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Estamos constantemente a utilizar termos que têm uma intenção e uma extensão que não são inteiramente aptas;
teoricamente, são em princípio criados para serem aptos;
mas se não o conseguem, então terá de ser encontrada uma outra maneira qualquer de lidarmos com eles, de modo que possamos saber em qualquer momento aquilo que pretendemos significar.
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Sexta-feira, Outubro 31, 2003
 
halloween

E ainda antes que acabe este dia dedicado ao "Halloween" fica uma menção especial para a equipa que conseguiu pôr Portugal no último lugar da Europa.
Bem podem as sondagens ser-lhes favoráveis.
10/31/2003 10:51:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
halloween



Nada como uma bruxa com um fundo laranja
para lhes desejar aquilo que na terra dos
"aliados" se costuma fazer neste fim de dia

Happy Halloween
10/31/2003 08:40:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Laranjas

Uma Laranja Amarga para a Arte de Opinar

Sobre a hipotética Richard Kimble, recomendo ao Nuno M o texto espremido por ps (curioso, um ps no Laranja Amarga!) - é preciso ter alguma lata.
Para não ser juiz em causa própria e mesmo sendo uma laranja amarga, este sumo, por muito que queria, não é mais azedo do que aquele que o Governo nos serve todos os dias, ainda por cima somos servidos pelo despedidor-mor do nosso burgo, a mando do Defesa que quer mudar (acabar?) com a nossa Constituição e agora até as greves coloca em causa. Ele deve defender tanto os cidadãos que caem no desemprego como aprecia os emigrantes.
Nuno, a talho de foice, com um referendo a decorrer no Arte de Opinar, é possível acrescentar o nome da senhora à lista? Quem sabe se não venceria, folgadamente! Sempre pode ter um mandatário que tem (a) Arte de Opinar.
CMC
PS - Gosto de laranjas, mas não aprecio as amargas. Asseguro, caro Nuno, assim que arranjar algumas doces, elas serão remetidas para a tua pessoa. Como é, infelizmente, perceptível, este tempo não produz laranjas doces e pelo desenrolar das tempestades que nos têm assolado, receio que a fazedora de sumo, que transporta o Leite no seu título de apresentação, acabe por ter, para todos nós, só a casca do respectivo citrino, isto depois de estar a eliminar, desde de que começou a espremer, as necessárias e preciosas sementes. Até as laranjas apertam o cinto!
10/31/2003 07:18:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Ai Portugal, Portugal!
De que é que estás à espera? (Act.)

ONU em Portugal

A delegação da ONU em Portugal (Centro de Informação) está de partida.
Lisboa perde mais uma representação diplomática e Portugal passará a ser mais uma competência da Delegação da ONU em Madrid. (ver ACT.)
Depois da agressividade de "nuestros irmanos" no mundo empresarial, vamos, de passo em passo, caminhando para a subordinação Ibérica até que a língua de Cervantes passe a ser matéria curricular do ensino primário.
O Centro de Informação da ONU, brilhantemente dirigido por uma brasileira, Maria Costa Pinto, era uma entrada forte da lusofonia nas Nações Unidas. Um baluarte da nossa língua, com extensões a Angola, Moçambique e Timor. Uma competência que agora se perde, espero que, pelo menos, para o Brasil (assim como espero que o Brasil mantenha acesa a língua que nos une no seio da ONU, até porque, como se sabe, o Português embora falado por tantos milhões de pessoas, não é língua oficial naquela Organização).
São os Negócios Estrangeiros que Portugal não consegue gerir:
Perdem-se nomeações em Organismos Internacionais, perdem-se entradas da língua de Camões no Mundo, até se perde o “direito português” em Timor.
Um País inteiro a olhar para o lado. Uns "opinion maker" em manobras a desviar-nos os sentidos do essencial.
Uma Pátria (como diz o outro) centenária, deprimida, despojada e cada vez menos influente.
A Maria Costa Pinto, deixo um agradecimento muito especial pelo magnífico trabalho que desenvolveu em favor de Portugal.
Votos de boa missão, com igual competência, num outro país da América do Sul.
LT
ACT Do Centro de Informação da ONU em Portugal recebemos o seguinte esclarecimento:
"(...), gostaria só de esclarecer que o pólo regional, com a designação oficial de Centro de Informação Regional das Nações Unidas (RUNIC), estará sedeado em Bruxelas e não Madrid, como refere. Esse Centro Regional iniciará as suas funções no início de 2004 e terá uma pessoa que se ocupará exclusivamente de Portugal."(...)
Fica a rectificação
LT
10/31/2003 11:57:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Sociedade de Geografia de Lisboa
Queridos Blog?s

Em vez de café abri a pausa matinal com uma volta rápida pelos meus favoritos em busca de notícias do encontro de ontem. Pouco encontrei(melhor aqui). Ainda se digerem (ou ressacam) os encontros na Sociedade de Geografia de Lisboa. (onde infelizmente não pude ir)
Retive da leitura em diagonal a relação que os iluminados pelo Santo Espírito detêm com a informática. Relação de amor/ódio (ás vezes, pela minha parte, de grande ódio), resultante da inexactidão das ciências exactas.
LT
Nota: A minha máquina, em casa, jaz esventrada pelo chão do escritório. Placas por um lado, discos formatados por outro e a Netcabo maldita que não controla quem grampeia as linhas dos clientes. A relação de quem acordou para o trabalho com os olhos encravados na nuca.
10/31/2003 10:05:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
René Magritte
René Magritte - (1955) - Mystères de l'horizon, Les

Homenagem a um amigo que passa as noites a bloggar.
Jiminy Cricket
10/31/2003 01:34:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
A querer marcar presença... à distância

Das Terras de Vera Cruz, fala a camarada foragida. Não sei se a posso comparar a Richard Kimble, mas que há algo, no meio desta fuga que não bate bem, disso não tenho dúvida. Fátima FelgueirasMas, uma vez mais reafirmo, em matéria de Justiça, ela que se faça no respectivo local: no Tribunal.
Afirma, ao jornal de Felgueiras, a senhora com dupla nacionalidade, que Eduardo Ferro Rodrigues é o responsável pelo naufrágio do PS. Não sei se no Brasil a RTP Internacional tem uma emissão própria. Como esta hipótese é improvável, das duas, uma: ou ela se deixa levar pelas parangonas mediáticas e não analisa o caso com olhos de ver, ou então quer fazer finca-pé à Direcção que não se solidarizou com ela, pois a senhora não cumpriu com o estabelecido inicialmente com o Partido em que militava e do qual foi, posteriormente, expulsa.
Como considero a senhora uma pessoa inteligente, só posso entender as suas palavras como um sinal, ainda que à distância, da sua existência. Algo do género: estou longe, mais ainda mexo.
Quanto aos dois pesos e duas medidas aludidos, acabo por concordar com a senhora. Como se pode pesar algo que entretanto escapa ao prato da balança?
É provável que as notícias que cheguem ao país liderado por Lula da Silva não apresentem as intervenções políticas de Ferro Rodrigues. Ele tem sido arredado deste campo, ainda que, onde ele vá, intervenha, sempre, politicamente. Mas, nesta semana, teve a oportunidade excepcional para o ouvir, em São Paulo, no Congresso da Internacional Socialista. Se calhar não o quis ouvir.
Não sei se terei hipótese de ler a entrevista toda. Gostaria de saber o que pensa a senhora da recepção que o líder da Distrital do PS Porto teve quando se deslocou a Felgueiras.
Há quem tente desgastar Ferro Rodrigues, tal como a essência da entrevista, mas verdadeiramente quem está extremamente desgastado e fragilizado é o país. O desemprego continua a subir, o défice ultrapassará os três por cento no próximo ano, são as dicas acabadas de chegar de Bruxelas.
Como política que é, a senhora devia estar mais preocupada com o país onde um dia ocupou um cargo para o qual foi eleita democraticamente pelos cidadãos do concelho de Felgueiras. Pelos vistos, prefere fazer valer o seu ponto de vista em questiúnculas. Ao contrário do que pensa, Ferro Rodrigues não arrasta consigo o que há de mais perigoso para a democracia, antes pelo contrário, ele pretende erradicar este estado calamitoso, no qual nos encontramos e afundamos um pouco mais a cada dia que passa, e nem conseguimos avistar melhorias. Ele resiste, persiste e acredita no país, caso contrário, como o provou na passada semana, antes de começar a reunião magna socialista, há muito que tinha abandonado o cargo para o qual foi eleito.
Quanto ao exílio, na minha sebenta, o último político português que se exilou no Brasil chama-se Marcello Caetano (bem sei que houve mais deste período de transição). Saiu do Largo do Carmo, passou pela Madeira e rumou às terras conquistadas, ou achadas - na nova e excessivamente preconceituosa linguagem histórica -, por Pedro Álvares Cabral.
Fica de parabéns o jornal Voz de Felgueiras pela tiragem que obterá. Recorde? Provavelmente.
CMC
10/31/2003 01:28:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
República
Campo de Ourique

