocidade de um jaguar no largo frontispício.
A guerra continuava.
Cruz Vermelha: acontecimento lamentável. Quando o Ministro fala, à boca cheia, em pose de Estado, qual foi a dele neste caso? Não seria mais digno ter uma palavra de apreço e informar que queria a mudança? Não. Aqui não era necessária a pose de Estado. Sou levado a crer, pela pose do Ministro, que só há pose, de Estado, quando Sua Excelência entender que deve de haver pose de Estado.
Militares: duas altas patentes não tinham confiança no Ministro. Toca a mudar de líderes. Toca a mudar de pose. Decide-se enviar homens para o Iraque mesmo sem condições logísticas. Recupere-se a pose de Estado para receber o grande amigo e companheiro de percurso político norte-americano. Bela pose de Estado, tanto de um como do outro. Olha que dois!
É-lhe diagnosticado um tumor. Ele é o tumor. Grande aleivosia, considera ele e os seus sequazes, ainda por cima queriam que ele fosse extirpado. Se o extirpam, extirpam todos os senhores e senhoras governantes do país. Quem é que espera que ele caia, especialmente sozinho? Não, ele tem dois braços e as mãos transformam-se em lapas em tudo o que tem selo de poder.
Homenagem prestada a um anticomunista. A família Gouveia merece respeito e não deve ser peça de xadrez, no tabuleiro que o senhor Ministro colocou no edifício contíguo ao Estádio do Restelo, desde que chegou.
A obsessão é tanta, que o ilustríssimo Ministro se esqueceu da queda do Muro de Berlim e do desmembramento da União Soviética. Saudosos há, nas bandas da Soeiro Pereira Gomes, desses tempos, mas esses chegaram a conhecer a terra em que o Sol brilhava para todos, no local em que todos eram iguais mas uns eram mais iguais do que outros.
A homenagem que o senhor Ministro quer fazer é a si mesmo. Essa terá, quando sair e fizer um favor ao país, de não mais o iludir com falácias. Durão Barroso deve votar tanto nele como Manuel Monteiro votou há uns anos no actual Ministro de Estado e da Defesa Nacional, então para líder parlamentar do CDS.
O rato Mickey não o derrotou, grande vitória, reconheça-se, mas Lisboa está cada vez mais bem liderada, pelo vereador que "fica" e não está!
CMC
8/18/2003 10:50:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Terrorismo

Lisboa, capital honorária do terrorismo
Estava eu a passar pela Avenida da Republica, e deparei-me com um cenário hollywoodesco. Em frente à embaixada do Paquistão encontravam-se várias viaturas da PSP com as sirenes ligadas, agentes da autoridade a correrem de um lado para o outro com ar de caso.
A principio, pensei que um qualquer paquistanês que se tinha barricado na embaixada ou um cenário do género mas, ao passar perto, tão perto quanto possível, reparei num Jipe da PSP com um atrelado no mínimo sui generis. Tratava-se de uma esfera enorme, maciça, e cheia de fechaduras. Era um contentor, que as brigadas de minas e armadilhas costumam usar para o transporte de potenciais engenhos explosivos, evitando assim que a explosão do dito dispositivo coloque em risco os agentes de segurança ou outras pessoas. Como é que eu sei isto? Fácil vejo muitos filmes!
Mais tarde soube, através dos meios de comunicação, que havia sido encontrado um engenho altamente suspeito, depositado num caixote do lixo no interior da embaixada. Como nenhuma autoridade se pronunciou, até agora, sobre a natureza do engenho, parece que acabamos de sofrer a primeira tentativa séria de atentado bombista.
A confirmar-se, esperemos que se trate da primeira e ultima tentativa deste tipo.
De resto, falta congratular as forças de segurança, nomeadamente a Equipa de Inactivação de Engenhos Explosivos e o GOE (ambas divisões da PSP), pela prontidão e profissionalismo com que a situação foi lidada. Tiro o meu chapéu às forças de segurança.
DD
8/18/2003 07:15:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Também as Cadelinhas (ou conquilhas, ou lambejinhas) se escondem na areia.
Cadelinhas na praia de Cabanas
Espero ver-vos em Portimão, dia 23.
Não deixem de olhar para o céu para verem Marte.
Cuidem do nosso Blog.
Voltarei em Setembro.
Jiminy Cricket & Compª
8/18/2003 03:25:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Lixo
Não sou bombeiro
Foi esta a importante mensagem que Durão Barroso deixou ficar quando, no conforto do ar condicionado do carro que o levou às cinzas, resultado do autismo que impediu o seu Governo de ouvir as críticas aquando das “fusões e extinções” e do irracional corte de despesas sem olhar às consequências, visitou o Algarve.
É tempo, agora que o fogo se apagou e que as consequências são muito mais caras do que todas as poupanças irracionais realizadas, de chamar à responsabilidade quem tem de ser responsabilizado.Lixo
Ouvi há pouco Marcelo Rebelo de Sousa criticar o PS por ir realizar o Comício de Verão no próximo dia 23, enquanto dizia que Durão Barroso tinha estado muito bem nas visitas que fez, tapando as insuficiências de outros membros do Governo. Como se o maior responsável por todas essas ineficiências, não fosse o próprio Primeiro-Ministro.
São as artimanhas do Professor que tanto jeito tem para dizer e tão pouco para fazer. Não fosse ele um perdedor nato.
Espero que o PS não caia em mais esta manobra e que em Portimão comece a dizer bem alto que, muito mais do que as árvores e o ambiente irremediavelmente ardidos, estamos perante dramas de subsistência de milhares de cidadãos que viram o seu sustento, as suas hortas, os seus animais e as suas casas desaparecerem na voragem das chamas que alguém (sim, porque há responsáveis que em Março discursavam "Queremos que os cidadãos tenham confiança nas Instituições e não se vejam frequentemente confrontados com a impotência do Estado na resolução dos graves problemas que nos afectam") escondido num Gabinete, num qualquer dia de Inverno, mandou cortar os meios que poderiam ter estancado esta barbaridade.
Espero que no Algarve, no dia 23 de Agosto deste ano de destruição, sejam pedidas de imediato as compensações justas que minimizem os resultados da incompetência de quem tem a obrigação de zelar pela segurança deste País.
Nem os que morreram poderão ter sossego se tal não for feito.
Bem pode o Prof. Marcelo mandar calar, que não nos calaremos. Bem pode a TVI dar-lhe horas de emissão pois os que sofreram (e sofrem) com o desleixo e a incompetência nunca lhes perdoarão.
LT
8/18/2003 02:44:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Protecção das florestas contra os Fogos florestais

