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teoricamente, são em princípio criados para serem aptos;
mas se não o conseguem, então terá de ser encontrada uma outra maneira qualquer de lidarmos com eles, de modo que possamos saber em qualquer momento aquilo que pretendemos significar.
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domingo, dezembro 07, 2003
 
Coimbra e o TGV

TGV

Penso que não têm razão as individualidades, nomeadamente os Professores Vital Moreira e Manuel Porto, que, em artigos e entrevistas, manifestaram a opinião de Coimbra ter sido prejudicada com o traçado da rede ferroviária de alta velocidade acordado na cimeira ibérica da Figueira da Foz.
Vai ser construída uma linha TGV do Porto a Lisboa com paragem em Coimbra e a actual linha do Norte continuará em funcionamento durante um largo período (certamente só daqui a algumas décadas a sua bitola será mudada para a bitola europeia). Coimbra, além dos comboios tradicionais, passará, assim, a ter comboios rapidíssimos para Lisboa e para o Porto.
No que diz respeito às ligações com a Espanha, há indicações de que, relativamente a curto prazo, os espanhóis farão chegar à nossa fronteira de Vila Formoso comboios com bitola ibérica e com bitola europeia (standard). É o que nos convém. Durante um longo período, teremos, assim, se tal se verificar, de manter a nossa actual linha da Beira Alta a funcionar com bitola ibérica, devendo, simultaneamente, com a urgência possível, construir a linha directa de bitola europeia de Aveiro à fronteira. Dada a natureza do terreno, esta linha poderá ser de comboios de não muito alta velocidade (da ordem dos 220 km/h), mas, o fundamental, é a bitola, pois é por esta linha que circularão os comboios com os vagões que levarão a toda a Europa as mercadorias do Norte e do Centro do país.
Esta linha virá a ser a mais importante ligação ferroviária de Portugal ao exterior, e Coimbra e toda a região centro beneficiarão muito com ela.
Não será construída a linha de ligação directa de perto do Entroncamento a Cáceres. É altamente duvidoso que viajantes partidos de Coimbra com destino a França se dispusessem, um dia, a usar esta linha. Com a solução adoptada, ficam com trajecto muito mais curto e rápido por Salamanca. Até os com destino a Madrid vão ficar, provavelmente, beneficiados.
Mas, o mais dramático, é que a linha directa a Cáceres ( que obrigava a comboios com mudança de bitola e não seria utilizável por vagões de mercadorias) aparecia com alternativa e obrigava a desistir (por décadas) da linha de bitola europeia de Aveiro a Vila Formoso. Era, assim, um crime contra a Economia do Norte e do Centro do país, incluindo, naturalmente, Coimbra.
TGVNo que diz respeito à ligação a Espanha pelo Alentejo, o interesse de Coimbra é que ela seja feita com o menor custo possível para não consumir verbas utilizáveis no Norte. Sem qualquer espécie de dúvida, a ligação por Badajoz é a mais económica.
Não me parece, assim, que a região Centro tenha sido, de qualquer modo, prejudicada.
E Coimbra tem uma vantagem adicional. Tem duas escolas de Engenharia perfeitamente capazes de contribuir para a formação dos técnicos necessários e para a resolução dos inúmeros problemas ferroviários que se porão ao país.
Era muito importante que, nesta altura, mesmo que só a título académico, escolas de engenharia portuguesas se debruçassem sobre o problema da elaboração de programas para encontrar os melhores traçados de linhas com determinadas características, entre dois quaisquer pontos de uma região com a topografia digitalizada. É a maneira de sermos maiores nesta matéria, e não ficarmos completamente dependentes e cegos diante de soluções, que nos sejam apresentadas como sendo as melhores, só porque foram elaboradas com programas de computador, que desconhecemos, que não sabemos se são bons, e nem sequer sabemos se neles foram correctamente introduzidos os dados.
Era também importante que as escolas solicitassem às entidades, como a CP e a REFER, que há tanto tempo encomendam e a pagar estudos, que lhes fornecessem estes estudos, que há toda a vantagem em divulgar, para os analisar, com eles aprender, ou, eventualmente propor fazer melhor.
É também importante ter presente que, em Engenharia, o cálculo é quase sempre uma verificação, o que faz com que a arte da Engenharia comece pelo esboço.
Numa região próxima de uma cidade, não há nenhum programa que, desde logo, indique qual é o melhor traçado de uma via férrea ou a melhor localização de uma estação. Há que ir fazendo esboços que terão de ser progressivamente melhorados com o cálculo e analisados tendo em conta todos os factores em jogo .
No caso concreto da passagem do TGV por Coimbra, há que ter presente que a linha principal do TGV deve ser traçada tendo em vista a rapidez do trajecto de Lisboa ao Porto. As estações intermédias, onde não param todos os comboios, não estarão nesta linha. Uma estação como a de Coimbra deverá estar num desvio estudado em função dos interesses de Coimbra e da sua vizinhança. É este traçado e a localização da futura estação que convém a Coimbra, à semelhança de outras cidade, começar desde já a estudar e discutir, para não se ver um dia impreparada diante de uma situação de facto consumado.
António Brotas
12/07/2003 10:40:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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