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Estamos constantemente a utilizar termos que têm uma intenção e uma extensão que não são inteiramente aptas;
teoricamente, são em princípio criados para serem aptos;
mas se não o conseguem, então terá de ser encontrada uma outra maneira qualquer de lidarmos com eles, de modo que possamos saber em qualquer momento aquilo que pretendemos significar.
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sexta-feira, outubro 31, 2003
 
halloween

E ainda antes que acabe este dia dedicado ao "Halloween" fica uma menção especial para a equipa que conseguiu pôr Portugal no último lugar da Europa.
Bem podem as sondagens ser-lhes favoráveis.
10/31/2003 10:51:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
halloween



Nada como uma bruxa com um fundo laranja
para lhes desejar aquilo que na terra dos
"aliados" se costuma fazer neste fim de dia

Happy Halloween
10/31/2003 08:40:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Laranjas

Uma Laranja Amarga para a Arte de Opinar

Sobre a hipotética Richard Kimble, recomendo ao Nuno M o texto espremido por ps (curioso, um ps no Laranja Amarga!) - é preciso ter alguma lata.
Para não ser juiz em causa própria e mesmo sendo uma laranja amarga, este sumo, por muito que queria, não é mais azedo do que aquele que o Governo nos serve todos os dias, ainda por cima somos servidos pelo despedidor-mor do nosso burgo, a mando do Defesa que quer mudar (acabar?) com a nossa Constituição e agora até as greves coloca em causa. Ele deve defender tanto os cidadãos que caem no desemprego como aprecia os emigrantes.
Nuno, a talho de foice, com um referendo a decorrer no Arte de Opinar, é possível acrescentar o nome da senhora à lista? Quem sabe se não venceria, folgadamente! Sempre pode ter um mandatário que tem (a) Arte de Opinar.
CMC
PS - Gosto de laranjas, mas não aprecio as amargas. Asseguro, caro Nuno, assim que arranjar algumas doces, elas serão remetidas para a tua pessoa. Como é, infelizmente, perceptível, este tempo não produz laranjas doces e pelo desenrolar das tempestades que nos têm assolado, receio que a fazedora de sumo, que transporta o Leite no seu título de apresentação, acabe por ter, para todos nós, só a casca do respectivo citrino, isto depois de estar a eliminar, desde de que começou a espremer, as necessárias e preciosas sementes. Até as laranjas apertam o cinto!
10/31/2003 07:18:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Ai Portugal, Portugal!
De que é que estás à espera? (Act.)

ONU em Portugal

A delegação da ONU em Portugal (Centro de Informação) está de partida.
Lisboa perde mais uma representação diplomática e Portugal passará a ser mais uma competência da Delegação da ONU em Madrid. (ver ACT.)
Depois da agressividade de "nuestros irmanos" no mundo empresarial, vamos, de passo em passo, caminhando para a subordinação Ibérica até que a língua de Cervantes passe a ser matéria curricular do ensino primário.
O Centro de Informação da ONU, brilhantemente dirigido por uma brasileira, Maria Costa Pinto, era uma entrada forte da lusofonia nas Nações Unidas. Um baluarte da nossa língua, com extensões a Angola, Moçambique e Timor. Uma competência que agora se perde, espero que, pelo menos, para o Brasil (assim como espero que o Brasil mantenha acesa a língua que nos une no seio da ONU, até porque, como se sabe, o Português embora falado por tantos milhões de pessoas, não é língua oficial naquela Organização).
São os Negócios Estrangeiros que Portugal não consegue gerir:
Perdem-se nomeações em Organismos Internacionais, perdem-se entradas da língua de Camões no Mundo, até se perde o “direito português” em Timor.
Um País inteiro a olhar para o lado. Uns "opinion maker" em manobras a desviar-nos os sentidos do essencial.
Uma Pátria (como diz o outro) centenária, deprimida, despojada e cada vez menos influente.
A Maria Costa Pinto, deixo um agradecimento muito especial pelo magnífico trabalho que desenvolveu em favor de Portugal.
Votos de boa missão, com igual competência, num outro país da América do Sul.
LT
ACT Do Centro de Informação da ONU em Portugal recebemos o seguinte esclarecimento:
"(...), gostaria só de esclarecer que o pólo regional, com a designação oficial de Centro de Informação Regional das Nações Unidas (RUNIC), estará sedeado em Bruxelas e não Madrid, como refere. Esse Centro Regional iniciará as suas funções no início de 2004 e terá uma pessoa que se ocupará exclusivamente de Portugal."(...)
Fica a rectificação
LT
10/31/2003 11:57:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Sociedade de Geografia de Lisboa
Queridos Blog?s

Em vez de café abri a pausa matinal com uma volta rápida pelos meus favoritos em busca de notícias do encontro de ontem. Pouco encontrei(melhor aqui). Ainda se digerem (ou ressacam) os encontros na Sociedade de Geografia de Lisboa. (onde infelizmente não pude ir)
Retive da leitura em diagonal a relação que os iluminados pelo Santo Espírito detêm com a informática. Relação de amor/ódio (ás vezes, pela minha parte, de grande ódio), resultante da inexactidão das ciências exactas.
LT
Nota: A minha máquina, em casa, jaz esventrada pelo chão do escritório. Placas por um lado, discos formatados por outro e a Netcabo maldita que não controla quem grampeia as linhas dos clientes. A relação de quem acordou para o trabalho com os olhos encravados na nuca.
10/31/2003 10:05:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
René Magritte
René Magritte - (1955) - Mystères de l'horizon, Les

Homenagem a um amigo que passa as noites a bloggar.
Jiminy Cricket
10/31/2003 01:34:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
A querer marcar presença... à distância

Das Terras de Vera Cruz, fala a camarada foragida. Não sei se a posso comparar a Richard Kimble, mas que há algo, no meio desta fuga que não bate bem, disso não tenho dúvida. Fátima FelgueirasMas, uma vez mais reafirmo, em matéria de Justiça, ela que se faça no respectivo local: no Tribunal.
Afirma, ao jornal de Felgueiras, a senhora com dupla nacionalidade, que Eduardo Ferro Rodrigues é o responsável pelo naufrágio do PS. Não sei se no Brasil a RTP Internacional tem uma emissão própria. Como esta hipótese é improvável, das duas, uma: ou ela se deixa levar pelas parangonas mediáticas e não analisa o caso com olhos de ver, ou então quer fazer finca-pé à Direcção que não se solidarizou com ela, pois a senhora não cumpriu com o estabelecido inicialmente com o Partido em que militava e do qual foi, posteriormente, expulsa.
Como considero a senhora uma pessoa inteligente, só posso entender as suas palavras como um sinal, ainda que à distância, da sua existência. Algo do género: estou longe, mais ainda mexo.
Quanto aos dois pesos e duas medidas aludidos, acabo por concordar com a senhora. Como se pode pesar algo que entretanto escapa ao prato da balança?
É provável que as notícias que cheguem ao país liderado por Lula da Silva não apresentem as intervenções políticas de Ferro Rodrigues. Ele tem sido arredado deste campo, ainda que, onde ele vá, intervenha, sempre, politicamente. Mas, nesta semana, teve a oportunidade excepcional para o ouvir, em São Paulo, no Congresso da Internacional Socialista. Se calhar não o quis ouvir.
Não sei se terei hipótese de ler a entrevista toda. Gostaria de saber o que pensa a senhora da recepção que o líder da Distrital do PS Porto teve quando se deslocou a Felgueiras.
Há quem tente desgastar Ferro Rodrigues, tal como a essência da entrevista, mas verdadeiramente quem está extremamente desgastado e fragilizado é o país. O desemprego continua a subir, o défice ultrapassará os três por cento no próximo ano, são as dicas acabadas de chegar de Bruxelas.
Como política que é, a senhora devia estar mais preocupada com o país onde um dia ocupou um cargo para o qual foi eleita democraticamente pelos cidadãos do concelho de Felgueiras. Pelos vistos, prefere fazer valer o seu ponto de vista em questiúnculas. Ao contrário do que pensa, Ferro Rodrigues não arrasta consigo o que há de mais perigoso para a democracia, antes pelo contrário, ele pretende erradicar este estado calamitoso, no qual nos encontramos e afundamos um pouco mais a cada dia que passa, e nem conseguimos avistar melhorias. Ele resiste, persiste e acredita no país, caso contrário, como o provou na passada semana, antes de começar a reunião magna socialista, há muito que tinha abandonado o cargo para o qual foi eleito.
Quanto ao exílio, na minha sebenta, o último político português que se exilou no Brasil chama-se Marcello Caetano (bem sei que houve mais deste período de transição). Saiu do Largo do Carmo, passou pela Madeira e rumou às terras conquistadas, ou achadas - na nova e excessivamente preconceituosa linguagem histórica -, por Pedro Álvares Cabral.
Fica de parabéns o jornal Voz de Felgueiras pela tiragem que obterá. Recorde? Provavelmente.
CMC
10/31/2003 01:28:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
República
Campo de Ourique