Carro Postiça

Para reflexão fica aqui um texto que elaborei há anos e ainda pode servir para entender o que se passa com fogos florestais e ajudar a programar o futuro colectivo neste rectângulo que era jardim à beira mar plantado.
ADF
8/18/2003 02:39:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Postal Ilustrado
A pedido de vários(as) sobrinhos aqui deixo o melhor postal ilustrado que a minha câmara fotográfica registou hoje em Cabanas (Ria Formosa)

Barco de Cabanas

O Algarve tem bom gosto!
Tia Lólita
PS. Voltarei em Setembro com montes de histórias para contar.
8/18/2003 02:15:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, agosto 17, 2003
 
Marques Mendes 007
A novíssima esperança II

Aconselho a leitura do artigo de Emídio Rangel in Correio da Manhã de 2003/08/16
Quem não viu, por mais despropositado que pareça, veja o filme “O amanhã nunca morre”, uma película da saga de James Bond. Depois, ao digerir a película, elaborando a sua própria crítica, retire da fita o agente secreto de Sua Majestade e conceba de novo o filme …
A realidade bem patente nas fitas.
A RTP está sem comentadores. Pessoalmente, opto, se me é permitido, por Marques Mendes.
Estou certo que este Ministro vem colmatar a falha existente.
Ficamos com a (televisão) igreja toda iluminada, como cantava o Trio Odemira!
CMC
8/17/2003 11:40:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Toldo Praia do Eurotel

Sem Comentários
Quase sem acesso às tecnologias, só hoje consegui algum tempo de linha. Os nossos fornecedores do serviço de comentários acharam que era tempo de ganhar algum dinheiro. Pois bem, a falta de mais tempo levou-me a pagar. Só depois avisaram que, ainda assim, levarão entre 24 e 48 horas a reativá-los. Aguardemos, pois!
Por este andar (e com esta forma de destruir para depois anunciarem os paliativos) ainda são chamados para o actual Governo.
Em breve darei notícias.
Para já saudades e um abraço especial ao Carlos Castro.
Jiminy Cricket
PS. A água do mar arrefeceu dos 26º de antes de ontem para os 21º de hoje.
Cheira-me que anda cherne por aqui...
8/17/2003 02:43:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, agosto 16, 2003
 
Apagão
Recordam-se da cegonha?
Ela deu à luz outra vez, três anos depois. Desta feita em pleno coração oriental da América do Norte. As velas recuperaram a importância de outrora e luz, só mesmo a da grande estrela.
Felizmente, nada de grave aconteceu nos E.U.A. e no Canadá, quando, inicialmente, se previa que houvesse dedo terrorista. As autoridades fizeram questão de afastar essa hipótese, eliminando o receio de grande parte da população.
Todavia, colocam-se algumas questões e somos conduzidos a algumas reflexões a propósito da gestão de determinados sectores chave, como é o caso da energia. Manuel Carvalho ('Público' 16/08/03) expõe o facto de forma bastante evidente: "Vale a pena confrontar o caso norte-americano com a prática dos europeus em domínios sensíveis como a energia, geridos maioritariamente por empresas públicas. Sem carências de financiamento nem preocupações com a rentabilidade dos capitais, os monopólios estatais construíram uma infra-estrutura que garante hoje um padrão de segurança relativamente confortável. Comparativamente, o sector energético norte-americano ficou parado no tempo. Ao ponto de se poder afirmar que um "apagão" desta dimensão era "impossível" na União Europeia."
Quando se critica tanto o público e se elogia, somente, o privado, cai-se num maniqueísmo raquítico. O público tem as suas virtudes e os seus defeitos, bem como o privado. Porém, os que olham para o Estado apenas como um Leviatã, em toda a sua plenitude, não só ignoram, ou pretendem ignorar, a sua cidadania, bem como espremem parte da sua individualidade. Não se trata de defender mais Estado ou menos Estado, mas sim de enobrecer o Bom Estado.
CMC
8/16/2003 11:19:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, agosto 15, 2003
 
Túnel

O Túnel
Não me refiro à obra do escritor argentino Ernesto Sabato, mas o edil da Câmara olisiponense tem algumas semelhanças com a personagem principal do livro, sobretudo no que respeita à obstinação. Se um elouqueceu por uma mulher, este insiste num túnel funesto.
Segundo Carlos Moura, dirigente da QUERCUS, "o equilíbrio da Baixa será afectado" ('A Capital' 15/08/03), isto porque, o túnel, a ser construído, corta "um dos dois grandes cursos de água subterrânea da cidade, que nasce no topo do Parque Eduardo VII e se prolonga pela Rua de Santa Marta, Rua de São José e Rua das Portas de Santo Antão, até se juntar com a ribeira do oriente". É certo e sabido que aquilo que mantém a Baixa são as estacas e estas só se conservam com a água que circula por baixo do solo.
Se a limitação de carros nos bairros históricos, a meu ver, é uma boa medida, este apelo, quase desenfreado, à entrada de automóveis no centro da cidade é lamentável, mais ainda quando se coloca em risco uma zona instável. Estudos do tempo em que o actual Presidente da República era o responsável máximo do município, meados de 90 do passado século - a semântica aparenta longevidade mas os números anulam a impressão-, apontavam na época a inviabilidade de tal acção.
A falta que faz! a Lisboa Gonçalo Ribeiro Telles. Quiseram a sua saída, ficamos mais pobres. Por mais bonita que fique a Avenida da Liberdade com tantas flores, não se compreende o alarido de tantos pendões ao longo desta artéria, a cidade está longe de ter uma qualidade de vida saudável e não é o túnel, por mais habilidades que a engenharia possa fazer, que nos trará a tão, e cada vez mais, necessária qualidade.
Basta de tanta poluição, acabe-se com essa grande nuvem de atrofiamento denominada stress. Precisamos respirar, Lisboa precisa de ar puro. Enfim, Lisboa precisa de ser reconquistada por todos aqueles que fazem dela a grande cidade que já é.
CMC
8/15/2003 10:58:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, agosto 14, 2003
 