No dia 20 de Janeiro publiquei no jornal “O Público” um artigo sobre a expansão do metro de Lisboa e o seu relacionamento com a futura estação central de Caminho de Ferro da cidade, em que escrevi: “tem todo o interesse que o público se possa pronunciar sobre os traçados (que a empresa do metro tem em estudo) com antecedência, isto é, sem estarem em definitivo decididos”. Mais adiante, escrevi: “O prolongamento da linha do Oriente (linha Vermelha) até Campolide justifica-se para receber os passageiros vindos da Linha de Sintra. A sua continuação até Campo de Ourique, como aparece nos traçados que nos são agora apresentados, tem um benefício limitado para a cidade e não parece justificada, sobretudo se notarmos que está prevista uma estação de metro de uma outra linha na Estrela. É, indubitavelmente, mais importante, depois de Campolide, prolongar a linha para oeste, procurando faze-la chegar a Algés e Miraflores e a zonas onde haja espaço para estacionamento, o que permitirá reduzir substancialmente o número de carros entrados em Lisboa”.
Uns dias depois escrevi: “Atendendo a que os passageiros da linha de Sintra que chegam ao Rossio têm acesso à linha azul do metro, e que os que seguem pela linha da cintura têm acesso ao metro em Entrecampos, pode-se admitir, se for tecnicamente muito difícil, que a linha vermelha não ligue directamente à estação de Caminho de Ferro de Campolide. Neste caso, deverá ir a Campo de Ourique, mas sempre na perspectiva de atravessar o vale de Alcântara e vir a servir a zona Oriental da cidade.”
Ressalta destes textos que não está ainda definido como virá a ser o traçado das linhas de metro em Campolide e Campo de Ourique e que é esta a altura propícia para a população se pronunciar sobre o assunto.
Nestas condições, sugiro às duas Secções do PS que tomem a iniciativa de informar e interessar os habitantes destes dois bairros pelo problema, promovendo encontros e debates, o primeiro dos quais poderá ser um encontro de esclarecimento com a presença de técnicos convidados do metro, da CP e da REFER, que se poderá realizar, eventualmente, numa sala com tradições como é a da Padaria do Povo.
Uma outra notícia recente da maior importância para Campo de Ourique, é o anúncio de que irá ser vendido o quartel de Campo de Ourique, antigo quartel de Infantaria 16 e, depois, do Batalhão de Sapadores de Caminho de Ferro.
O valor da sua vasta área depende, obviamente, do que nela for autorizado construir e, nesta matéria, quem tem autoridade é a autarquia, em particular, os seus dois órgãos, a Câmara e a Assembleia Municipal.
Nestas condições, sugiro aos representantes do PS na Assembleia Municipal que, com a maior urgência, proponham à Câmara, à semelhança do que está pensado para o Parque Mayer, a elaboração de um plano de urbanização da área do actual quartel, com espaços colectivos de lazer e destinados a equipamentos para ter em conta os interesses da população, e com uma conveniente definição dos volumes das áreas a construir.
O quartel de Campo de Ourique teve um papel histórico quando da fundação da República, que hoje está quase esquecido pelas gerações mais novas, mas que deve ser assinalado nesse espaço urbanizado.
Na propaganda da República teve um papel relevante o Centro Escolar Republicano da Rua de Campo de Ourique que tinha contactos com os soldados de Infantaria 16 pelas duas travessas de Baixo e de Cima de Quartéis, que ladeavam o quartel. No dia 3 de Outubro, quando, numa reunião à noite, os oficiais do Exército decidiram suspender a sua participação na revolução por as tropas terem sido postas de prevenção pelo governo, o regimento de Infantaria 16 foi esquecido porque nele não havia nenhum oficial nem nenhum sargento aliciados. Os responsáveis pelo levantamento da unidade eram dois cabos, um com 17 e outro com 18 anos, que não foram avisados, mas que se o fossem já nada podiam fazer porque, no início da noite, já se tinham apoderado das munições do paiol e concentrado os soldados aliciados numa caserna onde se esconderam debaixo das camas uns dos outros.
Às primeiras horas do dia 4, travou-se na parada de Infantaria 16 o primeiro combate da República, sendo morto o comandante que tinha acorrido à unidade posta de prevenção. O regimento saiu, então, para a rua e foi aliciar o regimento de Artilharia 1, em Campolide. Os dois regimentos, em conformidade com o plano inicial, dirigiram-se para o Paço das Necessidades, tendo chegado a entrar na Rua Ferreira Borges, mas viram a sua progressão barrada por uma companhia da Guarda Municipal do quartel da Estrela, que tinha tomado posição na outra extremidade da rua. Há hoje, nesse local, uma lápide a assinalar o impacto do primeiro tiro de canhão da revolução. Completamente isolados, os dois regimentos refluíram, então, para o Parque Eduardo VII onde, com o apoio crescente dos populares, aguentaram os embates das forças monárquicas. Foi esta resistência que deu a vitória à República.
Alguma coisa devemos aos soldados de Infantaria 16. Não só o dever de os recordar, mas sobretudo, o dever de não esquecer de todo e dar continuidade ao espírito de dedicação à causa pública e à colectividade que os animou num momento alto da vida nacional.
António Brotas
10/31/2003 01:13:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quinta-feira, Outubro 30, 2003
 
Amoreiras
Sobre o túnel das Amoreiras

Vejo nos blogues Ter Voz e Fórum Cidade a notícia de estar aberto um abaixo assinado sobre a construção do túnel das Amoreiras. Penso que este abaixo assinado é tardio. Há cerca de um ano teria sido útil para a cidade uma campanha a exigir um maior esclarecimento do público e um maior debate para se tentar tomar uma decisão acertada e se possível consensual sobre o assunto. Agora, é tarde, e há outras questões, muito mais graves e importantes para o futuro da cidade, de que quase não se fala , que exigem atenção e um debate esclarecedor, sem o que decisões erradas e irreversíveis podem ser tomadas a curto prazo. Refiro-me aos prolongamentos do metro e a localização da futura estação dos comboios TGV de Lisboa ou, talvez mais exactamente, da Área Metropolitana de Lisboa. Tenciono voltar a estas questões importantíssimas.
Hoje, pretendo só comentar uma opinião sobre o referido referendo que apareceu nos dois blogues, e que me parecem revelar uma grave incompreensão do funcionamento da Democracia.
Escreveu um dos comentadores: "Acho perfeitamente descabido este referendo, dado que o referendo aconteceu nas eleições. Uma das bandeiras de Santana Lopes era precisamente este túnel. Goste-se ou não a população já referendou o túnel ao votar Santana Lopes."
Em Democracia, não há referendos por atacado. O túnel das Amoreiras não foi referendado pela população. Santana Lopes apresentou-se com muitas propostas (algumas meras propostas eleitorais, como, aliás, as de outros candidatos) mas estas propostas não foram aprovadas em bloco pela população. Houve, certamente, munícipes que votaram Santana Lopes e que acham o túnel uma obra errada. Uma vez que foi eleito, Santana Lopes tem a obrigação de fazer o possível por cumprir as suas propostas, mas isso não o dispensa, em primeiro lugar, de as estudar seriamente (e eventualmente ver que estão erradas) e , em segundo , de continuar a respeitar as opiniões da população, expressas por intermédio do seu órgão representativo eleito, a Assembleia Municipal, ou, eventualmente, expressas em referendos realizados nos termos legais, como é seu direito.
A alguém que julgue ter sido a votação que elegeu Santana Lopes Presidente da Câmara também um referendo às suas propostas, só há que dizer, que , neste caso, estas propostas teriam sido rejeitadas, dado Santana Lopes ter tido menos votos que o conjunto dos outros candidatos.
Há que evitar estes desvios da Democracia.
António Brotas
Nota: Permito-me juntar uma nota escrita na altura em que a construção do túnel pareceu irreversível: "O túnel das Amoreiras é uma obra cara que poucas melhorias trará ao trânsito de Lisboa e podia ser dispensada. Tem, no entanto, uma vantagem. As dificuldades criadas ao trânsito durante os dois ou três anos que durará a sua construção são tais que será necessário pensar uma solução provisória para diminuir o número de carros que chegam do Monsanto pela auto-estrada. Esta solução poderá ser a abertura de corredores "bus" na auto-estrada, desde os parques de estacionamento do Estádio Nacional até ao Marquês de Pombal, por onde circulem autocarros rápidos e com preços razoáveis para os automobilistas que deixem os carros nos parques. É esta solução, inicialmente "provisória" que, continuando como definitiva depois da construção do túnel, poderá contribuir, diminuindo o número de carros entrados na cidade, para a melhoria do trânsito em Lisboa, e não propriamente o túnel construído para facilitar a entrada dos carros na cidade. Os engarrafamentos dentro do túnel servirão, aliás, como avisos aos automobilistas para deixarem os carros nos parques.
AB
10/30/2003 04:27:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Rene Magritte
Desafios do Tempo e desafios à Esquerda

O artigo de Francisco Sarsfield Cabral levanta aspectos pertinentes.
A actualidade tem pouca convivência com o Tempo e o Tempo não se encontra com a actualidade. Como podem estes dois pilares estruturais, de qualquer Ser, conviver, se andam juntos e só se apercebem do outro através dos contactos fugazes das suas costas?
Presentemente, enquanto pessoa, é-se jovem até aos 30 anos, sensivelmente, e como trabalhador, em busca de um trabalho, torna-se pouco rentável estabelecer um contrato, aos olhos de muitas empresas, a partir dos 35.
Com a esperança média de vida a aumentar, graças à evolução da Ciência, que adia por mais uns tempos o último suspiro, podemos viver até aos 80/90 anos ou mais. Assim, a idade das reformas acabará por passar para os 70, aqui coloca-se uma questão fulcral: dos desempregados de média/longa duração, os tais que aos 35 já são anciãos, como sobrevivem até atingirem a idade de reforma, sem encontrarem trabalho?! Se ligarmos, pois está inevitavelmente associado a esta questão, o agoniante esvaziar dos cofres da Segurança Social, poderemos encalhar, com este passo apressado, no vazio da caixa da Segurança Social. Acrescente-se a baixa taxa de natalidade dos países da parte Norte do hemisfério; se somarmos a imigração clandestina, mão-de-obra essencial e indispensável que importa não afugentar enquanto for útil (a hipocrisia do mundo desenvolvido), a mistura é explosiva e, como tal, tende, mais cedo ou mais tarde, a rebentar.
O porvir provará se o Norte não será o refúgio dos poucos sobreviventes do Sul, atolado na longa náusea secular. Serão estes, os novos, já velhos, explorados, o futuro e garantia da manutenção do Norte? (Visão de quem está no norte, porém a seguinte questão acaba por ser essencial, mesmo que as lentes, de quem escreve este texto, sejam setentrionais.) … E o Sul em que fica?, como fica?
O devir provoca-nos vários desafios que nos encarregamos, actualmente, de os adiar para depois de amanhã.
A Esquerda precisa de encontrar um caminho, como afirmou José Medeiros Ferreira, mas a Esquerda será limitada se não conceber o planeta na sua totalidade.
CMC
10/30/2003 01:32:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quarta-feira, Outubro 29, 2003
 

Gerações

Praia

Não é possível ficar indiferente aos muitos amores e troca de carinhos que a escrita põe a nu.
A não perder o Buba do Praia.
Jiminy Cricket
10/29/2003 11:51:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Janela
O Mundo está esquisito
Por três vezes vejo-me obrigado a estar em perfeita sintonia com Nuno Peralta do Janela para o Rio.
Catalina, Sophia e Benfica (excelente trabalho)
Espero que isto não se transforme num hábito :).
LT
10/29/2003 11:02:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Cartaz

Já não cola

Quando era pequeno havia uma canção, ou lenga-lenga, que falava do lápis do Lopes.
A lenga-lenga de agora é a cola do dito.
A história contará aos nossos netos que em Lisboa houve um Presidente que todos os dias fazia obra. Obra de papel colado em grandes suportes anunciando primeiro as dificuldades que estava a criar aos que lá habitavam e posteriormente a chamar à atenção para aquilo que ainda não tinha feito. Obra importante, que há semelhança do Aqueduto das Águas Livres deveria ter uma placa informando que se realizava por subscrição pública.
Contará a história que em tempo de crise os milhões gastos nesse papel eram considerados mais úteis do que lavar os passeios e arranjar as calçadas, para que os tais deficientes e os mais idosos não tivessem acidentes provocados pelas pedras soltas e não escorregassem nos dejectos que inundam a cidade.
Contará a história que tão monumental obra de papel se desmoronou num dia de intempérie, porque a cola para a fazer não tinha a mesma qualidade que a demagogia de quem a construiu.
Contará a história que um dia, o papel do Lopes se transformou de novo em pasta, e que essa pasta que informava os deficientes da deficiente gestão da cidade, servia para que, ao escorregarem, mais alfacinhas ganhassem também, essa mesma qualidade de deficientes.
Contará a história que a cola do Lopes não deu para o segurar num dia de chuva.
Contará a história que o povo saiu à rua num dia assim.
LT
10/29/2003 10:38:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
pt
O nosso mais frequente comentador abriu loja por conta própria.
Grande abraço ao Rui e boas congeminações.
O link já está na coluna da esquerda.
LT
10/29/2003 03:34:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Sophia
Parabéns Sophia

Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Porque mereces... Sophia
Jiminy Cricket
10/29/2003 02:17:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Kirk Douglas
O Grande Carnaval

Na passada noite de segunda tive oportunidade de ver na RTP2 um filme realizado por Billy Wilder.
Fui desembocar a este filme pelo simples facto de umas horas antes ter recebido uma mensagem, via telemóvel, as famosas SMS, indicando que Kirk Douglas entrava na película. Quantas e quantas não são as vezes em que vemos um filme, sem saber ao certo o assunto, por causa de um actor e/ou actriz, ou realizador? Várias. Bastou-me o nome do pai de Michael Douglas para me prender ao ecrã.
Notei a bolinha vermelha, no canto superior a evidenciar-se do preto e branco. Achei um pouco estranho. Seria violento, questionava-me enquanto aguardava pelo impacto dos primeiros minutos. O título, O Grande Carnaval, não me despertava um grande apetite, contudo continuava a estar ligado à televisão pela estrela de cartaz. À medida que os minutos passavam deixei-me levar pelo enredo e quanto mais me interessava, a ver o filme, pelo efeito que ele provoca no telespectador, não deixei de constatar que aquele filme, em que Kirk Douglas e Jan Sterling desempenham papeis extremamente egoístas, não estava distante de uma realidade minha conhecida, ou melhor, conhecida de todos nós.
De facto, O Grande Carnaval traduz o actual período nacional. Se um estrangeiro chegasse agora a Portugal, preocupado com as notícias publicadas por esse mundo fora, e me perguntasse o que se passa no meu país, certamente que lhe indicaria o visionamento deste filme.
Acabo por reconhecer, depois, a bola no campo superior. Há quem não queira ver, por que o papel, profissional, de Tatum (Kirk Douglas) é informar, mas ele queria e chegou a fazer os factos para os usar como pretendia, com as consequências conhecidas.
Se não viu, veja O Grande Carnaval e compare com a actualidade lusitana.
CMC
10/29/2003 01:46:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Terça-feira, Outubro 28, 2003
 
PSL

Quem avisa P.S.L.?