No dia 20 de Janeiro publiquei no jornal “O Público” um artigo sobre a expansão do metro de Lisboa e o seu relacionamento com a futura estação central de Caminho de Ferro da cidade, em que escrevi: “tem todo o interesse que o público se possa pronunciar sobre os traçados (que a empresa do metro tem em estudo) com antecedência, isto é, sem estarem em definitivo decididos”. Mais adiante, escrevi: “O prolongamento da linha do Oriente (linha Vermelha) até Campolide justifica-se para receber os passageiros vindos da Linha de Sintra. A sua continuação até Campo de Ourique, como aparece nos traçados que nos são agora apresentados, tem um benefício limitado para a cidade e não parece justificada, sobretudo se notarmos que está prevista uma estação de metro de uma outra linha na Estrela. É, indubitavelmente, mais importante, depois de Campolide, prolongar a linha para oeste, procurando faze-la chegar a Algés e Miraflores e a zonas onde haja espaço para estacionamento, o que permitirá reduzir substancialmente o número de carros entrados em Lisboa”.
Uns dias depois escrevi: “Atendendo a que os passageiros da linha de Sintra que chegam ao Rossio têm acesso à linha azul do metro, e que os que seguem pela linha da cintura têm acesso ao metro em Entrecampos, pode-se admitir, se for tecnicamente muito difícil, que a linha vermelha não ligue directamente à estação de Caminho de Ferro de Campolide. Neste caso, deverá ir a Campo de Ourique, mas sempre na perspectiva de atravessar o vale de Alcântara e vir a servir a zona Oriental da cidade.”
Ressalta destes textos que não está ainda definido como virá a ser o traçado das linhas de metro em Campolide e Campo de Ourique e que é esta a altura propícia para a população se pronunciar sobre o assunto.
Nestas condições, sugiro às duas Secções do PS que tomem a iniciativa de informar e interessar os habitantes destes dois bairros pelo problema, promovendo encontros e debates, o primeiro dos quais poderá ser um encontro de esclarecimento com a presença de técnicos convidados do metro, da CP e da REFER, que se poderá realizar, eventualmente, numa sala com tradições como é a da Padaria do Povo.
Uma outra notícia recente da maior importância para Campo de Ourique, é o anúncio de que irá ser vendido o quartel de Campo de Ourique, antigo quartel de Infantaria 16 e, depois, do Batalhão de Sapadores de Caminho de Ferro.
O valor da sua vasta área depende, obviamente, do que nela for autorizado construir e, nesta matéria, quem tem autoridade é a autarquia, em particular, os seus dois órgãos, a Câmara e a Assembleia Municipal.
Nestas condições, sugiro aos representantes do PS na Assembleia Municipal que, com a maior urgência, proponham à Câmara, à semelhança do que está pensado para o Parque Mayer, a elaboração de um plano de urbanização da área do actual quartel, com espaços colectivos de lazer e destinados a equipamentos para ter em conta os interesses da população, e com uma conveniente definição dos volumes das áreas a construir.
O quartel de Campo de Ourique teve um papel histórico quando da fundação da República, que hoje está quase esquecido pelas gerações mais novas, mas que deve ser assinalado nesse espaço urbanizado.
Na propaganda da República teve um papel relevante o Centro Escolar Republicano da Rua de Campo de Ourique que tinha contactos com os soldados de Infantaria 16 pelas duas travessas de Baixo e de Cima de Quartéis, que ladeavam o quartel. No dia 3 de Outubro, quando, numa reunião à noite, os oficiais do Exército decidiram suspender a sua participação na revolução por as tropas terem sido postas de prevenção pelo governo, o regimento de Infantaria 16 foi esquecido porque nele não havia nenhum oficial nem nenhum sargento aliciados. Os responsáveis pelo levantamento da unidade eram dois cabos, um com 17 e outro com 18 anos, que não foram avisados, mas que se o fossem já nada podiam fazer porque, no início da noite, já se tinham apoderado das munições do paiol e concentrado os soldados aliciados numa caserna onde se esconderam debaixo das camas uns dos outros.
Às primeiras horas do dia 4, travou-se na parada de Infantaria 16 o primeiro combate da República, sendo morto o comandante que tinha acorrido à unidade posta de prevenção. O regimento saiu, então, para a rua e foi aliciar o regimento de Artilharia 1, em Campolide. Os dois regimentos, em conformidade com o plano inicial, dirigiram-se para o Paço das Necessidades, tendo chegado a entrar na Rua Ferreira Borges, mas viram a sua progressão barrada por uma companhia da Guarda Municipal do quartel da Estrela, que tinha tomado posição na outra extremidade da rua. Há hoje, nesse local, uma lápide a assinalar o impacto do primeiro tiro de canhão da revolução. Completamente isolados, os dois regimentos refluíram, então, para o Parque Eduardo VII onde, com o apoio crescente dos populares, aguentaram os embates das forças monárquicas. Foi esta resistência que deu a vitória à República.
Alguma coisa devemos aos soldados de Infantaria 16. Não só o dever de os recordar, mas sobretudo, o dever de não esquecer de todo e dar continuidade ao espírito de dedicação à causa pública e à colectividade que os animou num momento alto da vida nacional.
António Brotas
10/31/2003 01:13:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, outubro 30, 2003
 