Papagaios da JSD
Pois é,
fui ver o merchadising JSD e fiquei surpreendido. Ao contrário do que alguns pensam, aquilo é uma excelente ideia. Basta ir aos sites dos nossos camaradas por essa Europa fora e ver o poderio que eles têm no merchandising. Aqui, tal como no marketing de Futebol, continuamos a anos luz do que se faz lá fora. Se fosse à JS fazia o mesmo. T-shirt e sweat para vender.
Os gajos da JSD tem um sentido de marketing bastante apurado, muito mais do que os jotas que mandam na Jota ESSE.
Abraços e beijos
FG
8/14/2003 03:54:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 

Colchão JSDLoja Laranja
Antes de irem de férias deveriam ter dado uma vista de olhos no que a JSD selecionou para nós, a melhor selecção, aos melhores preços.
É verdade!
Arrependidos?!
Não vale a pena chorar!
A boa notícia é que a colecção Outono/ Inverno já está disponível!
Merchadising JSD
O CMC recomenda o colchão de praia.
HG
8/14/2003 01:03:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Picante
Um despertar que não é recente
A concepção típica da Guerra Fria balizou-se, vulgarmente, entre o ocidente capitalista e o leste comunista, mas um outro mundo, desde 1949, e tem sofrido diversas alterações adaptando-se à realidade sempre que esta o estimulou, é edificado pela República Popular da China.
Rapidamente, este país continente ambicionou alastrar a sua luz vermelha. O novo comunismo não se cingia só a Marx, Engels e Lenine. Mao era o novo profeta, embalado, certamente, pelas palavras de Lenine, para quem o comunismo triunfaria em Paris depois de passar por Moscovo e Pequim.
A China teve, e tem, uma diplomacia imperceptível. No tempo do colonialismo, não foram só norte-americanos, soviéticos e cubanos que passaram pelas províncias ultramarinas, também os chineses pisaram terra lusa em solo africano. Até o carismático líder da UNITA, Jonas Savimbi, após estudar no bem alfacinha Liceu Passos Manuel rumou à terra da Grande Muralha.
O artigo de Maria João Gregório, publicado na revista "África Hoje"(Julho/03), sobre as relações, principalmente económicas, estabelecidas entre a China e os países africanos é muito interessante. Sublinhe-se que a China tem contactos com todos os países de África e as ligações são de grande envergadura: investimentos em África, perdão de dívidas, formação de recursos humanos; os africanos comungam da visão chinesa acerca de Taiwan, relevante, a posição africana neste domínio. Decorreram vários encontros, pela leitura do artigo, em Pequim e ocorrerá, ainda este ano, um fórum para a cooperação económica entre a China e os países de língua oficial portuguesa no antigo território português de Macau, tendo a iniciativa do encontro partido do governo chinês.
A paciência cultivada pelos chineses é trave mestra. Sem nos apercebermos, a China caminha para um lugar de grande potência mundial neste século.
Em 1963, Mao dizia aos seus amigos africanos: "Para chegar à libertação completa, os povos oprimidos devem apoiar-se em primeiro lugar na sua própria luta, e só depois na ajuda internacional. Os povos cujas revoluções já triunfaram devem ajudar os que ainda lutam pela libertação. Esse é o nosso dever internacionalista."
CMC
8/14/2003 03:02:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, agosto 12, 2003
 
Santana SIC
A novíssima Esperança
Muitos podem pensar que só sucede no desporto, tendo o futebol um protagonismo mais imediático, mas engana-se quem considera que as transferências só sucedem neste ramo. A política, ou melhor, os comentadores políticos também estão no mercado das transacções.
Sabe-se que a grande transferência deste período é a de Pedro Santana Lopes da RTP para a SIC. É-lhe garantido um dia que não o domingo e estará a solo. Isto significa que, por um lado, o Presidente do município alfacinha poderá responder à letra ao estimado companheiro, rei dos comentários dominicais e seu fiel admirador fora do Palácio de Belém, pode ter mais tempo para se preparar, pois calinadas como tem dado, sempre que se refere ao seu companheiro de Queluz não são muito convenientes, quanto mais fala sobre o que o outro comenta mais buracos dá ao seu discurso e ser desmentido em directo e praticamente à mesma hora não convém mesmo nada, pelo contrário, até proporciona uma imagem de pouco conhecedor das matérias; por outro lado, livra-se do peso José Sócrates, mais bem preparado, conhecedor das matérias, e, várias vezes, o nosso ilustre, quando não tinha mais a afirmar virava-se para o jornalista e queixava-se do tempo que favorecia o engenheiro. Quem se recorda não se esquece que Sócrates gostava, e gosta, de colocar os pontos nos i's em todos os assuntos abordados. Em suma, livre da concorrência do canal 4 e a solo, o senhor tem a luz a iluminar-lhe a palavra. Do diálogo passou para o monólogo, à imagem do seu companheiro e ex-Presidente do partido.
Se um muda de canal, o outro, ele é sempre o outro, continua rei e senhor de si, dos seus comentários e das suas manobras. Então não é de pasmar quando o ainda, pouco tempo lhe resta, Ministro da Administração Interna diz o que o Professor aconselhou no domingo. Sem esquecer o facto de o Ministério da Administração Interna ter enviado a Sua Excelência um relatório. Chegamos ao ponto de os governantes se sujeitarem e guiarem pelos comentários de um analista. Qualquer dia Luís Delgado tem o seu lugar no leme!
Sem Conceição Monteiro e com José Miguel Júdice na Ordem dos Advogados, a esperança de 80 renasce neste novo século só com dois e como eles se dão tão bem!
Já agora, a RTP podia colocar um comentador do PPD no ar. Assim o ramalhete fica composto. Tanta pluralidade!
CMC
8/12/2003 11:18:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Libéria
Os deuses devem estar loucos II
O senhor Taylor já pisa terra nigeriana e, em princípio, a Libéria já deve ouvir a ausência do trautear das armas.
Pois bem, fico na dúvida. Primeiro vi na TVI que, na capital, ainda há rebeldes, os que adbicavam de usar literalmente as armas caso o Presidente em exercício saísse, Taylor saiu e as armas continuam a rosnar em determinados locais de Monróvia.
Poucos minutos depois, a RTP noticiou a calma nas ruas da capital liberiana.
As imagens comprovam as palavras expressas pelos jornalistas.
Falta saber qual das duas notícias é a única, se houver alguma, fidedigna!
CMC
8/12/2003 10:43:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Bandeira Libéria