O comentador televisivo, o Presidente do município alfacinha, o Vice-Presidente do partido, o comentador do jornal desportivo, o comentador de um jornal diário, o representante do partido para a revisão constitucional e putativo candidato à Presidência da República deve andar baralhado. Esqueceu-se ou então, como não tem nada a acrescentar, trocou os nomes dos adversários no bloco, à semelhança do antigo treinador do seu clube. O actual Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio de seu nome, não se recanditará, por que a Constituição não o permite, a novo mandato.
Disse, o senhor quase-tudo, que o nosso Presidente da República está em baixo, que não se solidarizou com o nosso Governo, que falou muitas vezes no PS e no nome do seu líder. Em suma, a entrevista cedida a três jornalistas, bons jornalistas diga-se em abono de verdade, não foi a melhor que o Presidente deu. Quer os jornalistas, quer o próprio porta-voz do PPD, quer alguns Ministros do actual Governo, em Angola, mostraram-se satisfeitos com as palavras do Presidente. Só o senhor quase-tudo e o líder do Governo Regional da Madeira, nada de estranhar vindo de quem vem, entenderam que foi um momento menos bom do Presidente, fazendo, segundo palavras dos dois descontentes, o jogo do partido da rosa.
Alguém pode fazer o favor de dizer a P.S.L. que Jorge Sampaio não está na corrida presidencial? Quanta aflição! Descanse, senhor P.S.L. o seu adversário é sobejamente conhecido, em primeiro lugar por si: A.C. Silva. Já agora, quanto à forma política, informem o senhor que a obra que ele está a realizar em Lisboa está um pouco em baixo. Faça o favor de recolocar o cartaz que a chuva encarregou de descolar, num dos painéis centrais da Praça Duque da Terceira.
CMC
10/28/2003 09:06:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
IS

IS1


The Return of Politics: For just and responsible global governance - For globalisation governed by the people

António Guterres será hoje reeleito Presidente da Internacional Socialista no XXII Congresso daquela organização que está desde ontem a decorrer em São Paulo – Brasil.
O Partido Socialista está representado neste Congresso por uma delegação chefiada por Eduardo Ferro Rodigues.
"Nós não aceitamos que a lei seja a vontade do mais forte. Este é um tempo de contradições. Caiu o velho Muro de Berlim, constrói-se um novo Muro na Palestina. A IS é contra os muros de Berlim e da Palestina, os muros não protegem os povos, sejamos claros, separam-os, oprimem-os, segregam-os."
António Guterres
Ler aqui, aqui, aqui, aqui e aqui
Jiminy Cricket
10/28/2003 12:43:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Angola

Angola

O nosso Primeiro está a visitar oficialmente Angola. Já teve a oportunidade de contactar com a comunidade portuguesa e com os altos representantes do Estado angolano, Presidente e Primeiro-Ministro.
Importa, todavia, recordar estes últimos tempos. Angola vive, presentemente, tempos tranquilos desde o desaparecimento de Jonas Malheiro Savimbi. O líder carismático da UNITA desapareceu e o partido do galo negro encontrou o vazio da liderança. Substituir Savimbi não era tarefa fácil. A UNITA realizou, entretanto, o seu Congresso, conduzindo à liderança Isaías Samakuva. O MPLA, de José Eduardo dos Santos que há uns tempos afirmou não querer continuar no cargo presidencial, deu o dito por não dito, com o desaparecimento de Savimbi.
Nunca tive grandes simpatias por nenhum dos dois políticos, mas pretender branquear a história, como se percebe actualmente, querendo o vivo demonstrar que foi o pacificador do conflito armado angolano, relegando no morto todas as culpas, não me parece, de facto, o gesto mais nobre. Goste-se ou não de Savimbi, ele liderou, como poucos políticos em vida demonstraram a coragem de permanecer no mato quando podia passear pelas grandes capitais ocidentais, um movimento, berço maoísta e cresceu com as intenções norte-americanas/sul-africanas.
Prevê-se, dentro de dois, três anos no máximo a realização de eleições, após um interregno de uma década. Esperemos que Angola encontre a verdadeira PAZ.
A visita oficial do nosso Primeiro pode ser um bom contributo para essa meta desejável por todos. Fazendo-se acompanhar por muitos empresários portugueses, o mercado angolano, nos seus primeiros passos, é bastante próspero, a nível nacional, regional e continental. Em breve, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, deslocar-se-á a Luanda, visando estreitar os laços políticos e económicos das duas margens do Atlântico sul.
O mundo lusófono precisa de uma Angola forte.
CMC
PS I - Fica a sugestão: por que não mudam os principais partidos, MPLA e UNITA, de designação. Há quase trinta anos que Angola é independente.
PS II - Escreverei à señorita Valquíria em breve. Assim que adquirir o postal, envio-lhe. Entretanto, se encontrar alguma daquelas pessoas que está a monte, aproveito e ofereço-lhe também um postalzito, com a seguinte mensagem: regresse, por favor!
10/28/2003 03:26:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Segunda-feira, Outubro 27, 2003
 
Picasso

Caro sobrinho provocador CMC

A paciência tem limites. Ainda que se rodeie de Guernicas não conseguirá adoçar o veneno que lançou. Parece o tresloucado da TVI.
Enquanto se preocupam com as dores de barriga, aqui ao lado, na outra capital ibérica, levaram dose de leão.
Não estamos a falar do mesmo. Os vizinhos têm progresso e desenvolvimento e os da Pátria (como diz o outro) andam nas encolhas e retrocesso. Enquanto eles têm uma campanha externa agressiva para projectarem o seu País, o nosso Governo das dificuldades, entretém-se a fazer passar a imagem do País miserável, da Tanga e de todos os escândalos. Depois queixam-se. Tal como os Espanhóis também somos capas de revista e páginas inteiras de jornais. Os conteúdos é que são diferentes.
Por aí em Lisboa, parece que a coisa está a mudar. Passaram da publicidade de reparo para a daquilo que não está feito, numa manobra parecida com a do poder central. Falam mal do passado e nunca fazem nada de bem. Prometem e não cumprem.
Razão tem a Celeste Correia no Fórum Cidade “É uma cidade que tem vindo a ser “embrulhada” na expressão feliz de Helena Roseta. Embrulhada nas promessas não cumpridas de Santana Lopes, mergulhada em decisões que marcarão negativamente o território e o tecido social, embrulhada na propaganda que desceu sobre a cidade sob a forma de enormes cartazes publicitando o óbvio.”
Quanto a Hierro, força homem. Vamo-nos a eles! Se o problema é da Comunicação Social, venha para os Blog’s. A rapaziada de Benfica e São Domingos terá todo o gosto em acolhê-lo.
Esta carta a Carlos não está a sair como eu queria.
O Rapaz do Bairro Alto agora vai para casa a pé. Só lhe faz bem porque está gordo e estas preocupações da política internacional não o emagrecem. Mas uma coisa tenho de reconhecer. A parceria com o meu sobrinho LT tem resultado, até porque todos os outros (disseram-me que são mais de quinze) andam a monte, ninguém sabe deles.
E se aquilo é gente de valia!
Desde tira-dentes a jornalistas, professores a economistas, estudantes a informáticos, deputados a administrativos, há lá de tudo. Estão deprimidos, coitados. Também pudera, ver um PM a ser vaiado por uma multidão daquelas, deprime quase tanto como ver os trabalhadores que são despedidos com a santa benção do Beato da Praça de Londres. (Já sabem que sou desbocada) E aquele Pereira das barbas que ontem só falava meias verdades? Deve ser das asas. Sempre a passear, sempre a passear (e gaba-se!)... um pagode!
O meu sobrinho, agora depois de velho, deu-lhe para a poesia. Já não chegava a que inventava, ainda se pôs a declamar com lágrimas e suor, à chegada do batelão. Apanhou, que é para aprender. Ele que nunca foi dado às letras. Só literatura de cordel! Agora se quiser continuar a blogar vai ter de estudar mais. Bem precisa.
Para acabar, que se faz tarde.
O menino CMC não pode deixar de ir aos lançamentos dos livrecos que andam a ser lançados na Blogolândia com grande furor. É preciso aparecer e dizer quem é. Fazer-se notar e se possível publicar também qualquer coisita. Há sempre quem compre e uns tostanitos vão dando para o pé de meia.
Porte-se bem!
Não ande de submarino nem de helicóptero e quando for ao Benfica vá agasalhado. Andam por aí muitos vírus no ar.
Saudades da
Tia Lólita
(a quem você insiste em tratar pelo nome de Valquíria Hernãndez)
10/27/2003 04:08:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
JPP

JPP deve desconhecer as bases partidárias.
Assim se concebe e transmite o que não é um partido político