Amoreiras
Sobre o túnel das Amoreiras

Vejo nos blogues Ter Voz e Fórum Cidade a notícia de estar aberto um abaixo assinado sobre a construção do túnel das Amoreiras. Penso que este abaixo assinado é tardio. Há cerca de um ano teria sido útil para a cidade uma campanha a exigir um maior esclarecimento do público e um maior debate para se tentar tomar uma decisão acertada e se possível consensual sobre o assunto. Agora, é tarde, e há outras questões, muito mais graves e importantes para o futuro da cidade, de que quase não se fala , que exigem atenção e um debate esclarecedor, sem o que decisões erradas e irreversíveis podem ser tomadas a curto prazo. Refiro-me aos prolongamentos do metro e a localização da futura estação dos comboios TGV de Lisboa ou, talvez mais exactamente, da Área Metropolitana de Lisboa. Tenciono voltar a estas questões importantíssimas.
Hoje, pretendo só comentar uma opinião sobre o referido referendo que apareceu nos dois blogues, e que me parecem revelar uma grave incompreensão do funcionamento da Democracia.
Escreveu um dos comentadores: "Acho perfeitamente descabido este referendo, dado que o referendo aconteceu nas eleições. Uma das bandeiras de Santana Lopes era precisamente este túnel. Goste-se ou não a população já referendou o túnel ao votar Santana Lopes."
Em Democracia, não há referendos por atacado. O túnel das Amoreiras não foi referendado pela população. Santana Lopes apresentou-se com muitas propostas (algumas meras propostas eleitorais, como, aliás, as de outros candidatos) mas estas propostas não foram aprovadas em bloco pela população. Houve, certamente, munícipes que votaram Santana Lopes e que acham o túnel uma obra errada. Uma vez que foi eleito, Santana Lopes tem a obrigação de fazer o possível por cumprir as suas propostas, mas isso não o dispensa, em primeiro lugar, de as estudar seriamente (e eventualmente ver que estão erradas) e , em segundo , de continuar a respeitar as opiniões da população, expressas por intermédio do seu órgão representativo eleito, a Assembleia Municipal, ou, eventualmente, expressas em referendos realizados nos termos legais, como é seu direito.
A alguém que julgue ter sido a votação que elegeu Santana Lopes Presidente da Câmara também um referendo às suas propostas, só há que dizer, que , neste caso, estas propostas teriam sido rejeitadas, dado Santana Lopes ter tido menos votos que o conjunto dos outros candidatos.
Há que evitar estes desvios da Democracia.
António Brotas
Nota: Permito-me juntar uma nota escrita na altura em que a construção do túnel pareceu irreversível: "O túnel das Amoreiras é uma obra cara que poucas melhorias trará ao trânsito de Lisboa e podia ser dispensada. Tem, no entanto, uma vantagem. As dificuldades criadas ao trânsito durante os dois ou três anos que durará a sua construção são tais que será necessário pensar uma solução provisória para diminuir o número de carros que chegam do Monsanto pela auto-estrada. Esta solução poderá ser a abertura de corredores "bus" na auto-estrada, desde os parques de estacionamento do Estádio Nacional até ao Marquês de Pombal, por onde circulem autocarros rápidos e com preços razoáveis para os automobilistas que deixem os carros nos parques. É esta solução, inicialmente "provisória" que, continuando como definitiva depois da construção do túnel, poderá contribuir, diminuindo o número de carros entrados na cidade, para a melhoria do trânsito em Lisboa, e não propriamente o túnel construído para facilitar a entrada dos carros na cidade. Os engarrafamentos dentro do túnel servirão, aliás, como avisos aos automobilistas para deixarem os carros nos parques.
AB
10/30/2003 04:27:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Rene Magritte
Desafios do Tempo e desafios à Esquerda

O artigo de Francisco Sarsfield Cabral levanta aspectos pertinentes.
A actualidade tem pouca convivência com o Tempo e o Tempo não se encontra com a actualidade. Como podem estes dois pilares estruturais, de qualquer Ser, conviver, se andam juntos e só se apercebem do outro através dos contactos fugazes das suas costas?
Presentemente, enquanto pessoa, é-se jovem até aos 30 anos, sensivelmente, e como trabalhador, em busca de um trabalho, torna-se pouco rentável estabelecer um contrato, aos olhos de muitas empresas, a partir dos 35.
Com a esperança média de vida a aumentar, graças à evolução da Ciência, que adia por mais uns tempos o último suspiro, podemos viver até aos 80/90 anos ou mais. Assim, a idade das reformas acabará por passar para os 70, aqui coloca-se uma questão fulcral: dos desempregados de média/longa duração, os tais que aos 35 já são anciãos, como sobrevivem até atingirem a idade de reforma, sem encontrarem trabalho?! Se ligarmos, pois está inevitavelmente associado a esta questão, o agoniante esvaziar dos cofres da Segurança Social, poderemos encalhar, com este passo apressado, no vazio da caixa da Segurança Social. Acrescente-se a baixa taxa de natalidade dos países da parte Norte do hemisfério; se somarmos a imigração clandestina, mão-de-obra essencial e indispensável que importa não afugentar enquanto for útil (a hipocrisia do mundo desenvolvido), a mistura é explosiva e, como tal, tende, mais cedo ou mais tarde, a rebentar.
O porvir provará se o Norte não será o refúgio dos poucos sobreviventes do Sul, atolado na longa náusea secular. Serão estes, os novos, já velhos, explorados, o futuro e garantia da manutenção do Norte? (Visão de quem está no norte, porém a seguinte questão acaba por ser essencial, mesmo que as lentes, de quem escreve este texto, sejam setentrionais.) … E o Sul em que fica?, como fica?
O devir provoca-nos vários desafios que nos encarregamos, actualmente, de os adiar para depois de amanhã.
A Esquerda precisa de encontrar um caminho, como afirmou José Medeiros Ferreira, mas a Esquerda será limitada se não conceber o planeta na sua totalidade.
CMC
10/30/2003 01:32:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, outubro 29, 2003
 

Gerações

Praia

Não é possível ficar indiferente aos muitos amores e troca de carinhos que a escrita põe a nu.
A não perder o Buba do Praia.
Jiminy Cricket
10/29/2003 11:51:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Janela
O Mundo está esquisito
Por três vezes vejo-me obrigado a estar em perfeita sintonia com Nuno Peralta do Janela para o Rio.
Catalina, Sophia e Benfica (excelente trabalho)
Espero que isto não se transforme num hábito :).
LT
10/29/2003 11:02:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Cartaz

Já não cola

Quando era pequeno havia uma canção, ou lenga-lenga, que falava do lápis do Lopes.
A lenga-lenga de agora é a cola do dito.
A história contará aos nossos netos que em Lisboa houve um Presidente que todos os dias fazia obra. Obra de papel colado em grandes suportes anunciando primeiro as dificuldades que estava a criar aos que lá habitavam e posteriormente a chamar à atenção para aquilo que ainda não tinha feito. Obra importante, que há semelhança do Aqueduto das Águas Livres deveria ter uma placa informando que se realizava por subscrição pública.
Contará a história que em tempo de crise os milhões gastos nesse papel eram considerados mais úteis do que lavar os passeios e arranjar as calçadas, para que os tais deficientes e os mais idosos não tivessem acidentes provocados pelas pedras soltas e não escorregassem nos dejectos que inundam a cidade.
Contará a história que tão monumental obra de papel se desmoronou num dia de intempérie, porque a cola para a fazer não tinha a mesma qualidade que a demagogia de quem a construiu.
Contará a história que um dia, o papel do Lopes se transformou de novo em pasta, e que essa pasta que informava os deficientes da deficiente gestão da cidade, servia para que, ao escorregarem, mais alfacinhas ganhassem também, essa mesma qualidade de deficientes.
Contará a história que a cola do Lopes não deu para o segurar num dia de chuva.
Contará a história que o povo saiu à rua num dia assim.
LT
10/29/2003 10:38:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
pt
O nosso mais frequente comentador abriu loja por conta própria.
Grande abraço ao Rui e boas congeminações.
O link já está na coluna da esquerda.
LT
10/29/2003 03:34:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Sophia
Parabéns Sophia

Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Porque mereces... Sophia
Jiminy Cricket
10/29/2003 02:17:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Kirk Douglas
O Grande Carnaval

Na passada noite de segunda tive oportunidade de ver na RTP2 um filme realizado por Billy Wilder.
Fui desembocar a este filme pelo simples facto de umas horas antes ter recebido uma mensagem, via telemóvel, as famosas SMS, indicando que Kirk Douglas entrava na película. Quantas e quantas não são as vezes em que vemos um filme, sem saber ao certo o assunto, por causa de um actor e/ou actriz, ou realizador? Várias. Bastou-me o nome do pai de Michael Douglas para me prender ao ecrã.
Notei a bolinha vermelha, no canto superior a evidenciar-se do preto e branco. Achei um pouco estranho. Seria violento, questionava-me enquanto aguardava pelo impacto dos primeiros minutos. O título, O Grande Carnaval, não me despertava um grande apetite, contudo continuava a estar ligado à televisão pela estrela de cartaz. À medida que os minutos passavam deixei-me levar pelo enredo e quanto mais me interessava, a ver o filme, pelo efeito que ele provoca no telespectador, não deixei de constatar que aquele filme, em que Kirk Douglas e Jan Sterling desempenham papeis extremamente egoístas, não estava distante de uma realidade minha conhecida, ou melhor, conhecida de todos nós.
De facto, O Grande Carnaval traduz o actual período nacional. Se um estrangeiro chegasse agora a Portugal, preocupado com as notícias publicadas por esse mundo fora, e me perguntasse o que se passa no meu país, certamente que lhe indicaria o visionamento deste filme.
Acabo por reconhecer, depois, a bola no campo superior. Há quem não queira ver, por que o papel, profissional, de Tatum (Kirk Douglas) é informar, mas ele queria e chegou a fazer os factos para os usar como pretendia, com as consequências conhecidas.
Se não viu, veja O Grande Carnaval e compare com a actualidade lusitana.
CMC
10/29/2003 01:46:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, outubro 28, 2003
 
PSL

Quem avisa P.S.L.?

O comentador televisivo, o Presidente do município alfacinha, o Vice-Presidente do partido, o comentador do jornal desportivo, o comentador de um jornal diário, o representante do partido para a revisão constitucional e putativo candidato à Presidência da República deve andar baralhado. Esqueceu-se ou então, como não tem nada a acrescentar, trocou os nomes dos adversários no bloco, à semelhança do antigo treinador do seu clube. O actual Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio de seu nome, não se recanditará, por que a Constituição não o permite, a novo mandato.
Disse, o senhor quase-tudo, que o nosso Presidente da República está em baixo, que não se solidarizou com o nosso Governo, que falou muitas vezes no PS e no nome do seu líder. Em suma, a entrevista cedida a três jornalistas, bons jornalistas diga-se em abono de verdade, não foi a melhor que o Presidente deu. Quer os jornalistas, quer o próprio porta-voz do PPD, quer alguns Ministros do actual Governo, em Angola, mostraram-se satisfeitos com as palavras do Presidente. Só o senhor quase-tudo e o líder do Governo Regional da Madeira, nada de estranhar vindo de quem vem, entenderam que foi um momento menos bom do Presidente, fazendo, segundo palavras dos dois descontentes, o jogo do partido da rosa.
Alguém pode fazer o favor de dizer a P.S.L. que Jorge Sampaio não está na corrida presidencial? Quanta aflição! Descanse, senhor P.S.L. o seu adversário é sobejamente conhecido, em primeiro lugar por si: A.C. Silva. Já agora, quanto à forma política, informem o senhor que a obra que ele está a realizar em Lisboa está um pouco em baixo. Faça o favor de recolocar o cartaz que a chuva encarregou de descolar, num dos painéis centrais da Praça Duque da Terceira.
CMC
10/28/2003 09:06:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
IS

IS1


The Return of Politics: For just and responsible global governance - For globalisation governed by the people

António Guterres será hoje reeleito Presidente da Internacional Socialista no XXII Congresso daquela organização que está desde ontem a decorrer em São Paulo – Brasil.
O Partido Socialista está representado neste Congresso por uma delegação chefiada por Eduardo Ferro Rodigues.
"Nós não aceitamos que a lei seja a vontade do mais forte. Este é um tempo de contradições. Caiu o velho Muro de Berlim, constrói-se um novo Muro na Palestina. A IS é contra os muros de Berlim e da Palestina, os muros não protegem os povos, sejamos claros, separam-os, oprimem-os, segregam-os."
António Guterres
Ler aqui, aqui, aqui, aqui e aqui
Jiminy Cricket
10/28/2003 12:43:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Angola

Angola

O nosso Primeiro está a visitar oficialmente Angola. Já teve a oportunidade de contactar com a comunidade portuguesa e com os altos representantes do Estado angolano, Presidente e Primeiro-Ministro.
Importa, todavia, recordar estes últimos tempos. Angola vive, presentemente, tempos tranquilos desde o desaparecimento de Jonas Malheiro Savimbi. O líder carismático da UNITA desapareceu e o partido do galo negro encontrou o vazio da liderança. Substituir Savimbi não era tarefa fácil. A UNITA realizou, entretanto, o seu Congresso, conduzindo à liderança Isaías Samakuva. O MPLA, de José Eduardo dos Santos que há uns tempos afirmou não querer continuar no cargo presidencial, deu o dito por não dito, com o desaparecimento de Savimbi.
Nunca tive grandes simpatias por nenhum dos dois políticos, mas pretender branquear a história, como se percebe actualmente, querendo o vivo demonstrar que foi o pacificador do conflito armado angolano, relegando no morto todas as culpas, não me parece, de facto, o gesto mais nobre. Goste-se ou não de Savimbi, ele liderou, como poucos políticos em vida demonstraram a coragem de permanecer no mato quando podia passear pelas grandes capitais ocidentais, um movimento, berço maoísta e cresceu com as intenções norte-americanas/sul-africanas.
Prevê-se, dentro de dois, três anos no máximo a realização de eleições, após um interregno de uma década. Esperemos que Angola encontre a verdadeira PAZ.
A visita oficial do nosso Primeiro pode ser um bom contributo para essa meta desejável por todos. Fazendo-se acompanhar por muitos empresários portugueses, o mercado angolano, nos seus primeiros passos, é bastante próspero, a nível nacional, regional e continental. Em breve, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, deslocar-se-á a Luanda, visando estreitar os laços políticos e económicos das duas margens do Atlântico sul.
O mundo lusófono precisa de uma Angola forte.
CMC
PS I - Fica a sugestão: por que não mudam os principais partidos, MPLA e UNITA, de designação. Há quase trinta anos que Angola é independente.
PS II - Escreverei à señorita Valquíria em breve. Assim que adquirir o postal, envio-lhe. Entretanto, se encontrar alguma daquelas pessoas que está a monte, aproveito e ofereço-lhe também um postalzito, com a seguinte mensagem: regresse, por favor!
10/28/2003 03:26:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, outubro 27, 2003
 