Os deuses devem estar loucos
Dia 11 de Agosto, último dia de Taylor como Presidente da Libéria. O senhor lá acabou por abdicar na data prevista, não por livre e espontânea vontade, de certeza, mas pelo empurrão exterior que lhe acenou com uma de duas saídas possíveis: ou renunciava ou não ficava. Como pessoa inteligente que é, o senhor conseguiu juntar as duas numa só.
Na despedida, ou melhor, na transicção de poder, estavam presentes os mais altos representantes da Nigéria, do Gana e de Moçambique. Taylor lá deixou a mensagem de esperança aos liberianos de que um dia regressará à Libéria.
Pode o planeta estar descansado. Com dirigentes destes estamos, realmente, muito bem governados. Uns saem e pretendem voltar, outros aparecem para sorrir e assobiar para o lado e outros ainda, manobram, a seu bel-prazer, à distância os pobres, que de pobres nada têm, preferem infligir tal virtude, só pode, aos seus milhões de compatriotas.
Provavelmente, Haia deve estar lotada, pois o senhor Taylor devia fazer companhia ao senhor Milosevic. É por estas e por outras que até Slobodan Milosevic se pode considerar inocente, pois as chacinas que ordenou, nos Balcãs, mais não eram do que a defesa da nação jugoslava.
Taylor roubou um rebuçado na mercearia central de Monróvia? Os dois pesos e duas medidas só ajudam quem é culpado.
CMC
8/12/2003 01:05:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, agosto 11, 2003
 
Camaradas:
Gostaria de partilhar com todos vós uma situação que me parece um pouco bizarra, que se passa numa instituição pública de ensino superior, que não nomearei para já, para não causar melindre, já que ainda se está numa fase negocial.
Pretendem os órgãos directivos dessa anónima instituição cobrar a todos os alunos que transitem do terceiro para o quarto ano, no acto de matrícula, a módica quantia de 1250 euros, para possibilitar o reequipamento de um laboratório onde estes alunos passarão a maior parte do ano lectivo.
Dente OuroSaiba-se que estes alunos, que fizeram os três primeiros anos da faculdade sem conhecimento desta possibilidade, não estão na disposição de pagar este valor, uns por razões de disponibilidade financeira ou carência, outros por outras razões.
Trata-se, caros camaradas, de uma instituição pública de Ensino Superior que, em tempos, foi considerada, na sua área, das melhores da Europa e que tem vindo a agonizar por as suas idiossincrasias nunca terem sido reconhecidas e respeitadas pelos sucessivos Governos da República. No entanto, nunca esteve numa situação tão grave como hoje está.
Os alunos desta instituição defendem, com prejuízo próprio, o encerramento da instituição, pelos órgãos directivos, até que haja condições para prosseguir com uma formação de qualidade. Temem, porém, que os responsáveis sofram de falta de coragem ou de qualquer outro constrangimento, que os impeça de encerrar portas.
Estes alunos afirmaram já que não frequentarão aulas sem condições e que não aceitam ser prejudicados ou discriminados economicamente pela natureza da formação, que tão relevante e necessária é, que escolheram e pretendem terminar.
Coragem, colegas!
AM
8/11/2003 12:23:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Caros camaradas:
Após uma longa ausência devida a uma exaustiva época de exames, regresso a este blog para deixar um pequeno contributo, ainda antes de férias.
Antes de mais, elogiar o CMC pelo seu esforço em manter vivo este blog, na ausência do LT, da Tia Lólita e do Jiminy Cricket, que tanto quanto julgo saber, foram de férias todos juntos.
Por fim desejar a todos umas boas férias, já que eu próprio me vou retirar durante uns tempinhos, mas volto ainda antes de acabar o mês.
O post segue dentro de momentos...
AM
8/11/2003 12:11:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, agosto 10, 2003
 

Kevin Spacey"Inocente ou culpado", a não perder, num cinema perto de si
Há algum tempo que não presenciava um filme tão bom quanto este “Inocente ou Culpado”, que está em exibição nas salas portuguesas deste a passada sexta-feira.
A pena de morte, tema central da película, é sempre um assunto que levanta celeuma, em especial nos E.U.A., por diversos Estados aplicarem esta pena. Aliás, a escolha do local, Estado do Texas, onde decorre a acção não deve ser ingénua. O último Governador do Texas, actual inquilino na 1600 Pennsylvania Avenue em Washington, é detentor de mais de uma centena de execuções.
“Inocente ou culpado” é um filme que merece ser visto e revisto. A individualidade; a família; o universo laboral, no caso o mundo académico; o associativismo; as relações; a comunicação social; a prisão; o egoísmo; o imediatismo; são alguns dos aspectos que desembocam, todos eles, no facto mais importante e perpassa toda a fita: a Justiça, e como ela continua a ser mais ajuizada pela aparência.
De realçar o excelente papel desempenhado por Kevin Spacey.
CMC
8/10/2003 11:49:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Disparidades
Enquanto a equipa do Real Madrid faz sucesso no extremo-Oriente, com os nossos bem lusitanos Carlos Queiroz, José Peseiro e Luís Figo, por cá, o Sporting Clube Farense, um dos grandes emblemas do Algarve, está em vias de fechar portas. Da II liga para a 2ª Divisão B, agora da 2ª Divisão B para os distritais do Algarve, se conseguir as verbas necessárias. O Presidente do clube algarvio assegurou que o primeiro jogo, caso entrem nos distritais, será marcado pela falta de comparência, só podendo, o Farense, jogar a partir da segunda jornada. Football
Por este andar, qualquer dia só nos restam as 'mega'-equipas. É de questionar: quem faz a formação?, quem é que possibilita a prática desportiva, por essas cidades e vilas deste ou qualquer outro país?
A indústria do futebol está a aniquilar os clubes de menor dimensão. Não basta o estrangulamento das modalidades amadoras, recordam-se do recente projecto de Manuel Vilarinho, felizmente rejeitado pela Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, ou há uns anos o referendo no Sporting Clube de Portugal em que os sócios deviam escolher qual a modalidade a acabar se o hóquei em patins ou o andebol, sem esquecer o fim do Campomaiorense.
Ainda me recordo do grande Farense, comandado pelo catalão mais algarvio, Paco Fortes, que chegou a dar alegrias ao futebol português nas competições europeias. Depois do Olhanense, do Portimonense, e até mesmo do Lusitano de Vila Real de Santo António, o Sporting Clube Farense entra para o história dos grandes clubes algarvios que já jogaram entre os grandes. Não deixa de ser lamentável esta saída. Muito inglória. Possa, pelo menos, na próxima temporada subir o clube de Portimão. Quando a SuperLiga nacional não desce além do Tejo, pois até o Sado já não conhece o sabor do escalão máximo, algo não está bem. Basta reparar no mapa geográfico e notar que o Alentejo, o Algarve e os Açores não têm relvados no campeonato nacional mais ambicionado por qualquer equipa.
Sinais dos tempos que até o desporto saboreia e acabam por reflectir a nossa sociedade. Muito poucos com muito e muitos com muito pouco.
CMC
8/10/2003 12:40:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, agosto 08, 2003
 