O comentário semanal de JPP sobre a carta foi muito interessante. Para ele, só há os pseudo-inconformados e o aparelho partidário.
O caso do PS serviu de exemplo. JPP criticou as vozes, no caso José Lello, que não apreciaram a carta de MMC publicada no DN, afirmando, o comentador dominical de Carnaxide, que são típicas, as vozes do aparelho, no PS como em qualquer outro partido, reagirem sempre desta forma, reprovando, quando alguém vem colocar o dedo na ferida.
Ora, no caso do PS, só um autista negaria a ferida. Ela é visível e não há qualquer tipo de dúvidas que ela existe. Qual é a ferida? A ferida do PS é ter o seu líder pregado a um facto, ao qual inicialmente se prendeu, fruto da emoção do momento, e agora (há muito desligado do processo por defender que a única e possível via são os lugares próprios ? os tribunais), meses passados, o próprio líder pretende, como sempre quis, exercer o seu mandato, quer de líder da oposição, quer, sobretudo, como alternância e não alternativa deste (des)Governo e vê-se confrontado com os entraves sistemáticos ao seu normal desempenho político. Há quanto tempo se ouve uma intervenção política de Eduardo Ferro Rodrigues? Só quem assiste, in loco, ao discurso pode saber o diz o Secretário-Geral do PS. Caso contrário, a(o) cidadã(o) verá Ferro Rodrigues colado ao famigerado processo, por que se encarregam de o empurrar para o caso judicial, sem ele, Ferro Rodrigues, lá estar.
O PS, felizmente, neste caso concreto, aprendeu com o passado recente. Realizar um Congresso como o de 2001 não faz sentido. Houve ou há, por acaso, algum militante disposto a disputar a liderança? Que eu saiba não, mas se há, nesse caso, muito sinceramente, sou favorável ao Congresso. Por isso é que a carta de MMC é descabida de contexto. Congresso para quê? Para aplaudir Ferro Rodrigues? Sinceramente, o país atravessa problemas gravíssimos. Fazer espectáculo televisivo, neste período dificílimo que o país atravessa, seria a resposta mais irresponsável que o PS poderia dar.
Regressando ao comentário de JPP acerca da famigerada carta. Prefere, o eurodeputado, a epístola ao discurso oral. Evidentemente, a missiva tem pontos favoráveis que o discurso não tem, bem como o inverso sucede. Todavia, JPP pretende com esta linha de raciocínio evidenciar outro ponto, o da militância partidária. A militância partidária não ocorre só nos jornais ou na televisão, em que alguns dirigentes dizem de sua justiça e o assunto fica tratado no momento. Os partidos políticos têm as suas bases partidárias, as quais desenvolvem trabalho político, algumas delas bom trabalho político e não é, a maioria das vezes, facto mediático.
No PS, os militantes de base debatem o actual momento e não se atemorizam em manifestar a sua opinião. Os diálogos são calorosos e os pontos de vista expostos são diversos e os militantes não precisam de vir para a Ágora mediática dar pulinhos, de cartão ao peito, dizendo que não concordam com o a actual situação, só para ter sobre a sua face os focos de luz. O debate, entre militantes, realiza-se no local próprio, a Secção de Residência, o espaço, por excelência, da primordial militância partidária. Os partidos políticos não existem só no seu areópago.
Defenda, JPP a militância nos jornais, mas defenda muito mais a militância de base. Só com militância participativa se consegue erradicar, efectivamente, o caciquismo existente nos partidos. Quanto mais se promover o debate, mais um partido é forte e mais o caciquismo tende a desaparecer, visto que este prevalece, normalmente, no seio da ausência de militância de cada estrutura política, onde nem as pessoas, nem os projectos se conhecem, apenas prevalece o interesse de alguns que manobram consoante o seu interesse pessoal e imediato.
CMC
P.S. - JPP mostrou-se indiferente aos assobios que o Primeiro-Ministro recebeu no novo Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Eu, pessoalmente, não gostei minimamente de ver o Primeiro-Ministro do meu país ser vaiado naquela cerimónia. Há cidadãos que devem ter respeito por quem Governa o país. Mesmo não apreciando, como é o meu caso, a sua política, é uma questão de cidadania. Fialho Gouveia soube chamar a atenção de quem não estava a ter uma atitude digna, para com a pessoa e o momento.
10/27/2003 02:05:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Domingo, Outubro 26, 2003
 
Paul Wolfowitz

Eles continuam por aquí

Paul Wolfowitz, o número dois do Pentágono, foi alvo de um atentado no Iraque, do qual saiu ileso. Segundo as notícias, este atentado estava a ser programado há mais de um mês e tinha como alvo o Vice-Secretário de Defesa norte-americano. O ataque foi perpetrado, felizmente o objectivo não foi atingido.
O Iraque está a tornar-se um país mais instável e, concomitantemente, um paraíso para os dementes da Al-Qaeda. Adnan Pachachi, Vice-Presidente do Conselho Provisório iraquiano é peremptório: o “método (de ataque) a que estamos a assistir é desconhecido no Iraque. … Nunca vimos ataques suicidas antes no país. Os iraquianos não costumam suicidar-se. É realmente alguma coisa que vem de fora”.
O mundo torna-se mais perigoso, a cada dia que passa, e os dementes alastram as suas células, querendo implantá-las, nos territórios vulneráveis. Importa relembrar que o Paquistão, potência nuclear, é um dos Estados ambicionados pela rede terrorista do facínora com nacionalidade saudita.
O Ocidente já percebeu que a artilharia pesada acaba por ajudar os energúmenos e que o seu grande aliado é a pobreza. As duas frentes, pobreza e terrorismo, estão marcadas. Se o Norte, com muitas responsabilidades, e o Sul não inverterem este fosso, que tende a acentuar-se, os foragidos continuarão a ser os párias felizes e a factura é cobrada ao/no Norte.
CMC
10/26/2003 07:35:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Fernando Pessoa


São lágrimas! *
(Act. 2003-10-27)

Sem originalidade, até porque não se pretende, passemos aos esclarecimentos:
1.Ter Voz é o projecto com que o actual executivo se candidatou à Secção de Benfica e São Domingos de Benfica. O Blog é só uma sua sub-alínea. O prazo para a realização de todo o projecto é de dois anos, tal como o tempo de duração deste executivo.
2.PC posta por VLX porque VLX não tem (tinha) carta de marinheiro. O LT não leu o intróito da ladainha e falhou o autor (azar dos Cabrais). Fica o pedido de desculpas.
3.A objectiva do Secretariado Nacional do PS (penso que queria dizer Comissão Política Nacional) não faz parte da máquina fotográfica com que entoámos a “Música no Coração”. A nossa máquina é digital e normalmente politicamente incorrecta.
4.O método “des petits pas” é sem dúvida aquele que escolhemos. Não tão “petits” que leve dois anos a transcrever doze estrofes, mesmo com tropeções na pontuação, para atingir a excelência de Pessoa. Por isso ele é o Poeta e nós somos simples militantes escrevinhadores. Se calhar ficaremos pela décima primeira ... o perigo e o abismo...
Visto o Mar Salgado não ser um “humilde junco” (falsa modéstia vossa) mas uma Nau com muitos deuses (embora alguns não encartados) aqui fica mais uma não originalidade, transcrevendo um pouco de Álvaro de Campos (queiram os deuses que a pontuação me não falte):
(…)
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!
Homens do mar actual! Homens do mar passado!
Comissários de bordo! Escravos das galés! Combatentes de Lepanto!
Piratas do tempo de Roma! Navegadores da Grécia!
Fenícios! Cartagineses! Portugueses atirados de Sagres
Para a aventura indefinida, para o Mar Absoluto, para realizar o Impossível!
Eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh-eh!

(…)
LT
PS: Marujo PC: - Nunca nos passaria pela cabeça ter um projecto tão arrojado como o de decorar (e ainda por cima transcrever) o "Mar Portuguez"(nem sequer sabiamos que aquele texto se chamava assim. Pensávamos ser a letra de uma música da Ágata). Mas se nos aventurarmos, seguiremos à risca os três pontos do seu conselho. Um grande Bem-haja!
*Zé Cabra

(Act. 2003-10-27)
Pelo que leio, a mercê também se pratica na embarcação. Não aderne ele a nau porque isto de navegar não é como entrar em medicina. E as tentações deste mar...
Embora correndo o risco de nova não originalidade, em nome de outro Luiz, a VLX (quase dava para jogar) dedico, à laia de boas-vindas, mais um pouco de poesia:
(...)
Mas os fortes mancebos, que na praia
Punham os pés, de terra cobiçosos,
Que não há nenhum deles que não saia
De acharem caça agreste desejosos,
Não cuidam que, sem laço ou redes, caia
Caça naqueles montes deleitosos,
Tão suave, doméstica e benigna,
Qual ferida lha tinha já Ericina.

(...)
Outra, como acudindo mais depressa
A vergonha da Deusa caçadora,
Esconde o corpo n'água; outra se apressa
Por tomar os vestidos, que tem fora.
Tal dos mancebos há, que se arremessa,
Vestido assim e calçado (que, coa mora
De se despir, há medo que ainda tarde)
A matar na água o fogo que nele arde.

(...)
Canto IX (66 e 73)
LT
10/26/2003 03:48:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Recortes


Por que hoje é domingo...

... dia de comentários, nas televisões. O senhor do escarpado dirá, sensivelmente, o que pensa o jurista. O jurista dissertará sobre o tema que o senhor do escarpado comentar. Por isso, logo à noite tem duas versões disponíveis sobre a noite da passada quinta. Para ver a versão curta - prima o botão três, para ver a longa – prima o botão 4.
Com o alvo fixo, importa distinguir o estilo: um lança os dardos, de forma abrupta; o outro, mais malabarista, arremessará os seus dardos de todas as formas possíveis.
A escolha é sua.
Há outra possibilidade. A de não ver nenhum, afinal já sabe o que cada um dirá.
CMC
10/26/2003 01:52:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sábado, Outubro 25, 2003
 
Guernica
Exmª. Srª. Valquíria,

Não tenho o seu endereço para poder retribuir, pela mesma via, o seu nobre e gentil gesto. Agradeço o postal que me enviou de Espanha e sinta, nesta carta, pelos vistos, aberta, o meu agradecimento às suas palavras.
Devo confessar que fiquei muito sensibilizado com a famosa pintura, em tons de cinzento, de Pablo P. A sua escolha não foi, de certeza, nada inocente. Ela, melhor do que as minhas palavras, acaba por traduzir, na perfeição, o estado de Portugal.Guernica
A notícia que leu no domingo, no seu jornal favorito, e eu a pensar que era o ABC, teve repercussão no nosso país. Depois da revista dos E.U.A., os seus conterrâneos deram duas páginas de destaque aos vizinhos ibéricos. Começamos a ser foco de primeira página, lamentavelmente, por notícias nada abonatórias para nós.
De facto, pensa, e bem, que o país está mergulhado no caso judicial, o que em parte está correcto, mas há outra parte, a que tem sido escamoteada da atenção, a que se sente no dia-a-dia, e tende a agravar-se sem sinais de melhoras, o desemprego, para além de todo um clima de instabilidade e agonia. GuernicaO Governo, da mesma cepa que o Governo do seu país, prevê mais desemprego e a isto o Ministro (contra)reformador nada diz. Repare, esta semana soube-se que o desemprego na classe dos professores aumentou 152%.
Quanto ao seu estimado Hierro. Señorita Valquíria, ele tem sido alvo, constantemente, de todo o tipo de manietações. O Homem político não interessa, apesar de, quando se dirigem à sua pessoa, pretenderem, sempre como objectivo, falar com o político. Contudo, a conversa é centralizada no cidadão. Ora, o que se quer é, ouvir o que tem a dizer, o líder dos socialistas portugueses e não o cidadão, se bem que, e importa sublinhar, que são indissociáveis, mas o cidadão tem o seu círculo de amigos próprio, no qual se exprime da forma que entender, como qualquer um de nós.
Sabe, señorita Valquíria, isto faz-me lembrar o que se passou no tempo do Czar Nicolau I. Os russos sempre conceberam o Czar como um Deus, um Ser, enquanto Ser Humano, diferente dos restantes. Um dia alguém viu o marido de Catarina a beber vodka e, a partir dessa altura, os russos souberam que o seu Chefe de Estado também era Humano, como eles, por que bebia vodka.Guernica
Em suma, Portugal não está bem…
É verdade, o seu jovem sobrinho é poeta. No outro dia estive com ele, no Martinho da Arcada, e era ouvi-lo a declamar, na presença e companhia de uma bela dama, poemas de Pessoa. A juventude señorita Valquíria, a juventude, esse poço de virtudes que muitos desperdiçam. Os seus restantes sobrinhos andam um pouco afastados. O nosso futuro cirurgião dentista lá anda na caça à cárie, a sua sobrinha das guerras pacíficas continua a trabalhar na sua gazeta mensal e os restantes estão bem, pelo que soube.
Já percebi que está à espera da vitória de Rafael Simancas em Madrid. Caso isto ocorra, pode andar de transportes públicos gratuitamente, pelo facto de ser abrangida por aqueles que não pagam (até 21 anos e com mais de 65 anos). A propósito, o que pensa a sua Ana B. e o seu Zé Maria desse apoio ao PSOE?!
A carta vai longa, tenho de terminar. Este texto não cabia num postal. GuernicaDespeço-me, informado-a de que a biografia parou devido ao encerramento da editora com quem tinha estabelecido contactos. Já imaginava uma apresentação, como aquela que ocorreu na passada noite em Lisboa, sobre o livro do menino feiticeiro. As pessoas, à meia-noite, a correrem para a livraria… sonho mais perto do estado gasoso do que sólido, por enquanto só mesmo o líquido que vai e vem, sem saber por quem.
¡ Hasta !
CMC
10/25/2003 03:01:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sexta-feira, Outubro 24, 2003
 