Picasso

Caro sobrinho provocador CMC

A paciência tem limites. Ainda que se rodeie de Guernicas não conseguirá adoçar o veneno que lançou. Parece o tresloucado da TVI.
Enquanto se preocupam com as dores de barriga, aqui ao lado, na outra capital ibérica, levaram dose de leão.
Não estamos a falar do mesmo. Os vizinhos têm progresso e desenvolvimento e os da Pátria (como diz o outro) andam nas encolhas e retrocesso. Enquanto eles têm uma campanha externa agressiva para projectarem o seu País, o nosso Governo das dificuldades, entretém-se a fazer passar a imagem do País miserável, da Tanga e de todos os escândalos. Depois queixam-se. Tal como os Espanhóis também somos capas de revista e páginas inteiras de jornais. Os conteúdos é que são diferentes.
Por aí em Lisboa, parece que a coisa está a mudar. Passaram da publicidade de reparo para a daquilo que não está feito, numa manobra parecida com a do poder central. Falam mal do passado e nunca fazem nada de bem. Prometem e não cumprem.
Razão tem a Celeste Correia no Fórum Cidade “É uma cidade que tem vindo a ser “embrulhada” na expressão feliz de Helena Roseta. Embrulhada nas promessas não cumpridas de Santana Lopes, mergulhada em decisões que marcarão negativamente o território e o tecido social, embrulhada na propaganda que desceu sobre a cidade sob a forma de enormes cartazes publicitando o óbvio.”
Quanto a Hierro, força homem. Vamo-nos a eles! Se o problema é da Comunicação Social, venha para os Blog’s. A rapaziada de Benfica e São Domingos terá todo o gosto em acolhê-lo.
Esta carta a Carlos não está a sair como eu queria.
O Rapaz do Bairro Alto agora vai para casa a pé. Só lhe faz bem porque está gordo e estas preocupações da política internacional não o emagrecem. Mas uma coisa tenho de reconhecer. A parceria com o meu sobrinho LT tem resultado, até porque todos os outros (disseram-me que são mais de quinze) andam a monte, ninguém sabe deles.
E se aquilo é gente de valia!
Desde tira-dentes a jornalistas, professores a economistas, estudantes a informáticos, deputados a administrativos, há lá de tudo. Estão deprimidos, coitados. Também pudera, ver um PM a ser vaiado por uma multidão daquelas, deprime quase tanto como ver os trabalhadores que são despedidos com a santa benção do Beato da Praça de Londres. (Já sabem que sou desbocada) E aquele Pereira das barbas que ontem só falava meias verdades? Deve ser das asas. Sempre a passear, sempre a passear (e gaba-se!)... um pagode!
O meu sobrinho, agora depois de velho, deu-lhe para a poesia. Já não chegava a que inventava, ainda se pôs a declamar com lágrimas e suor, à chegada do batelão. Apanhou, que é para aprender. Ele que nunca foi dado às letras. Só literatura de cordel! Agora se quiser continuar a blogar vai ter de estudar mais. Bem precisa.
Para acabar, que se faz tarde.
O menino CMC não pode deixar de ir aos lançamentos dos livrecos que andam a ser lançados na Blogolândia com grande furor. É preciso aparecer e dizer quem é. Fazer-se notar e se possível publicar também qualquer coisita. Há sempre quem compre e uns tostanitos vão dando para o pé de meia.
Porte-se bem!
Não ande de submarino nem de helicóptero e quando for ao Benfica vá agasalhado. Andam por aí muitos vírus no ar.
Saudades da
Tia Lólita
(a quem você insiste em tratar pelo nome de Valquíria Hernãndez)
10/27/2003 04:08:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
JPP

JPP deve desconhecer as bases partidárias.
Assim se concebe e transmite o que não é um partido político


O comentário semanal de JPP sobre a carta foi muito interessante. Para ele, só há os pseudo-inconformados e o aparelho partidário.
O caso do PS serviu de exemplo. JPP criticou as vozes, no caso José Lello, que não apreciaram a carta de MMC publicada no DN, afirmando, o comentador dominical de Carnaxide, que são típicas, as vozes do aparelho, no PS como em qualquer outro partido, reagirem sempre desta forma, reprovando, quando alguém vem colocar o dedo na ferida.
Ora, no caso do PS, só um autista negaria a ferida. Ela é visível e não há qualquer tipo de dúvidas que ela existe. Qual é a ferida? A ferida do PS é ter o seu líder pregado a um facto, ao qual inicialmente se prendeu, fruto da emoção do momento, e agora (há muito desligado do processo por defender que a única e possível via são os lugares próprios ? os tribunais), meses passados, o próprio líder pretende, como sempre quis, exercer o seu mandato, quer de líder da oposição, quer, sobretudo, como alternância e não alternativa deste (des)Governo e vê-se confrontado com os entraves sistemáticos ao seu normal desempenho político. Há quanto tempo se ouve uma intervenção política de Eduardo Ferro Rodrigues? Só quem assiste, in loco, ao discurso pode saber o diz o Secretário-Geral do PS. Caso contrário, a(o) cidadã(o) verá Ferro Rodrigues colado ao famigerado processo, por que se encarregam de o empurrar para o caso judicial, sem ele, Ferro Rodrigues, lá estar.
O PS, felizmente, neste caso concreto, aprendeu com o passado recente. Realizar um Congresso como o de 2001 não faz sentido. Houve ou há, por acaso, algum militante disposto a disputar a liderança? Que eu saiba não, mas se há, nesse caso, muito sinceramente, sou favorável ao Congresso. Por isso é que a carta de MMC é descabida de contexto. Congresso para quê? Para aplaudir Ferro Rodrigues? Sinceramente, o país atravessa problemas gravíssimos. Fazer espectáculo televisivo, neste período dificílimo que o país atravessa, seria a resposta mais irresponsável que o PS poderia dar.
Regressando ao comentário de JPP acerca da famigerada carta. Prefere, o eurodeputado, a epístola ao discurso oral. Evidentemente, a missiva tem pontos favoráveis que o discurso não tem, bem como o inverso sucede. Todavia, JPP pretende com esta linha de raciocínio evidenciar outro ponto, o da militância partidária. A militância partidária não ocorre só nos jornais ou na televisão, em que alguns dirigentes dizem de sua justiça e o assunto fica tratado no momento. Os partidos políticos têm as suas bases partidárias, as quais desenvolvem trabalho político, algumas delas bom trabalho político e não é, a maioria das vezes, facto mediático.
No PS, os militantes de base debatem o actual momento e não se atemorizam em manifestar a sua opinião. Os diálogos são calorosos e os pontos de vista expostos são diversos e os militantes não precisam de vir para a Ágora mediática dar pulinhos, de cartão ao peito, dizendo que não concordam com o a actual situação, só para ter sobre a sua face os focos de luz. O debate, entre militantes, realiza-se no local próprio, a Secção de Residência, o espaço, por excelência, da primordial militância partidária. Os partidos políticos não existem só no seu areópago.
Defenda, JPP a militância nos jornais, mas defenda muito mais a militância de base. Só com militância participativa se consegue erradicar, efectivamente, o caciquismo existente nos partidos. Quanto mais se promover o debate, mais um partido é forte e mais o caciquismo tende a desaparecer, visto que este prevalece, normalmente, no seio da ausência de militância de cada estrutura política, onde nem as pessoas, nem os projectos se conhecem, apenas prevalece o interesse de alguns que manobram consoante o seu interesse pessoal e imediato.
CMC
P.S. - JPP mostrou-se indiferente aos assobios que o Primeiro-Ministro recebeu no novo Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Eu, pessoalmente, não gostei minimamente de ver o Primeiro-Ministro do meu país ser vaiado naquela cerimónia. Há cidadãos que devem ter respeito por quem Governa o país. Mesmo não apreciando, como é o meu caso, a sua política, é uma questão de cidadania. Fialho Gouveia soube chamar a atenção de quem não estava a ter uma atitude digna, para com a pessoa e o momento.
10/27/2003 02:05:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, outubro 26, 2003
 