Dente Ouro
A defesa do tavaritch
O editorial do “Público”(08/08/03), assinado por Nuno Pacheco, alude a um artigo do jornal “Avante”, órgão oficial do PCP, no qual, um militante comunista, Manoel de Lencastre, recorda as grandes façanhas de um líder soviético e as grandes mentiras que o imperialismo impingiu ao mundo a propósito desse chefe.
As palavras do Director Adjunto do “Público” suscitaram-me curiosidade e lá me dirigi à página do PCP na procura do texto integral que facilmente encontrei (a talho de foice, e com martelo, a página dos comunistas na internet é muito boa).
Já tinha deduzido, apenas pretendia confirmar, que este militante comunista defende, com determinação, a obra do grande timoneiro, como deve considerar, Iossif Vissarionovitch Djugatchvili, vulgo Estaline.
Em parte, concordo com Manoel de Lencastre quando afirma: “A sua morte [de Estaline] foi profundamente sentida pelo povo das repúblicas soviéticas. A sua memória não se apagou do espírito daqueles que lhe conheceram a trajectória.” Com efeito, ainda hoje este personagem é inesquecível. Basta afirmar o nome de Estaline para um rol de opressão nos afligir. Ninguém fica indiferente ao tirano que dominou a URSS durante 29 anos, isso é peremptório.
Manuel Lencastre considera ainda que, mesmo “Abusando do poder, promoveu o culto da sua própria personalidade acabando por cometer graves erros (mas não todos os que se lhe apontam), tanto em assuntos de política interna como noutros da área internacional.” Certamente, no que aos erros da política externa diz respeito, Manoel de Lencastre deve pensar, tacitamente, no homem que Estaline mais admirou, o líder do Partido Nacional Socialista Alemão, Adolf Hitler.
“Se admitirmos a existência dum «pró-alemão» no Kremlin, tal título cabe a Staline, que nunca deixou de o ser. Foi ele quem preconizou a cooperação com a Alemanha, logo depois da morte de Lenine, e a sua opinião não mudou quando Hitler chegou ao poder. Pelo contrário, o triunfo dos nazis fê-lo desejar ainda mais uma íntima ligação com Berlim, principalmente por causa da ameaça japonesa no Extremo-Oriente. Staline sentia um profundo desprezo pelas nações democráticas «em decadência» e um respeito igualmente profundo pelos «poderosos» estados totalitários. Na sua opinião, devemo-nos sempre aproximar duma força superior.” General Walter G. Krivtski, ex-Chefe dos Serviços de Informação Soviéticas na Europa Ocidental
O artigo revela-nos que Estaline teve “vitórias de carácter inegável - a construção do socialismo num só país.” Com tanta verborreia marxista na URSS Estaline acabou por subverter o ideal internacionalista de Marx. Mas, Estaline deve ser, para Manoel de Lencastre, o verdadeiro guardião do marxismo.
Mais interessante, ainda, é o facto de todos os comunistas terem por referência ideológica Lenine, que não via com bom olhos o georgiano suceder-lhe no cargo. Como recorda Nikita Khrushchov, nas suas memórias, um diálogo em que Sheboldaev diz a Kirov: “temos de remover Estaline para qualquer outro posto, como Lenine recomendou. Temos de colocar no seu lugar um homem que trate os que vivem à sua volta com mais decência.” Sem qualquer sombra de dúvidas, para Manoel de Lencastre, Estaline é o sucessor legítimo que Lenine (não) quis.
A “máquina de propaganda imperialista” encontra, provavelmente, o seu cúmulo nas seguintes palavras:
“Conseguiram dar a Stáline a imagem daquilo que ele não era. ... Mas há depois a informação recebida em contactos partidários, a observação directa e essa observação não permitia outra coisa que não fosse a generalidade da opinião que Stáline era não só um grande dirigente, mas era um dirigente com certas características políticas e morais que correspondiam ao nosso imaginário e não propriamente à realidade ... Nós não apoiámos Stáline no que ele era, no que se revelou que era a sua má face ... [ressalvando que] na balança dos méritos e deméritos é correcto não esquecer os primeiros.”
Manoel de Lencastre deve considerar o autor destas linhas um grande defensor do imperialismo. Talvez ele não conheça, chama-se Álvaro Cunhal.
Diga-se o que se disser, pense-se o que se pensar, ainda há quem afirme: “Bem haja o nosso querido Staline, pela nossa ditosa infância!”
CMC
8/08/2003 08:44:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, agosto 07, 2003
 
... Direita
Ao navegar neste imenso mar de "blogues", apercebi-me de que existe uma península enorme de liberais, quase todos eles, fãs incondicionais de Hayek. Contudo, apercebendo-se do prazo de validade dos ideais deste austríaco, que tanto oxigénio forneceu a Ronald Reagan e Margaret Teatcher, aos poucos, vários liberais, procuram recuperar os valores do conservador Edmund Burke, os únicos, crêem, que podem devolver a credibilidade à nação, que o excesso de individualismo, levado ao extremo, estrangulou.
Assim, entre o liberalismo de Hayek e o conservadorismo de Burke, deambulam alguns liberais, que o deixam de ser, por momentos, ou provavelmente, regressam ao conservadorismo que nunca abandonaram, abdicando, por alguns anos, da sua matriz estrutural, rendendo-se, pontualmente, ao espírito daqueles que, pela direita, combateram a autocracia de Moscovo.
Agora, que a URSS já faz parte dos manuais de história, há um espaço aberto ao surgimento de novas direitas, com fronteiras menos rígidas, mas com identidades mais evidentes. Provavelmente, a extenuação do liberalismo de Hayek seja mais célere.
CMC
P.S. I – Bem vindo Filipe. Espero que as férias tenham sido do teu agrado.
P.S. II – Dei conta da inacessibilidade dos comentários. Bastou o Luís Tito ir de férias, que bem as merece, e o sistema bloqueou. Ainda dizem que o sistema não tem sentimentos. Como diria o saudoso Pessa: “e esta hein”!
8/07/2003 06:59:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, agosto 06, 2003
 