GPPS

Cara(o) b,

Claro que o camarada CMC responde ao desafio!
Ora faça favor de ler aqui ou aqui!
Faço questão de frisar e aplaudir as verbas que o Ministério da Cultura, tão mal tratado, vai receber.
Atenciosamente,
CMC
10/24/2003 11:31:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Música no Coração



Música no Coração


Acordo com vontade de correr as verdes pastagens da Áustria, de braços abertos, cantarolando felicidade.
Abro a janela e deparo com um monte de betão e ao longe o verde é cinza, a actual cor de Portugal.

Blog


Opina NunoM que lhe parece apropriado ter a opinião dos leitores sobre quem deverá conduzir os destinos do Partido Socialista.
Ter Voz: Tentámos satisfazer-lhe a curiosidade mas, visto na sua sondagem não existirem nomes como Durão Barroso, Paulo Portas e Manuel Monteiro, pareceu-nos que a questão era tendenciosa e optámos por não votar.

Blog
Adufa Rui MCB que é sempre bom assistir a vitórias românticas, a uma grande vitória da democracia, mas (atendendo até ao facto de não gostar do desempenho global do PS na oposição) prefiro não pagar para ver.
Ter Voz: Nós pagamos. Vai haver uma altura em que a vitória romântica será a grande vitória da democracia. Os militantes de base do PS porque estão habituados a dar a cara não se costumam rever naqueles que mal sabem onde é a Secção onde estão inscritos. O que entendem neste momento é que em vez da palavra resistir, o PS deve usar a palavra actuar. Feitios...

Blog




Abrupta JPP que há muito tempo não via as Plêiades, ou a Via Láctea, ou sequer uma estrela decente brilhando num fundo escuro!
Ter Voz: Nós também não. Temos o azar de, ao contrário dele, não termos as asas que lhe permitem ver qualquer coisa decente no fundo escuro. Que saudades de viajar...

Blog




Espirra POTR (de novo constipado) que está certo que a meritíssima Barracosa no Natal vai receber um peru da meritíssima Oliveira.
Ter Voz: Por aqui acreditamos que além do peru ainda terá no sapatinho o livro "Por quem os sinos dobram"


Blog

Barnabeia CM que quando o PS precisa sobretudo de um programa de resistência e unidade, para fazer face à maior canalhice política (e não jurídica, como se possa pensar) de que alguma vez foi vítima - Carrilho pede um congresso.
Ter Voz: Aguardamos com entusiasmo que no próximo Congresso Ordinário o nosso Camarada Carrilho não assobie para o ar (como costuma fazer). Força Carrilho candidate-se, nós cá estamos para o votar!

Blog


Bloguitica PG que a Comissão Política Nacional do PS aprovou um voto de apoio ao Secretário-Geral, Ferro Rodrigues, o qual mereceu a oposição de três dirigentes (José Lamego, João Soares e Acácio Barreiros) e uma abstenção.
Ter Voz: Aguardamos com igual entusiasmo que no próximo Congresso Ordinário qualquer um deles (incluindo o da abstenção) sigam o conselho que já demos ao nosso Camarada Carrilho. Uma vez mais, cá estaremos para os votar!
Blog






Amarga CM que MMG e MST fazem 25 anos de zanga em comum
Ter Voz: Recomendamos a MST que tenha cuidado com as bocas de MMG


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Madruga PR que lhe apetece dizer: Olha quem fala! Deve querer vestir a pele do enteado. Coitadinho!
Ter Voz: Ficámos sem voz!



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Janela NP que De manhã ataca o chefe e o partido, à noite subscreve a moção de apoio à actual Direcção.
Claramente, a gravidez da Bárbara está a fazer mossa na coerência do Carrilho...
Ter Voz: A quem não faria?

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Veta NF que não seria esta a altura ideal para ressuscitar a velha perseguição antifascista, em que demonstrariam como tudo isto é resultado de o Paulo Portas controlar os serviços de informação em Portugal e de a Ministra da Justiça ser indicada pelo CDS (para além de ser militante)?
Ter Voz: Não se ressuscitam os vivos!


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Navega PC(digo, VLX) que ninguém no seu perfeito juízo pode acreditar que na conjugação de esforços de um punhado de elementos da Polícia Judiciária, uns poucos Delegados do Ministério Público, um Juiz de Instrução e alguns Juizes Desembargadores da Relação de Lisboa, que não se conhecem entre si, esteja ou possa encontrar-se a dita cabala, urdidura ou tentativa de assassinato
Ter Voz: Ó Mar Salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!

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Mata CAA que Mas quando vê Sampaio, Durão, Lacão, Cardona, Louçã, Marcelo, Telmo Correia, e outros que tais a bradarem freneticamente por "serenidade", logo retira duas conclusões.
Ter Voz: Nós retiramos três: 1. que MM não brade freneticamente; 2. que MM não brade serenamente; 3. que MM não brade!


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Espraia Ivan que José Lamego, João Soares e Acácio Barreiros entenderam que a Comissão Política Nacional do PS não deveria ter emitido qualquer documento de conclusões.
(...) O voto condena os ataques "ilegítimos" (através da divulgação pública de escutas telefónicas) de que tem sido alvo Ferro Rodrigues, considerando que atentam contra a Constituição da República, "violando o direito à reserva da vida privada" dos cidadãos.
Ter Voz: Dado que no Iraque as escutas devem estar desactivadas, propomos que a PJ active as escutas aos outros dois. Sempre ficaremos a saber para o que é que eles se estão cagando...
Blog



Parapeita RF que de ti espero herdar a nobreza de carácter, a frontalidade, a seriedade de princípios.
Ter Voz: Também nós, Rita. Também nós!
LT
10/24/2003 12:48:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Il Gatopardo
Déjà vu

Pego no DN e vejo a notícia de uma carta aos socialistas. Pensei para com os meus botões: deve ser outra carta de Alain Touraine, desta feita dirigida aos socialistas portugueses, em vez de dirigir outra carta aos camaradas franceses, como fez no ano de 1996. O assunto desta missiva prende-se, só pode!, com a deslocação, no final do presente mês, do senhor que lidera o Governo gaulês a Lisboa, fazendo-se acompanhar de vários empresários. Assim tinha combinado, o que significa determinado, o seu patrão Jacques com o nosso Primeiro.
Enganei-me. A epístola não era de Alain Touraine. Realmente, ela dirigia-se aos socialistas portugueses, mas era assinada por um socialista português: MMC.
Enquadrado, debrucei-me sobre as letras, concordando com vários pontos focados, mas havia algo que não me era estranho. A alma do texto! Era isto mesmo. Pensei um pouco e foi fácil descobrir a questão que colocava a mim próprio: não li isto em qualquer sítio? Obviamente. Há uns anos as palavras eram análogas. Retrocesso repentino: AG era P.M.; o peixe de O’Neill, ainda sem saber que o era, estava na oposição e MMC prognosticava, no mesmo DN em que li a carta, o descalabro do Governo a que tinha pertencido.
A bilha tantas vezes foi à fonte… Permitam-me, agora, que faça alguma futurologia, lendo as estrelas, como um dia o nosso actual Primeiro leu: vejo escrito, no estrelado do céu, um dia, ele, o peixe de O’Neill, sairá do Governo, bem como aqueles que o acompanham. Daqui a uns tempos, breves anseio, cá estarei para reclamar esta factura.
O tempo mudou, mas a máxima leopardina de Lampedusa continua actual: É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma.
CMC
10/24/2003 03:47:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Sobre a carta de Manuel Maria Carrilho
publicada no DN de 23 Outubro

Na carta aberta aos militantes do PS publicada no DN de hoje (23 de Outubro), em concreto, o Professor Manuel Maria Carrilho só propõe a realização de um Congresso antecipado. O PS tem órgãos, dos quais, aliás, faz parte o Professor Maria Carrilho, com competência para apreciarem convenientemente, e eventualmente decidirem, a realização deste Congresso. Não era necessário começar por apresentar a proposta na Comunicação Social.
Carrilho Mas, o dramático, é o Professor Maria Carrilho, que apela pela contribuição de todos os militantes do PS, não ter ainda compreendido que o problema central do PS não é o da realização ou não realização de um Congresso antecipado, mas sim, o facto da esmagadora maioria dos seus militantes estarem impedidos de contribuir para o renovamento do partido por, mesmo quando delegados ao Congresso, terem possibilidades mínimas ou nulas de influenciar a sua política.
O papel principal dos Congressos é o de eleger a Comissão Nacional, que elege a Comissão Política, que fica a orientar a política do partido até ao Congresso seguinte. Nos Congressos participam cerca de 2000 delegados, dos quais cerca de 400 fazem parte da CN e de outros órgãos dirigentes. Tem sido exigido na eleição da CN a apresentação de listas completas, ou seja, listas com 300, ou 400 nomes. É óbvio que é muito difícil aos 1600 delegados eleitos pelas secções, que chegam ao Congresso quase sem se conhecerem, organizarem-se para apresentarem listas completas. É assim que, há talvez 10 anos, a Comissão Nacional do PS tem sido eleita por lista única. É esta a questão que está no centro do não renovamento do PS.
No último Congresso Ferro Rodrigues faz aprovar uma revisão dos Estatutos que, reduzindo o número de delegados inerentes aos Congressos, foi um passo importante, mas insuficiente. Se Manuel Maria Carrilho quer, agora, contribuir para haver no PS uma participação real dos militantes de base, que apoie numa proposta de alteração dos Estatutos que permita a apresentação de listas incompletas na eleição da Comissão Nacional. Se tal for conseguido, aparecerão listas com militantes vindos de várias regiões e sectores do partido, escolhidos de baixo para cima e não de cima para baixo, que serão a expressão de correntes novas hoje desconhecidas.
E Manuel Carrilho, e outros, sem terem a desculpa que hoje têm de o não fazer por ser praticamente impossível, poderão encabeçar listas e apresentar-se a disputar votos. Veremos, então, aparecer na Comissão Nacional e na Comissão Política correntes de opinião eleitas, e não unicamente resultantes de manobras e acordos de cúpula por cima da cabeça dos militantes. É este o caminho do renovamento do PS e da revalorização da vida democrática no seu interior . O partido tem dois Congressos para o tentar fazer antes das legislativas de 2006. Poderá, talvez, vir a ser o único partido português capaz de o fazer nos próximos anos.
António Brotas
10/24/2003 02:17:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quinta-feira, Outubro 23, 2003
 