Paul Wolfowitz

Eles continuam por aquí

Paul Wolfowitz, o número dois do Pentágono, foi alvo de um atentado no Iraque, do qual saiu ileso. Segundo as notícias, este atentado estava a ser programado há mais de um mês e tinha como alvo o Vice-Secretário de Defesa norte-americano. O ataque foi perpetrado, felizmente o objectivo não foi atingido.
O Iraque está a tornar-se um país mais instável e, concomitantemente, um paraíso para os dementes da Al-Qaeda. Adnan Pachachi, Vice-Presidente do Conselho Provisório iraquiano é peremptório: o “método (de ataque) a que estamos a assistir é desconhecido no Iraque. … Nunca vimos ataques suicidas antes no país. Os iraquianos não costumam suicidar-se. É realmente alguma coisa que vem de fora”.
O mundo torna-se mais perigoso, a cada dia que passa, e os dementes alastram as suas células, querendo implantá-las, nos territórios vulneráveis. Importa relembrar que o Paquistão, potência nuclear, é um dos Estados ambicionados pela rede terrorista do facínora com nacionalidade saudita.
O Ocidente já percebeu que a artilharia pesada acaba por ajudar os energúmenos e que o seu grande aliado é a pobreza. As duas frentes, pobreza e terrorismo, estão marcadas. Se o Norte, com muitas responsabilidades, e o Sul não inverterem este fosso, que tende a acentuar-se, os foragidos continuarão a ser os párias felizes e a factura é cobrada ao/no Norte.
CMC
10/26/2003 07:35:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Fernando Pessoa


São lágrimas! *
(Act. 2003-10-27)

Sem originalidade, até porque não se pretende, passemos aos esclarecimentos:
1.Ter Voz é o projecto com que o actual executivo se candidatou à Secção de Benfica e São Domingos de Benfica. O Blog é só uma sua sub-alínea. O prazo para a realização de todo o projecto é de dois anos, tal como o tempo de duração deste executivo.
2.PC posta por VLX porque VLX não tem (tinha) carta de marinheiro. O LT não leu o intróito da ladainha e falhou o autor (azar dos Cabrais). Fica o pedido de desculpas.
3.A objectiva do Secretariado Nacional do PS (penso que queria dizer Comissão Política Nacional) não faz parte da máquina fotográfica com que entoámos a “Música no Coração”. A nossa máquina é digital e normalmente politicamente incorrecta.
4.O método “des petits pas” é sem dúvida aquele que escolhemos. Não tão “petits” que leve dois anos a transcrever doze estrofes, mesmo com tropeções na pontuação, para atingir a excelência de Pessoa. Por isso ele é o Poeta e nós somos simples militantes escrevinhadores. Se calhar ficaremos pela décima primeira ... o perigo e o abismo...
Visto o Mar Salgado não ser um “humilde junco” (falsa modéstia vossa) mas uma Nau com muitos deuses (embora alguns não encartados) aqui fica mais uma não originalidade, transcrevendo um pouco de Álvaro de Campos (queiram os deuses que a pontuação me não falte):
(…)
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!
Homens do mar actual! Homens do mar passado!
Comissários de bordo! Escravos das galés! Combatentes de Lepanto!
Piratas do tempo de Roma! Navegadores da Grécia!
Fenícios! Cartagineses! Portugueses atirados de Sagres
Para a aventura indefinida, para o Mar Absoluto, para realizar o Impossível!
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!

(…)
LT
PS: Marujo PC: - Nunca nos passaria pela cabeça ter um projecto tão arrojado como o de decorar (e ainda por cima transcrever) o "Mar Portuguez"(nem sequer sabiamos que aquele texto se chamava assim. Pensávamos ser a letra de uma música da Ágata). Mas se nos aventurarmos, seguiremos à risca os três pontos do seu conselho. Um grande Bem-haja!
*Zé Cabra

(Act. 2003-10-27)
Pelo que leio, a mercê também se pratica na embarcação. Não aderne ele a nau porque isto de navegar não é como entrar em medicina. E as tentações deste mar...
Embora correndo o risco de nova não originalidade, em nome de outro Luiz, a VLX (quase dava para jogar) dedico, à laia de boas-vindas, mais um pouco de poesia:
(...)
Mas os fortes mancebos, que na praia
Punham os pés, de terra cobiçosos,
Que não há nenhum deles que não saia
De acharem caça agreste desejosos,
Não cuidam que, sem laço ou redes, caia
Caça naqueles montes deleitosos,
Tão suave, doméstica e benigna,
Qual ferida lha tinha já Ericina.

(...)
Outra, como acudindo mais depressa
A vergonha da Deusa caçadora,
Esconde o corpo n'água; outra se apressa
Por tomar os vestidos, que tem fora.
Tal dos mancebos há, que se arremessa,
Vestido assim e calçado (que, coa mora
De se despir, há medo que ainda tarde)
A matar na água o fogo que nele arde.

(...)
Canto IX (66 e 73)
LT
10/26/2003 03:48:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Recortes


Por que hoje é domingo...

... dia de comentários, nas televisões. O senhor do escarpado dirá, sensivelmente, o que pensa o jurista. O jurista dissertará sobre o tema que o senhor do escarpado comentar. Por isso, logo à noite tem duas versões disponíveis sobre a noite da passada quinta. Para ver a versão curta - prima o botão três, para ver a longa – prima o botão 4.
Com o alvo fixo, importa distinguir o estilo: um lança os dardos, de forma abrupta; o outro, mais malabarista, arremessará os seus dardos de todas as formas possíveis.
A escolha é sua.
Há outra possibilidade. A de não ver nenhum, afinal já sabe o que cada um dirá.
CMC
10/26/2003 01:52:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, outubro 25, 2003
 