Camaradas estou de regresso.
Depois de umas duas semanas sobre o sol e mar alentejano volto à urbe. Com uma vontade enorme de sair. Lisboa é fabulosa em Agosto quando pensamos que as pessoas que nos atrapalham a vida estão fora de A Capital. Ao que parece o ministro Paulo Portas ainda não foi de férias, e talvez por isso Lisboa anda com o cheiro fétido, a cancro. Não acham?
Abraços e até à próxima, que a vontade de escrever sobre política não é muita.
FG
8/06/2003 06:46:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Recuperando o A,B,C e D(da)ireita
Aznar, depois de ter anunciado a sua saída, da vida política interna espanhola, alterou ligeiramente a sua decisão. Será que Bruxelas ficou mais distante? O senhor pretende ficar, por enquanto, na liderança do PP, o que, para o partido, em parte, é um alívio, não se sujeitando, agora, a uma guerra de sucessão que se adivinha truculenta, o que pode possibilitar ao PSOE um caminho mais fácil para chegar a Moncloa. Porém, o percurso não será nada fácil para Zapatero, depois do que aconteceu na Comunidade de Madrid e o PP e Aznar sobreviveram ao resultado das autárquicas, antevisto por muitos como a certidão de óbito deste governo de Madrid, alvo de menosprezo, por ter apoiado G.W.B. na guerra preventiva. Felipe González alerta-nos ("Diário de Notícias" 06/08/03) para a mudança de rumo, que o actual Primeiro-Ministro espanhol tomou, ao inverter a direcção externa tradicional espanhola: da Europa, do Mediterrâneo e da América-Latina, para um só percurso, de puro seguidismo: E.U.A. Para onde caminha a Espanha com Aznar e para onde caminha Aznar sem a Espanha? Resposta a receber nos próximos meses.
Bush viu as notícias que davam como certo o abandono de Collin Powell da sua equipa, caso vença as próximas presidenciais, serem desmentidas. Por muito peso que os falcões tenham na administração, G.W.B. sabe que precisa de Powell no seu grupo, não só pela sua experiência, mas também pela sua credibilidade internacional, algo que rareia no grupo republicano.
Chirac é de um campeonato de direita que já não faz parte desta liga. A Córsega e os seus extremistas são, novamente, uma aflição para Paris. Até a nossa Beira foi alvo destes radicais oriundos do berço de Napoleão.
D, de Durão, que carrega o seu Governo cada vez mais só. A coligação está desfalcada de ministros. Já não lhe basta ter de carregar com o seu adversário, subitamente, tornado, pelo acordo celebrado no ano transacto, colega de Governo, que tanto o criticou, e agora, para manter o lugar, tem de se proteger debaixo da sua alçada, já que a credibilidade, pouca, que tinha, diluiu-se com o caso Moderna e sobretudo com a relação estabelecida com os militares, que tutela. Para além do pouco presente Ministro da Administração Interna, do apagado Adjunto, do incontinente da Presidência, do ultra-(contra)reformador do Trabalho, do entrevado da Agricultura, do ausente da Economia, do incógnito do Ambiente, que o deixou de ser, após palavras tão surreais quanto a sua presença. Neste momento só a fiel Manuela e o hábil Mendes lhe valem. Quanto tempo mais aguentará um colectivo que só resiste com três pessoas e em que um, sendo o chefe, em vez de liderar anda a tapar buracos abertos por outros? O país precisa de se vestir. Por este andar chegamos ao Inverno de tanga, o que não convém nada. A saúde nacional já está vulnerável e, pelo andar da carruagem, só começam a ter acesso a ela quem tem condições financeiras. Com a venda persistente dos anéis, qualquer dia só temos a tanga para vender. Há que arrepiar caminho.
CMC
8/06/2003 06:32:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, agosto 05, 2003
 
(O)s Ramos d(e)o Jardim podem agradecer
Eduardo Prado Coelho defendeu, na sua crónica diária no jornal "Público" (05/08/03), citando Vital Moreira, a independência da Madeira.
Em primeiro lugar, é lamentável tal afirmação, que vai ao encontro dos pensamentos e argumentos da dupla Jardim/Ramos. Como se deve regozijar, este dueto, sempre que algumas palavras provenientes do continente encontram
consonância com a sua postura. Sempre podem argumentar, na Madeira e no Porto Santo, como não estão errados, pois até há pessoas, do império colonialista, como estes denominam o território continental, que concordam com
a independência do arquipélago. Importa relembrar os que podem estar esquecidos: a Madeira é um jardim, mas não é do Jardim, ainda que este seja o seu líder há 30 anos.
Em segundo lugar, a Madeira, como os Açores (ler artigo de José Pedro L. Nunes, "O Primeiro de Janeiro", 05/08/03), é uma mais valia para Portugal, pela sua posição geográfica, além de outras vantagens, naturalmente, como é, por
exemplo, o turismo. Não é por acaso que o Presidente da República vai às ilhas Selvagens vincar a identidade lusitana nestas paragens inabitadas que são tão cobiçadas por Espanha.
De sublinhar e enfatizar que um madeirense é tão português como qualquer transmontano, algarvio ou açoreano.
Os traumas geográficos continuam a estorvar a visão daqueles que olham o mar virando-lhe as costas. As palavras do poeta ainda continuam actuais e por realizar: "falta cumprir-se Portugal".
CMC
8/05/2003 06:25:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Theias sugere culpas para fogos.
Militares respondem: «Estapafúrdio », «risível» e «triste»

Fogo na Floresta
Em Oleiros, o ministro do Ambiente, Amílcar Teias, avançou uma explicação nova para algumas das situações que se continuam a viver causadas pelos incêndios: o armamento guardado por antigos combatentes da guerra colonial.
O ministro do Ambiente considerou a situação grave em Oleiros e prometeu não se esquecer de ajudar nos prejuízos.
HG
8/05/2003 01:31:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, agosto 04, 2003
 