Olha a marcha de Benfica ...
acções de formação em cidadania e civismo
LT
10/23/2003 05:24:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Diabo à solta
Late afternoon block 01

Eis senão quando, após os preliminares das divulgações públicas das cousas privadas, começa o jogo.
As virgens vetustas apresentam-se de branco (claro!). O adversário de cinzento.
O árbitro de cabeleira, experimentado em truques de manga, reúne os mancebos.
No banco das virgens sentam-se sereios escamudos, o treinador (aguarda que de novo lhe cresçam as asas) e as Santonetes suplentes (espécie de virgens vetustas em loiro).
No banco do adversário sentam-se enguias beatas, o treinador (aguarda que de novo a glândula de veneno se abasteça) e os Manueis suplentes (espécie de couteiros em bruto).
Nas bancadas a mole imensa ulula em rituais tribais, enquanto aguarda que o sangue corra a rodos.
Na tribuna, as individualidades bebericam, falam entre si, alheios ao que os rodeia.
No camarote dos comunicadores afinam-se os retoques, ensaiam-se as tecnologias, testam-se os misturadores e recebem-se as últimas directivas.
Nos bastidores travestizam-se os interesses e aceitam-se apostas.
Tudo a postos para o grande derby.
LT
10/23/2003 02:58:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Irao
A importância do diálogo

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros alemão, francês e britânico deslocaram-se a Teerão, respondendo, de forma afirmativa, ao convite feito pelo Irão.
O sinal dado por estes três Estados, nas pessoas de: Fischer, Villepin e Straw, foi positivo. Lidar com o Irão requer muito trato e as relações com o país que um dia foi governado pelo Xá, derrubado em 1979 pelo líder carismático até então radicado em França, precisa de um tratamento diplomático de bisturi e não de faca de talho, como é apanágio do grupo de pessoas liderado por Rumsfeld.
O diálogo com Teerão é possível, na pessoa de Khatami e pouco provável com Khamenei. A inexistência do laicismo no Irão é um entrave, mas não podemos, nós, ocidentais, forçar a ditadura imposta deste 1979, a mudar as regras do jogo político interno iraniano a nosso gosto. Porém, importa frisar que o Irão é um país autocrata, tal como Cuba, Myanmar ou a Bielo-Rússia. Não me esqueço Václav.
Quem não apreciou esta deslocação a Teerão foi Washington, mas esperemos que este desagrado só perdure mais um ano na terra do Tio Sam. Almejo que o próximo Presidente, Wesley Clark - espero, devolva aos Estados Unidos a dimensão que Clinton (visitou e discursou no nosso país, mas a atenção era outra!) edificou, interna e externamente. Os norte-americanos precisam de melhor e a comunidade internacional merece uns Estados Unidos dialogantes. 4 anos de G.W.B. foram suficientes.
CMC
10/23/2003 02:27:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quarta-feira, Outubro 22, 2003
 
Frears
Atentados taciturnos

O tráfico de pessoas tem crescido. Apontado como mais rentável do que o tráfico de droga, este novo tipo de escravização aumenta a cada dia que passa e alimenta pessoas sem escrúpulos, gananciosas, preocupando-se, exclusivamente, com o engordar da sua carteira.
Confrontamo-nos, neste virar de milénio, com um dos mais graves atentados aos Direitos Humanos. Este é um problema mundial e não se resolve à escala local. A notícia do Público foca uma parte do problema que afecta o nosso país.
Recomendo, sobre este tema, o filme que estreou na passada sexta-feira, Estranhos de Passagem. Além de ser mais um excelente filme realizado por Stephen Frears, temos uma abordagem do universo de estrangeiros ilegais e da sua exploração, por estrangeiros legalizados, na cosmopolita cidade Londres.
Estes crimes não podem continuar impunes no século XXI.
CMC
10/22/2003 03:30:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Jean-Jacques Rousseau
Respostas pertinentes II

“… quando o nó social começa a afrouxar e o Estado a enfraquecer, quando os interesses particulares começam a fazer-se sentir e as pequenas sociedadezinhas a influir na maior, o interesse comum degenera e encontra opositores, deixa de reinar nas vozes a unanimidade, a vontade geral de pertencer a todos, levantam-se contradições e disputas e a melhor opinião não se faz valer sem rixas.
Finalmente, quando o Estado, à beira da sua ruína, apenas subsiste numa forma ilusória e vã, quando o elo social se rompeu em todos os corações e o mais vil dos interesses se arroga afrontosamente a qualidade sagrada do bem público – então a vontade geral emudece, cada um, guiado por motivos irreveláveis, deixa de opinar como cidadão (como se o Estado jamais tivesse existido) e, sob o nome das leis, são promulgados decretos iníquos, que têm apenas por objectivo prosseguir interesses particulares.
Seguir-se-á daí que a vontade geral esteja anulada ou corrompida? Não, ela é sempre constante, inalterável e pura, mas está subordinada a outras que levam a melhor sobre ela
.”
Jean-Jacques Rousseau
in, O Contrato Social

Cara(o) b,
Afirma, no seu comentário, que o meu texto se desviou do tema central, preferi, segundo a(o) b, as “questões acessórias e laterais” e como já está habituado a este tipo de intervenções e excessos de linguagem não cai na armadilha. Recordo novamente o que escrevi, para quem não subsistam dúvidas - quanto mais armadilhas!:
Tema Central: “Ferro Rodrigues onde está, fala dos problemas do país e os órgãos de comunicação social dão destaque aos pequenos apontamentos que o líder do PS faz sobre um assunto que merece um tratamento recatado.
Por conseguinte, há meses que se tenta desgastar o líder do PS, misturando o cidadão com o político. Sempre que se anuncia Ferro Rodrigues, este não aparece como surge e fala perante os militantes socialistas, mas sim os pequenos apontamentos, sacados a muito custo
.”
Separação de poderes: “o caso judicial foi transportado para o campo político. Noto, lamentavelmente, a falta de alguma cultura. Há quem não (re)conheça a importância de Charles de Secondad, para a colocação de cada macaco no seu galho.”
Se o assunto não está mais do que centrado é por que a(o) b centra o alvo que lhe interessa. O texto que coloquei no passado dia 20 é perfeitamente (considero): claro, evidente e objectivo, parafraseando Descartes.
Se citei inicialmente o genebrino, termino com o espírito jurídico do Barão girondino:
A liberdade política só se encontra nos governos moderados. Mas ela não existe sempre nos governos moderados. Ela só se encontra aí quando não se abusa do poder; mas é uma experiência eterna que todo o homem que tem poder é levado a abusar dele; ele irá até onde encontrar limites … Para que não se possa abusar do poder, é necessário que, pela disposição das coisas, o poder páre o poder. Assim, uma Constituição poderá ser tal que ninguém seja obrigado a fazer coisas que a lei não o obrigue, ou a deixar de fazer aquelas que a lei lhe consinta”.

Caro discípulo do Cardeal Richelieu,
Como hoje estou inclinado para as citações, mais umas:
Cavaco Silva procedeu com alguma inexperiência, julgo, mas de acordo com a sua própria lógica e interesse partidário, que eram, claramente, antagónicos à minha visão do interesse nacional. … considerava [Mário Soares] que o Governo tinha feito um bom e patriótico trabalho, recuperado a economia, restabelecido o crédito externo de Portugal e aberto novas e únicas oportunidades para todos com a entrada na CEE.”
Maria João Avillez
in, Soares – Democracia
A adesão constituiu, discretamente e actuando na profundidade dos mecanismos, longe do “glamour” do borbulhar da política corrente, a mais relevante “reforma estrutural” (para retomar um termo difuso do léxico banalizado pela busca de “glamour” citado) na vida portuguesa do último quartel do século XX, em paralelo com a democratização e a descolonização.”
Ernâni Lopes
in, Portugal e a Construção Europeia
Quanto às legislaturas de António Guterres e a presente, basta ler.
Caro discípulo do Cardeal Richelieu,
Quando frisei os Governos de A.C.Silva não pretendi dar pulos, como muitos gostam de dar, na política portuguesa, como se entre 1985 e 1995 não tivesse existido nada. Houve um Governo minoritário (1985/87) e duas maiorias absolutas (1987/1995).
Por conseguinte, não quis ser tendencioso, caso contrário teria omitido as maiorias do PPD e não é por ficar “bonito”, é para ser rigoroso. Mas, não tenhamos dúvida sobre este ponto: uma coisa é um partido governar com maioria absoluta e outra com relativa. Aliás, a propósito, já se questionou por que receia o PPD governar a só, se essa foi a vontade expressa pelos portugueses nas urnas, em Março de 2002?

Caro Raul,
Estamos muitas vezes de acordo, mas neste caso concreto, discordo do seu ponto de vista. Considero Judite de Sousa uma excelente profissional.
CMC
10/22/2003 02:26:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Terça-feira, Outubro 21, 2003
 
Presidente da República
Comunicação do Presidente da República

"Perante tudo isto - que é muito, e que é o essencial dos desafios que nos estão colocados - não faz qualquer sentido que as prioridades e preocupações dos portugueses continuem a ser, diariamente, secundarizadas, por uma qualquer novela judiciária, tantas vezes com criminosa e despudorada violação do segredo de Justiça, que não pode, naturalmente, ficar impune.
Novela judiciária que nos distrai de todas as outras preocupações e projectos, igualmente essenciais, e acaba por constituir, no alarido criado, entrave de monta a uma administração da Justiça que convença pela sua equidade, pelo seu equilíbrio e pela sua serenidade."