Guernica
Exmª. Srª. Valquíria,

Não tenho o seu endereço para poder retribuir, pela mesma via, o seu nobre e gentil gesto. Agradeço o postal que me enviou de Espanha e sinta, nesta carta, pelos vistos, aberta, o meu agradecimento às suas palavras.
Devo confessar que fiquei muito sensibilizado com a famosa pintura, em tons de cinzento, de Pablo P. A sua escolha não foi, de certeza, nada inocente. Ela, melhor do que as minhas palavras, acaba por traduzir, na perfeição, o estado de Portugal.Guernica
A notícia que leu no domingo, no seu jornal favorito, e eu a pensar que era o ABC, teve repercussão no nosso país. Depois da revista dos E.U.A., os seus conterrâneos deram duas páginas de destaque aos vizinhos ibéricos. Começamos a ser foco de primeira página, lamentavelmente, por notícias nada abonatórias para nós.
De facto, pensa, e bem, que o país está mergulhado no caso judicial, o que em parte está correcto, mas há outra parte, a que tem sido escamoteada da atenção, a que se sente no dia-a-dia, e tende a agravar-se sem sinais de melhoras, o desemprego, para além de todo um clima de instabilidade e agonia. GuernicaO Governo, da mesma cepa que o Governo do seu país, prevê mais desemprego e a isto o Ministro (contra)reformador nada diz. Repare, esta semana soube-se que o desemprego na classe dos professores aumentou 152%.
Quanto ao seu estimado Hierro. Señorita Valquíria, ele tem sido alvo, constantemente, de todo o tipo de manietações. O Homem político não interessa, apesar de, quando se dirigem à sua pessoa, pretenderem, sempre como objectivo, falar com o político. Contudo, a conversa é centralizada no cidadão. Ora, o que se quer é, ouvir o que tem a dizer, o líder dos socialistas portugueses e não o cidadão, se bem que, e importa sublinhar, que são indissociáveis, mas o cidadão tem o seu círculo de amigos próprio, no qual se exprime da forma que entender, como qualquer um de nós.
Sabe, señorita Valquíria, isto faz-me lembrar o que se passou no tempo do Czar Nicolau I. Os russos sempre conceberam o Czar como um Deus, um Ser, enquanto Ser Humano, diferente dos restantes. Um dia alguém viu o marido de Catarina a beber vodka e, a partir dessa altura, os russos souberam que o seu Chefe de Estado também era Humano, como eles, por que bebia vodka.Guernica
Em suma, Portugal não está bem…
É verdade, o seu jovem sobrinho é poeta. No outro dia estive com ele, no Martinho da Arcada, e era ouvi-lo a declamar, na presença e companhia de uma bela dama, poemas de Pessoa. A juventude señorita Valquíria, a juventude, esse poço de virtudes que muitos desperdiçam. Os seus restantes sobrinhos andam um pouco afastados. O nosso futuro cirurgião dentista lá anda na caça à cárie, a sua sobrinha das guerras pacíficas continua a trabalhar na sua gazeta mensal e os restantes estão bem, pelo que soube.
Já percebi que está à espera da vitória de Rafael Simancas em Madrid. Caso isto ocorra, pode andar de transportes públicos gratuitamente, pelo facto de ser abrangida por aqueles que não pagam (até 21 anos e com mais de 65 anos). A propósito, o que pensa a sua Ana B. e o seu Zé Maria desse apoio ao PSOE?!
A carta vai longa, tenho de terminar. Este texto não cabia num postal. GuernicaDespeço-me, informado-a de que a biografia parou devido ao encerramento da editora com quem tinha estabelecido contactos. Já imaginava uma apresentação, como aquela que ocorreu na passada noite em Lisboa, sobre o livro do menino feiticeiro. As pessoas, à meia-noite, a correrem para a livraria… sonho mais perto do estado gasoso do que sólido, por enquanto só mesmo o líquido que vai e vem, sem saber por quem.
¡ Hasta !
CMC
10/25/2003 03:01:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, outubro 24, 2003
 
GPPS

Cara(o) b,

Claro que o camarada CMC responde ao desafio!
Ora faça favor de ler aqui ou aqui!
Faço questão de frisar e aplaudir as verbas que o Ministério da Cultura, tão mal tratado, vai receber.
Atenciosamente,
CMC
10/24/2003 11:31:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Música no Coração



Música no Coração


Acordo com vontade de correr as verdes pastagens da Áustria, de braços abertos, cantarolando felicidade.
Abro a janela e deparo com um monte de betão e ao longe o verde é cinza, a actual cor de Portugal.

Blog


Opina NunoM que lhe parece apropriado ter a opinião dos leitores sobre quem deverá conduzir os destinos do Partido Socialista.
Ter Voz: Tentámos satisfazer-lhe a curiosidade mas, visto na sua sondagem não existirem nomes como Durão Barroso, Paulo Portas e Manuel Monteiro, pareceu-nos que a questão era tendenciosa e optámos por não votar.

Blog
Adufa Rui MCB que é sempre bom assistir a vitórias românticas, a uma grande vitória da democracia, mas (atendendo até ao facto de não gostar do desempenho global do PS na oposição) prefiro não pagar para ver.
Ter Voz: Nós pagamos. Vai haver uma altura em que a vitória romântica será a grande vitória da democracia. Os militantes de base do PS porque estão habituados a dar a cara não se costumam rever naqueles que mal sabem onde é a Secção onde estão inscritos. O que entendem neste momento é que em vez da palavra resistir, o PS deve usar a palavra actuar. Feitios...

Blog




Abrupta JPP que há muito tempo não via as Plêiades, ou a Via Láctea, ou sequer uma estrela decente brilhando num fundo escuro!
Ter Voz: Nós também não. Temos o azar de, ao contrário dele, não termos as asas que lhe permitem ver qualquer coisa decente no fundo escuro. Que saudades de viajar...

Blog




Espirra POTR (de novo constipado) que está certo que a meritíssima Barracosa no Natal vai receber um peru da meritíssima Oliveira.
Ter Voz: Por aqui acreditamos que além do peru ainda terá no sapatinho o livro "Por quem os sinos dobram"


Blog

Barnabeia CM que quando o PS precisa sobretudo de um programa de resistência e unidade, para fazer face à maior canalhice política (e não jurídica, como se possa pensar) de que alguma vez foi vítima - Carrilho pede um congresso.
Ter Voz: Aguardamos com entusiasmo que no próximo Congresso Ordinário o nosso Camarada Carrilho não assobie para o ar (como costuma fazer). Força Carrilho candidate-se, nós cá estamos para o votar!

Blog


Bloguitica PG que a Comissão Política Nacional do PS aprovou um voto de apoio ao Secretário-Geral, Ferro Rodrigues, o qual mereceu a oposição de três dirigentes (José Lamego, João Soares e Acácio Barreiros) e uma abstenção.
Ter Voz: Aguardamos com igual entusiasmo que no próximo Congresso Ordinário qualquer um deles (incluindo o da abstenção) sigam o conselho que já demos ao nosso Camarada Carrilho. Uma vez mais, cá estaremos para os votar!
Blog






Amarga CM que MMG e MST fazem 25 anos de zanga em comum
Ter Voz: Recomendamos a MST que tenha cuidado com as bocas de MMG


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Madruga PR que lhe apetece dizer: Olha quem fala! Deve querer vestir a pele do enteado. Coitadinho!
Ter Voz: Ficámos sem voz!



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Janela NP que De manhã ataca o chefe e o partido, à noite subscreve a moção de apoio à actual Direcção.
Claramente, a gravidez da Bárbara está a fazer mossa na coerência do Carrilho...
Ter Voz: A quem não faria?

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Veta NF que não seria esta a altura ideal para ressuscitar a velha perseguição antifascista, em que demonstrariam como tudo isto é resultado de o Paulo Portas controlar os serviços de informação em Portugal e de a Ministra da Justiça ser indicada pelo CDS (para além de ser militante)?
Ter Voz: Não se ressuscitam os vivos!


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Navega PC(digo, VLX) que ninguém no seu perfeito juízo pode acreditar que na conjugação de esforços de um punhado de elementos da Polícia Judiciária, uns poucos Delegados do Ministério Público, um Juiz de Instrução e alguns Juizes Desembargadores da Relação de Lisboa, que não se conhecem entre si, esteja ou possa encontrar-se a dita cabala, urdidura ou tentativa de assassinato
Ter Voz: Ó Mar Salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!