Fogo
Os dias passam
Os dias passam e o calor aumenta. Os dias passam e a dor aumenta. Os dias passam e a vida afugenta.
Diante das indomáveis labaredas que respiram tudo o que o verde permite inalar, resistem os soldados da paz que, perante esta guerra injusta, pois até o tempo e o vento voltam as costas, continuam fiéis ao seu serviço. Ao rejeitar o descanso o cansaço avoluma-se, mas enquanto a combustão ainda tiver fôlego estes bravos continuam a combater sem arredar pé.
Os residentes choram o Tempo e o Lugar. São os anos e os bens que de um momento para o outro se desvanecem. O sentimento de mágoa reflecte-se nos rostos estampados de angústia. Se ao menos as lágrimas que correm nos rios de cada face pudessem contribuir para apagar o clarão que os seus olhos são obrigados a comer...
Bombeiros, mulheres e homens, jovens e idosos, todos eles remam contra a dança da terrível voragem, que de forma incansável transforma os locais por onde passa em cinza.
O país arde. O sofrimento estende-se e somos nós, portugueses, que aos poucos ficamos mais pobres. Que os combatentes não tenham travado uma luta inglória e que não fiquemos só com cinza, já nos basta a que temos.
A guerra de Pirro é sempre ingrata, mesmo para os vencedores.
CMC
8/04/2003 10:46:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Verão...Tempo de reflexão
Pelo que vejo este é um bom mês para reflexão. Não posso deixar de concordar com as opiniões expressas pelo discipulo do Cardeal Richelieu, acerca do sistema politico americano, mas também acho importante ver as consequencias para o sistema politico português. Nós não temos um sistema de bipartidarismo, mas existem algumas coisas que podemos apreender com os americanos.
Á vários anos que as campanhas eleitorais nos EUA se centram mais no candidato do que nos partidos, isto tanto ao nivel dos presidentes como a todos os outros niveis eleitorais. Isto tinha como consequencia prevista uma perca de importancia dos partidos, mas o que facto aconteceu foi que os partidos ganharam uma importancia bastante grande, ao especializarem-se em máquinas eleitorais, extremamente pragmáticas.
Embora eu não defenda que os partidos devam ser máquinas eleitorais, devem ser capazes de se especializarem na reflexão de temas politicas, na criação de soluções, e na defesa dessas soluções em campanhas eleitorais. Isto significa várias coisas, entre elas o facto de necessitarmos (o PS) de ter uma estrutura mais agil e mais magra, com capacidade de reacção imediata. Um exemplo disto são os incendios que estão a correr o pais necessitam de uma solução imediata, para a qual o PS deve contribuir, visto ser uma situação de crise nacional, porque mais do que pensar em ganhar votos, o PS serve para garantir o bem estar das pessoas, o que na situação actual, ultrapassa os partidos. Esperemos as conclusões da reunião de hoje...
J&B
8/04/2003 04:33:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
O Programa da Maria... Elisa
Uma deputada conhecida de todos nós, teve a infelicidade de ser fulminada por uma doença, de tal forma grave e extenuante que a obrigou a suspender o seu mandato. Não se trata, certamente, duma pequena gripe que a impeça de trabalhar durante 2/3 dias, justificando posteriormente a sua falta. Padece decerto duma doença gravissima. Até aqui tudo normal, o caso ganha contornos surrealistas quando nos apercebemos que a Deputada Maria Elisa, está a trabalhar arduamente num programa para a RTP, com data de emissão ainda por definir. Ou bem que está de cama e não pode fazer nada, ou bem que está a trabalhar na RTP e não quer nada com os parlamentares...
Cheira-me a esturro, e não é só a ineficiencia do executivo em relação à crise florestal que atravessamos.
Ó senhora deputada, não será uma Alergia Aguda à Assembleia da Républica? Talvez Televisãozite Crónica?
Isso com uma discussão na Comissão de Ética talvez passe, não?
DD
8/04/2003 03:06:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Fogo
O País está em chamas, 86 fogos a deflagrar a norte e a sul.
O Governo reage agora, tomou consciência tardiamente e anunciou um Conselho de Ministros extraordinário para hoje, para que hoje, fossem discutidas as medidas necessárias. As circunstâncias pediam urgência.
«o Governo está e sempre esteve muito atento a toda a situação e está no terreno», palavras do Primeiro- ministro.
Foi declarada Calamidade Pública, que tem como objectivo máximo repor a normalidade nas condições de vida das populações afectadas, para tal será criado um plano financeiro para auxiliar as vítimas dos fogos e reflorestar a área ardida.
A outra opção seria o plano nacional de emergência, que implicaria mais apoios financeiros e um reforço acentuado ao nível dos meios de combate e vigilância de prevenção aos incêndios.
Também hoje, o secretariado do PS reúne de emergência para avaliar a situação.
HG
8/04/2003 01:53:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, agosto 03, 2003
 