LT
10/21/2003 08:55:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Os estudantes e a Universidade

A situação actual em que se encontra o nosso Ensino Superior é fundamentalmente devida a uma recusa em olhar a previsível evolução global do sistema, a uma total (e muitas vezes voluntariamente aceite) incapacidade para tomar medidas para travar a sua degradação, à recusa de soluções inovadoras e ao feroz silêncio com que foram ignoradas, durante mais de 20 anos, críticas e chamadas de atenção para situações precisas a que era urgente por termo. Cito um exemplo: ouvi, há dias, num encontro que teve a presença de técnicos do Ministério, a informação de que há casos de estudantes que entraram em escolas superiores de formação de professores com a nota de 5 valores no Secundário e delas saíram, 4 ou 5 anos depois, licenciados com 19 valores, nota com que concorreram a concursos para colocação de professores.
Ignorado este tipo de problemas pelos gurus da nossa Opinião Pública, certamente pelo seu pouco interesse, o debate sobre o Ensino Superior trazido ao grande público está hoje, praticamente, reduzido à discussão do problema das propinas, o que facilita um certo “moralismo económico” que assentou arraiais: “não deve ser a Sociedade (ou o Estado) a ter despesas com os estudantes, que estão na Universidade para benefício próprio e são uns privilegiados”.
Esquece-se que os estudantes empenham na Universidade anos de vida que é o seu bem mais precioso, e que a formação que recebem vai, depois, (e ainda bem) ser aproveitada pelo Estado, pelos futuros patrões e pala Sociedade em geral.
Se a Sociedade entende que não precisa de Universidades, acabe com elas, mas se entende que são necessárias, então, aceite que as tem de pagar. Os estudantes das escolas militares não pagam propinas e recebem um salário, e assim deve ser enquanto o país entender que necessita de Forças Armadas. Aproveito o assunto para lembrar uma questão extremamente injusta: os estudantes do Ensino Superior têm o primeiro emprego por volta dos 25 anos. Para terem direito a uma reforma completa têm, assim, de trabalhar até uma idade francamente mais elevada que a maioria dos outros cidadãos. É de inteira justiça que, à semelhança do que se passa nas carreiras militares, para efeito de contagem do tempo de reforma, aos diplomados das Escolas Superiores e outras similares seja contada a duração dos cursos que tiveram de fazer (à custa própria, ou do Estado) para exercer os lugares que vieram a ocupar.
Mas, de momento, olhemos de fora o Ensino Superior. As escolas de qualidade e convenientemente planeada são, indubitavelmente, um dos factores fundamentais do desenvolvimento de um país e das suas regiões. O que infelizmente parece ter sido esquecido em Portugal, é que escolas e cursos sem qualidade assegurada e criados a eito para satisfazer interesses locais, são, também, factores de bloqueamento e atraso que comprometem gravemente o desenvolvimento de um país.
A proliferação e a ligeireza com que se criam cursos e escolas superiores (e a quase incapacidade em suprimir cursos sem alunos) atingiram em Portugal o nível do risível.
Quando a recém empossada Ministra da Ciência e do Ensino Superior diz que pretende por Portugal ao nível dos países avançados da Europa aponta um objectivo fundamental que está ao nosso alcance, mas interrogo-me, sobre quais são as ideias, os projectos e os propósitos (e a coragem, também!) com que pretende por fim, ou pelo menos travar, situações hoje existentes, inteiramente anómalas em termos europeus, e que medidas pretende simultaneamente tomar para assegurar a recuperação e a melhoria futura, que são impossíveis sem crítica, e que provavelmente serão lentas.
Se a ministra não aparecer com propostas verdadeiramente inovadoras que rompam com a lógica burocrática e economicista do sistema e conquistem a adesão, pelo menos de parte dos intervenientes: docentes, estudantes e funcionários, a muito curto prazo ficará reduzida a discutir com os estudantes continuados e sucessivos aumentos de propinas num Ensino Superior cada vez pior e mais caro.
O Ensino Superior de um país só pode funcionar validamente com um mínimo de adesão de parte dos estudantes. Permito-me contar um pequeno episódio, que diz algo sobre a Universidade vista por dentro. Há talvez uns 15 anos, o laboratório da Cadeira de Termodinâmica do Técnico, de que era responsável, foi transferido de um pavilhão para outro. Com o auxílio dos funcionários, os docentes mudaram os equipamentos , mas havia umas grandes bancadas que precisavam de pelo menos 8 pessoas para carregar com elas. A tarefa não competia aos funcionários da escola. Por estranho que pareça, este é o exemplo de um tipo de problemas que a Universidade tem grande dificuldade em resolver. Já tinha começado o ano escolar e estava eu e uma professora ainda sem sabermos o que fazer, quando começou a praxe, dum modo geral moderada, dos estudantes do Técnico. Fui, então, falar com os estudantes mais velhos para lhes pedir para mobilizarem os caloiros para carregarem as bancadas do laboratório e eles concordaram. Recordo a imagem do cortejo com os caloiros a carregarem com as bancadas. Acho que foi um momento em que aconteceu Universidade.
Penso que os estudantes do Ensino Superior devem pagar taxas diminutas de inscrição nas diferentes cadeiras (crescentes quando reprovarem), mas não propinas. Em vez disso, deveriam dar qualquer coisa como 50 horas de trabalho, por ano, à sua escola. É fácil fazer uma listagem de dezenas e dezenas de tarefas em que podem ser úteis e poupar muitas verbas à escolas. Mas sobretudo, assegurando tarefas, poderiam sentir a escola mais deles, mais de todos. E os docentes poderiam, mais facilmente, sentir que são algo mais do que uns simples continuadores dos preceptores do século XVIII, pagos para ensinar ( e exercer autoridade) sobre os filhos das famílias ricas.
António Brotas
10/21/2003 08:55:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Blogger
A Net está como o País.
Mau funcionamentos. Arrelias. Insultos. Bloqueios, muitos bloqueios.
Talvez os arremessos de lama sejam só mais pó para o ar e tudo isto não passe de fome esganada na voragem de protagonismos.
Incapacidade de tolerância e as virgens, sempre as virgens vetustas.
Bloqueios no Fórum Cidade
Jiminy Cricket
PS: Será da Netcabo, do Blogger, da minha máquina, do grampeamento das minhas comunicações? Importam-se de sair da linha? Agradecido!
10/21/2003 04:16:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Parque Mayer

Nada mudou

Agora sim! O Parque Mayer seria devolvido à cidade, aos lisboetas, aos portugueses. Em menos de um ano ele teria as portas abertas. Imagem projectada no mês de Dezembro de 2001.
Hoje, Outubro de 2003, com cerca de meio mandato do actual executivo camarário, liderado pelo candidato, legitimamente sufragado pelos eleitores do concelho de Lisboa, o mesmo que em menos de 12 meses abriria o Parque Mayer, ainda não temos a prometida reabertura.
O antigo projecto, de Foster, foi afastado. Trouxe-se outro arquitecto, de excelente qualidade. Gehry era o nome que iria reavivar o Parque. A escolha é digna de aplauso, sabendo-se, de antemão, que ao escolher este nome a bolsa teria de alargar os seus cordões.
Em suma, o Parque Mayer parece ter voltado ao estado do qual, afinal, nunca saiu. Criou-se uma imagem de que iria aparecer, para regozijo de todos, um espaço novo, combinando o património do passado com a ambição do futuro.
Os lisboetas estão cansados desta peça artificial… ou estará o senhor Presidente à espera do conselho de Godot?
CMC
10/21/2003 02:42:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Recortes


Recortes

“Numa democracia não devia existir nenhum poder político incontrolado. Ora, a televisão tornou-se hoje em dia um poder colossal; pode mesmo dizer-se que é potencialmente o mais importante de todos, como se tivesse substituído a voz de Deus.”
Karl Popper

“… o visível prende-nos ao visível. Para o homem que vê (e apenas vê), o não-visto não existe. … Mas a televisão que nos informa melhor é também, infelizmente, uma televisão atípica. A televisão típica é toda ela centrada no ver. E aquilo que nos é dado a ver – repito – pode muito bem enganar.”
Giovanni Sartori

“Como se oculta hoje a informação? Através de um aumento de informações: a informação é dissimulada ou truncada porque há demasiada para consumir. E não chegamos mesmo a apercebermo-nos da que falta.”
Ignacio Ramonet

“A deontologia cedeu o lugar à competição mercantil, amoral e implacável. … A televisão é hoje, mais do que nunca, uma janela aberta para a “esperança trágica” de que falava Edgar Morin, por oposição à ideia de esperança na salvação. A televisão criou e consolidou este contexto paradoxal: originou a solidão individual, não comunicante, vazia de valores e de sentidos, e agora tem que a povoar com o seu mundo de imagens e sons em perpétua comunicação unilateral.”
José Jorge Letria

“Agradar. Aqui está uma palavra essencial em televisão. Agradar para seduzir. Seduzir para convencer.”
Judite de Sousa
“O papel da imagem é altamente ambíguo. Porque, ao mesmo tempo que exalta o acontecimento, o faz refém.”
Jean Baudrillard

Não façamos dos jornalistas um bode expiatório. Eles fazem-nos falta, muita falta. Sem eles que informação teríamos?
Os recortes apenas pretendem levá-la(o) à reflexão e lembrar que a profissão de jornalista não é um emprego como os outros, segundo Daniel Junqua e que eles, jornalistas, estão em vias de extinção, informa-nos Ignacio Ramonet, conhecedor do meio.
O espectáculo de imagens deve preocupar-nos e muito. Não é só o nacional, o internacional também é patente, enquanto nós, por cá, centrávamos as atenções nas escutas, o desaparecido Bin Laden deu mais um sinal de existência ameaçando como é seu apanágio o Satã ocidental.
Andamos a ser marcados há muito tempo e sem nos apercebermos disso, transformamo-nos em marionetas do produto que nos é dado a ver.
CMC
10/21/2003 04:21:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Cartas

Respondendo a alguns comentários pertinentes

Cara(o) b,
Diz que não fui ao âmago da questão. Pois então, qual é o âmago senão aquele que é o mais evidente e manifesto: anular a todo o custo a intervenção política de Ferro Rodrigues?
O líder do PS, Eduardo Ferro Rodrigues, tem feito intervenções constantes sobre os problemas que afectam os portugueses e o país e destas intervenções, apenas uma ou outra é alvo de uma pequeníssima reportagem. O caso judicial é digno de primeiras páginas, como se o nosso país não tivesse mais nenhum problema. Mas, talvez esteja equivocado e a(o) b deve ter conservado jornais, entre outros, das legislaturas socialistas e rege-se por eles. O trabalho do então Ministro, sobretudo da Solidariedade, foi de tal qualidade que só resta, aos que não pretendem ver, criticar o trabalho feito.
Porém, para si os 6 anos de Governo PS não existiram, foram um desgoverno. Só esta visão traduz a sua postura face aos factos. Em 6 anos convergimos com a UE, actualmente divergimos. Deve ser uma questão de campeonatos, como aludiu no seu texto. Há quem prefira lutar pela Taça das Cidades com Feira, hoje inexistente, e há quem prefira, como eu, para Portugal, a Liga dos Campeões, onde já estamos, e em grande parte pela determinação dos diversos Governos socialistas (Soares, Guterres). Obviamente, que as maiorias de Cavaco Silva também têm uma cota parte importante neste campeonato, por que qualquer Governo, aprecie-se ou não, desenvolve trabalho. Este inclusive.
Não consigo ter, nem quero, o seu dom maniqueísta, convencendo-me que uns fazem tudo e outros nada fazem. Campeonatos! Como se tudo fosse só preto ou branco.

Cara(o) Santa Cita,
Aguardo os seus comentários e que eles possam ter a qualidade, como teve a equipa orientada por Vítor Hugo.