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Mata CAA que Mas quando vê Sampaio, Durão, Lacão, Cardona, Louçã, Marcelo, Telmo Correia, e outros que tais a bradarem freneticamente por "serenidade", logo retira duas conclusões.
Ter Voz: Nós retiramos três: 1. que MM não brade freneticamente; 2. que MM não brade serenamente; 3. que MM não brade!


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Espraia Ivan que José Lamego, João Soares e Acácio Barreiros entenderam que a Comissão Política Nacional do PS não deveria ter emitido qualquer documento de conclusões.
(...) O voto condena os ataques "ilegítimos" (através da divulgação pública de escutas telefónicas) de que tem sido alvo Ferro Rodrigues, considerando que atentam contra a Constituição da República, "violando o direito à reserva da vida privada" dos cidadãos.
Ter Voz: Dado que no Iraque as escutas devem estar desactivadas, propomos que a PJ active as escutas aos outros dois. Sempre ficaremos a saber para o que é que eles se estão cagando...
Blog



Parapeita RF que de ti espero herdar a nobreza de carácter, a frontalidade, a seriedade de princípios.
Ter Voz: Também nós, Rita. Também nós!
LT
10/24/2003 12:48:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Il Gatopardo
Déjà vu

Pego no DN e vejo a notícia de uma carta aos socialistas. Pensei para com os meus botões: deve ser outra carta de Alain Touraine, desta feita dirigida aos socialistas portugueses, em vez de dirigir outra carta aos camaradas franceses, como fez no ano de 1996. O assunto desta missiva prende-se, só pode!, com a deslocação, no final do presente mês, do senhor que lidera o Governo gaulês a Lisboa, fazendo-se acompanhar de vários empresários. Assim tinha combinado, o que significa determinado, o seu patrão Jacques com o nosso Primeiro.
Enganei-me. A epístola não era de Alain Touraine. Realmente, ela dirigia-se aos socialistas portugueses, mas era assinada por um socialista português: MMC.
Enquadrado, debrucei-me sobre as letras, concordando com vários pontos focados, mas havia algo que não me era estranho. A alma do texto! Era isto mesmo. Pensei um pouco e foi fácil descobrir a questão que colocava a mim próprio: não li isto em qualquer sítio? Obviamente. Há uns anos as palavras eram análogas. Retrocesso repentino: AG era P.M.; o peixe de O’Neill, ainda sem saber que o era, estava na oposição e MMC prognosticava, no mesmo DN em que li a carta, o descalabro do Governo a que tinha pertencido.
A bilha tantas vezes foi à fonte… Permitam-me, agora, que faça alguma futurologia, lendo as estrelas, como um dia o nosso actual Primeiro leu: vejo escrito, no estrelado do céu, um dia, ele, o peixe de O’Neill, sairá do Governo, bem como aqueles que o acompanham. Daqui a uns tempos, breves anseio, cá estarei para reclamar esta factura.
O tempo mudou, mas a máxima leopardina de Lampedusa continua actual: É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma.
CMC
10/24/2003 03:47:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Sobre a carta de Manuel Maria Carrilho
publicada no DN de 23 Outubro

Na carta aberta aos militantes do PS publicada no DN de hoje (23 de Outubro), em concreto, o Professor Manuel Maria Carrilho só propõe a realização de um Congresso antecipado. O PS tem órgãos, dos quais, aliás, faz parte o Professor Maria Carrilho, com competência para apreciarem convenientemente, e eventualmente decidirem, a realização deste Congresso. Não era necessário começar por apresentar a proposta na Comunicação Social.
Carrilho Mas, o dramático, é o Professor Maria Carrilho, que apela pela contribuição de todos os militantes do PS, não ter ainda compreendido que o problema central do PS não é o da realização ou não realização de um Congresso antecipado, mas sim, o facto da esmagadora maioria dos seus militantes estarem impedidos de contribuir para o renovamento do partido por, mesmo quando delegados ao Congresso, terem possibilidades mínimas ou nulas de influenciar a sua política.
O papel principal dos Congressos é o de eleger a Comissão Nacional, que elege a Comissão Política, que fica a orientar a política do partido até ao Congresso seguinte. Nos Congressos participam cerca de 2000 delegados, dos quais cerca de 400 fazem parte da CN e de outros órgãos dirigentes. Tem sido exigido na eleição da CN a apresentação de listas completas, ou seja, listas com 300, ou 400 nomes. É óbvio que é muito difícil aos 1600 delegados eleitos pelas secções, que chegam ao Congresso quase sem se conhecerem, organizarem-se para apresentarem listas completas. É assim que, há talvez 10 anos, a Comissão Nacional do PS tem sido eleita por lista única. É esta a questão que está no centro do não renovamento do PS.
No último Congresso Ferro Rodrigues faz aprovar uma revisão dos Estatutos que, reduzindo o número de delegados inerentes aos Congressos, foi um passo importante, mas insuficiente. Se Manuel Maria Carrilho quer, agora, contribuir para haver no PS uma participação real dos militantes de base, que apoie numa proposta de alteração dos Estatutos que permita a apresentação de listas incompletas na eleição da Comissão Nacional. Se tal for conseguido, aparecerão listas com militantes vindos de várias regiões e sectores do partido, escolhidos de baixo para cima e não de cima para baixo, que serão a expressão de correntes novas hoje desconhecidas.
E Manuel Carrilho, e outros, sem terem a desculpa que hoje têm de o não fazer por ser praticamente impossível, poderão encabeçar listas e apresentar-se a disputar votos. Veremos, então, aparecer na Comissão Nacional e na Comissão Política correntes de opinião eleitas, e não unicamente resultantes de manobras e acordos de cúpula por cima da cabeça dos militantes. É este o caminho do renovamento do PS e da revalorização da vida democrática no seu interior . O partido tem dois Congressos para o tentar fazer antes das legislativas de 2006. Poderá, talvez, vir a ser o único partido português capaz de o fazer nos próximos anos.
António Brotas
10/24/2003 02:17:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, outubro 23, 2003
 
Olha a marcha de Benfica ...
acções de formação em cidadania e civismo
LT
10/23/2003 05:24:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Diabo à solta
Late afternoon block 01

Eis senão quando, após os preliminares das divulgações públicas das cousas privadas, começa o jogo.
As virgens vetustas apresentam-se de branco (claro!). O adversário de cinzento.
O árbitro de cabeleira, experimentado em truques de manga, reúne os mancebos.
No banco das virgens sentam-se sereios escamudos, o treinador (aguarda que de novo lhe cresçam as asas) e as Santonetes suplentes (espécie de virgens vetustas em loiro).
No banco do adversário sentam-se enguias beatas, o treinador (aguarda que de novo a glândula de veneno se abasteça) e os Manueis suplentes (espécie de couteiros em bruto).
Nas bancadas a mole imensa ulula em rituais tribais, enquanto aguarda que o sangue corra a rodos.
Na tribuna, as individualidades bebericam, falam entre si, alheios ao que os rodeia.
No camarote dos comunicadores afinam-se os retoques, ensaiam-se as tecnologias, testam-se os misturadores e recebem-se as últimas directivas.
Nos bastidores travestizam-se os interesses e aceitam-se apostas.
Tudo a postos para o grande derby.
LT
10/23/2003 02:58:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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