Richelieu Ainda o Sistema
O discípulo do Cardeal Richelieu fez uma análise do caso norte-americano e português no seu “Veto Político”.
No caso norte-americano, o 11 de Setembro teve um grande impacto. Antes de avançar, recordo as Aspirações Universais do Homem: segurança, justiça e bem-estar. Quem, em qualquer parte do mundo, pretende atingir a estabilidade, tem, inevitavelmente, de garantir em primeiro lugar a segurança dos seus. Isto significa que, com os atentados suicidas, o momento (era e) é propício ao extremar das posições. Nem dois anos fizeram, que tal barbaridade aconteceu. Quem pensaria que os E.U.A. não (re)agiriam? Ninguém, obviamente. Por isso, a solidariedade do mundo legitimou a intervenção no Afeganistão, não no Iraque.
Regressando ao contexto interno, por mais radicais que sejam as posturas dos dois principais partidos, Democrata e Republicano (importa referir que os partidos nos E.U.A. são organizações diferentes dos partidos políticos europeus, a definição mais fiel será: clubismo; não é por acaso que os democratas do sul têm mais em comum com os republicanos do norte), não há qual quer temor que um dos dois aniquile o outro. Há quem possa recear as atitudes de uma determinada presidência, como esta, mas se ela não corresponder às expectativas dos cidadãos norte-americanos, bem pode preparar as malas. Agora alguns evocarão: e o sistema eleitoral?, este que já lá está teve menos votos do que o outro que perdeu. Com certeza, mas nada, em eleições, tende a ser linear. Se o sentimento nacional é de desaprovação, as hipóteses de sucesso do detentor do poder são escassas. Recordo o que se passou em 1992. Bush (pai) saiu vencedor da Guerra do Golfo, mas perdeu as eleições com o homem vindo do Arkansas, que à partida era considerado como um adversário fácil de ultrapassar.
Por conseguinte, se os partidos, no seu interior, não conseguem afastar das suas lideranças os mais radicais, certamente que as urnas se encarregam disso. Com certeza que há feridas que ainda não cicatrizaram e ao mínimo toque a reacção é imediata. A marca ainda está viva na cidade que não dorme.
No que diz respeito à comunicação social, o seu poder é preponderante. É inegável. Mas, sempre que há debate político, os dois lados estão presentes.
Quanto ao nosso responsável de Governo, a táctica adoptada foi algo discrepante. Inicialmente despiu o país que não estava despido e depois, de já ter pouca roupa, quer dar uma imagem de alguém está a vestir-se, quando o que sucede é que a tanga ainda está à mostra.
A coligação dá sinais de forte coesão. Porém, esta união, de mero interesse conjuntural, aos poucos começa a abrir brechas. Tal não é notório por a comunicação social colocar os holofotes na Justiça. Uma pequena amostra: no próximo ano realizam-se eleições europeias, já foi dado a entender que o PPD e o CDS concorrerão juntos; em primeiro lugar, tem o actual CDS a mesma inclinação em relação à UE que tem o PPD?. Recentemente, o líder da bancada parlamentar do CDS recebeu membros do Partido Conservador britânico visando a criação de um novo partido político no Parlamento Europeu, ora, concorrem os dois juntos e um vai para o PPE e o outro vai para grupo com os conservadores britânicos, que só tem em comum com os populares europeus o facto de se sentarem em Bruxelas e em Estrasburgo?
Quanto ao PS e ao seu líder, Ferro Rodrigues sempre foi de esquerda, como o PS é um partido de esquerda. Não me esqueci de convocar o termo centro, mas este tema fica para outra ocasião, pois o texto já vai longo.
Finalizo, concordando contigo, discípulo do Cardeal Richelieu, que se trace um rumo para este país, sem esquecer o que tantas e tantas vezes é posto à margem: a UE e a lusofonia.
CMC
8/03/2003 02:33:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, agosto 02, 2003
 
Praia Verde
Previsões para hoje

1. A temperatura do ar vai estar elevada;
2. A temperatura da areia vai estar escaldante;
3. A temperatura da água do mar vai estar moderada;
4. O ensurdecedor barulho da praia vai ser este;
5. O Expresso vai estar esgotado (o que agradeço comovido);
6. O País vai continuar a arder e o MAI vai continuar a explicar o inexplicável;
7. Ainda vão faltar 30 dias para acabarem as férias;
8. A minha intervenção no Blog vai diminuir substancialmente até ao final de Agosto, porque isto de "Postar" via TMN fica caro (grande CMC!);
9. A Imperial vai continuar gelada;
10. A comunicação social vai ter de inventar, por nada ter para dizer;
11. As televisões vão ter muitos casos da vida real;
12. Os Blog's vão ter muito boa (e má) gente a Bloggar;
13. O JPP vai comprar um telescópio para, finalmente, ver nascer Vénus;
14. O nosso Primeiro vai inaugurar qualquer coisa;
15. O Rapaz 10% vai voltar a beijocar;
16. A GNR vai continuar escondida debaixo da árvore à saída do aldeamento para sacar mais umas receitas a quem for à praça sem ter o cinto de segurança;
17. A 125 vai matar mais gente;
18. A Vila de Fátima vai ter mais tempo de antena para dizer mal do Presidente;
19. Idem para Canas de Senhorim;
20. O Presidente dos EUA vai continuar a procurar as armas de destruição em massa.
LT

8/02/2003 03:51:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, agosto 01, 2003
 
Richelieu Sistemas
O discípulo do Cardeal Richelieu expôs no seu Veto Político um tema importante e interessante: sistemas partidários e por inerência sistemas eleitorais, mencionando o facto de no Reino Unido e nos E.U.A. se evidenciar um aumento do défice democrático, para além dos vícios que o sistema criou.
Com efeito, por mais equações que façamos, rapidamente chegamos à conclusão que estes países jamais alterarão o seu sistema, ele é parte integrante destas duas pátrias. A propósito deste assunto, considero uma falta de senso aqueles que criticam a eleição de G.W.B. Podemos não concordar com o tipo de sistema, mas as regras são bem claras à partida, lá por o ex-senhor Texas ter menos votos do que o candidato democrata - Al Gore foi um vencido que saiu com muita dignidade -, ele conquistou a maioria dos votos dos Estados que permitiram a sua eleição. Se fosse ao contrário, ou seja, se Al Gore ganhasse, pessoalmente assim o desejava, colocava-se o problema?
Para facciosos já nos basta a actual administração da Casa Branca. Ressalvo Collin Powell. Na década de 80 a senhora Thatcher só obteve 40% dos votos, mas tinha no Parlamento a maioria. São as virtudes e os defeitos do sistema. Tanto beneficiam dele aqueles com quem nós simpatizamos, como podem sair penalizados. Sistemas perfeitos, não há!
A estabilidade é uma pretensão e andar a alterar o sistema eleitoral não é, de todo, a melhor forma de atingir tal patamar. No que diz respeito ao défice democrático, teóricos há, como Seymour Lipset que acreditam que uma determinada apatia é bom sinal. Segundo este autor, preocupante seria um aumento de participação, pois podia indicar alguma insatisfação. Eu não sou entusiasta desta análise, mas há quem seja.
CMC
8/01/2003 08:11:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Gaivota

Shôôô bicho !. Estás a tapar o Sol !.
Shiuuuu !!! Pouco barulho !

LT
8/01/2003 03:30:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 

Adivinharam?

Advinharam?
São só metade dos que lá estavam?
A fotografia está desfocada?
O Beijocador das feiras parece andar a ver se a foca melhor...

Adivinha quem vem Jantar
8/01/2003 01:51:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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