Caro Nuno P,
Noto que se preocupa e fez questão de o mencionar, mesmo que por vezes os comentários, como aquele a que alude ao texto do LT, não o constatem de forma clara.
O seu texto “Entretanto…” coloca, de forma evidente, o que mais nos deve preocupar. Pensa que o PS não tem abordado estes temas? Digo-lhe: tem. Dir-me-á: onde, quando? Digo-lhe: não dão cobertura a estas notícias, as preocupações centram-se nos excertos colados, tentando criar um guião que faça sentido ao telespectador.
Fiquei a saber que pensa por si, com a cabeça e não o coração. Não se esqueça Nuno, para além da nossa racionalidade, somos seres pejados de sentimentos. Por isso: Razão e Coração.
P.S.- Reparei que os comentários regressaram ao “Janela para o Rio”. Óptimo!
CMC
10/21/2003 02:10:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Segunda-feira, Outubro 20, 2003
 
Brasil


Caros,

Depois de duas semanas de lua-de-mel, repartidas entre o Brasil e a Holanda, volto à Ocidental Praia Lusitânia. E pelos 5 minutos de noticíario que pude ver, isto está ao rubro.
Que venha o Congresso extraordinário. Que a oposição da oposição se assuma. De qualquer forma ainda vai demorar uns dias até eu perceber realmente o que se passa.
Depois do maravilhoso Brasil e do país perfeito: tb conhecido por Holanda. Cá estou.
Caros, infelizmente, ainda estamos a anos luz deles. E a continuar com este governo....
Vou ler jornais....
FG
10/20/2003 11:49:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Janela

A janela que não se preocupa

Passei por alguns espaços (“blog’s”) e reparei na falta de aflição do Nuno P. Sinceramente Nuno, pensei que estivesse mais preocupado com o país em que vive do que com os problemas sanitários. Percebo que se deixa guiar pelo professor dominical e está no seu direito. O que não calculava é que não pense por si.
Mal está um partido político, seja ele qual for, que tem de dar resposta a uma pequeníssima frase sem contexto. Um partido político tem dar respostas às dificuldades do país, não a um concurso que passou para o horário nobre.
Se liga ou não ao PS, o problema é seu. Mas, quando quer ausentar-se da responsabilidade cívica, a sua escolha é notória, pouco se importa com o país em que é cidadão. Recordo-me sempre de Brech: ele nunca se preocupou, mesmo quando foram buscar o vizinho, mas um dia bateram-lhe à porta.
Se me permite, deixo-lhe o conselho: ainda não se apercebeu das palavras que determinados políticos estão a usar? Se a resposta é não, recomendo-lhe atenção, pois nós, portugueses, precisamos de respostas concretas aos graves problemas que se têm acentuado e não de panaceias. As fugas costumam terminar no precipício e penso, que nós, não queremos fazer jus às palavras do antigo jogador do Futebol Clube do Porto, que, segundo ele, deu o passo correcto.
CMC
P.S.- Como os comentários do Nuno P. estavam desactivados, coloquei aqui o texto.
10/20/2003 04:22:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Telefone

Os últimos dias têm sido férteis em revelações telefónicas.

Eduardo Ferro Rodrigues foi eleito a voz mor dessas escutas, incluindo o seu desabafo. Pelos vistos, chegou-se à conclusão que um líder partidário também emprega termos vernáculos, palavra assim condecorada pelos inúmeros comentadores e jornalistas, nas suas conversas pessoais. Mas, para este assunto, se não se importa, defequemos sobre ele, pois não bastará a realidade demonstrar, até ao tutano, quem é que evacua perante o segredo de Justiça? Basta um pouco de atenção e veremos quem não tem pudor, quanto mais preocupar-se em utilizar papel higiénico.
De facto, todos estes acontecimentos cheiram muito mal. Notícia após notícia, todas elas destiladas com cuidado, toma-se conhecimento dos factos sobre o caso do número dois do PS. Sobre esta matéria, continuarei sem escrever uma única palavra, por entender que a Justiça não é um jogo de setas, em que se acerta um pouco próximo ou distante do centro do alvo. Mesmo que se acerte perto ou distante, todos os palpites não passam disso mesmo, palpites. Em Portugal, há quem jogue muito às setas. Como não tenho jeito nem o pretendo adquirir, prefiro ter uma opinião, de há muito e não de agora, sobre a Justiça: acredito na Justiça portuguesa.
Todavia, o caso judicial foi transportado para o campo político. Noto, lamentavelmente, a falta de alguma cultura. Há quem não (re)conheça a importância de Charles de Secondad, para a colocação de cada macaco no seu galho.
Paulo Pedroso foi detido e Ferro Rodrigues falou. Alguns, certamente, queriam que ele sorrisse, provavelmente como sorri o Ministro do Trabalho face aos números do desemprego. Desde esse dia, da detenção do seu número dois, Eduardo Ferro Rodrigues tem sido alvo, constantemente, de questões sobre o caso em curso. Onde quer que ele estivesse, onde quer que ele se deslocasse, lá vinha o mesmo rol de questões. Uma ou outra vez foi mais o Ferro Rodrigues cidadão e amigo de Paulo Pedroso a responder do que o Secretário-Geral do PS a falar, ainda que Ferro Rodrigues fosse questionado como líder do PS. Qualquer pessoa de bom senso perceberia.
O Verão entrou, os fogos consumiram o país e Ferro Rodrigues era apupado, por todos os comentadores e jornalistas pelo facto de ter tido um discurso longo, na sua reentre em Portimão. Disseram, na altura, que falou sobre muitos temas. O tempo de discurso, 40 e tal minutos, já não se utilizava, enfim, nada do que o líder socialista tinha dito prestava.
Estive em Portimão e Ferro Rodrigues abordou, realmente, muitos assuntos, por que eram, e ainda continuam a ser, os grandes problemas de Portugal. Não sei como é que queriam que ele abordasse tantos temas em uma dúzia de minutos. Para fazer uma fuga para a frente, 2010, como fez o Primeiro-Ministro, esquecendo-se dos problemas do país, para isso, mais valia estar calado e para ter discursos ocos, como teve o líder do segundo partido da coligação, sinceramente mais valia ter ficado em casa.
O Verão termina e Eduardo Ferro Rodrigues cede uma entrevista à SIC – Notícias. Durante o café, várias vezes a jornalista, Clara de Sousa, instigou o Secretário-Geral do PS a responder às questões sobre o caso Paulo Pedroso. A todas elas, Ferro Rodrigues disse não querer manifestar a sua opinião. As suas preocupações são para com o país, algo que não alterou, até hoje, desde que chegou à liderança do Partido Socialista.
Escutas As escutas, uma vez mais, são do conhecimento público. Para onde se desloca Ferro Rodrigues, surgem, incessantemente, as mesmas interrogações. Ferro Rodrigues onde está, fala dos problemas do país e os órgãos de comunicação social dão destaque aos pequenos apontamentos que o líder do PS faz sobre um assunto que merece um tratamento recatado.
Por conseguinte, há meses que se tenta desgastar o líder do PS, misturando o cidadão com o político. Sempre que se anuncia Ferro Rodrigues, este não aparece, como surge e fala perante os militantes socialistas, mas sim os pequenos apontamentos, sacados a muito custo. Na semana passada tive oportunidade de estar em Odivelas, na II Convenção Autárquica do PS local. Ouvi a intervenção do Secretário-Geral do PS. Falou em muitos problemas do país. No próprio dia e no seguinte, vi e li nos órgãos de comunicação social apenas uma pequeníssima parte da intervenção de Ferro Rodrigues, por mero acaso, note bem!, os principais temas aflorados na sua intervenção não passaram em nenhum órgão de comunicação social. Nem um único assunto sobre as dificuldades que o país atravessa e que foram proferidos. Depois há pessoas que aparecem em público a dizer: o homem está colado ao processo, não se houve uma única ideia, ele não faz oposição. Lamentavelmente, as intervenções políticas de Ferro Rodrigues são omitidas. Ontem, por exemplo, esteve nos Açores. Só me apercebi da sua intervenção política, o que não foi fácil, quando uma voz, do locutor, se sobrepunha à de Ferro Rodrigues, estando este sem um plano principal, dizendo o líder do PS algo sobre o Orçamento de Estado. Esta parte apenas passou quando um canal de televisão aludiu à reeleição de Carlos César para o cargo de Presidente do PS/Açores.
Um diário publicou o descontentamento de alguns dirigentes do PS. Deveria ter nomeado quem o fez. A transparência é um valor para ficar só nas palavras ou deve-se praticar? Antes que acenem com a deontologia, salvaguardando as fontes, deviam preocupar-se com a imagem e qualidade que prestam aos leitores.
Se há, realmente, militantes socialistas que não apreciam esta liderança, que digam abertamente, sem qualquer pudor. É fácil criticar, dizer que não presta, que não serve, que não tem perfil. Assobia-se para o lado e espera-se que o poder caia nas mãos. Há políticos que já deviam ter tirado uma grande lição das últimas eleições legislativas: quando se espera que o poder caia nas mãos, pretendendo o poder pelo poder, algo não irá correr bem, por que não há projectos, ideias, um rumo traçado. Não nos basta o Governo actual como exemplo do mais indesejável que deve haver em política?
Os problemas que o país atravessa são graves. O desemprego aumenta e a convergência com a UE está a tornar-se uma divergência. O país ardeu e não há responsáveis. Estamos num período fulcral no futuro político da Europa e não se debate nada. As pessoas estão a ficar mais deprimidas, mais insatisfeitas, sem um pingo de esperança e o que vemos todos os dias é que entramos no trilho da agonia. Um jornal espanhol de grande tiragem traça o nosso quadro mais perto do grito de Munch. Uma revista norte-americana alude às brasileiras de Bragança. Imagine-se, neste país, em que o fosse entre o litoral e o interior tende a aumentar.
Ferro Rodrigues tem sido incansável, tanto aponta os problemas como apresenta soluções. Se dessem mais importância ao que o político propõe, neste momento tão deprimente, talvez o trajecto do país fosse outro. Há quem prefira viver na zombaria constante. Do PS, e em especial do seu Secretário-Geral, continuarão a contar, como têm contado há 30 anos, com a determinação de alcançar um país melhor, mais solidário, do que este estado em que nos encontramos.
CMC
10/20/2003 03:46:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Mata-Mouros?





Mata-Mouros


O Ter Voz agradece a distinção com que o Mata-Mouros nos quis galardoar esta semana.
Imerecida, porque não se trata de desespero mas sim de indignação.
Lamentamos não poder retribuir, mas assim que instituirmos avaliações não deixaremos de lhe atribuir o prémio Juan Mancebo Furtado (isto dos mancebos tem que se lhe diga...).
Jiminy Cricket
10/20/2003 01:35:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
?

Já alguém ouviu dizer que o Ministério Público mandou investigar quem, lá de dentro, passa os segredos de justiça para os jornais?
Já alguém ouviu a Ministra da Justiça pronunciar-se sobre as fugas de informação relativas ao segredo de justiça?
Já alguém reparou que os comentadores do regime não abordam estas questões quando se sentam à frente das câmaras de televisão e debitam pseudo análises dirigidas ao assassínio político de dirigentes das forças políticas da oposição?
Já alguém reparou que o Orçamento de Estado para 2004 já entrou na Assembleia da República?
Já alguém reparou que MRS disse hoje nos seus comentários que Portugal não irá ter influência no regime jurídico de Timor e que se esqueceu de frisar que essa é uma das muitas falhas do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros?
Já alguém reparou que as aulas ainda não começaram em muitas Faculdades Portuguesas?
Já alguém reparou que Portugal é a chacota do Mundo? (TIME e El País)
Ainda alguém se lembra que o País ardeu este Verão?
Ainda alguém se lembra que já caíram diversos Ministros deste Governo devido a actos muito pouco recomendáveis?
Ainda alguém se lembra que todos os dias vão para o desemprego mais umas centenas de trabalhadores?
Ainda alguém se lembra do caso Moderna?
Já alguém reparou que a culpa de tudo isto é do actual Governo e dos Partidos que o suportam? (PSD+CDS)
Jiminy Cricket
10/20/2003 01:00:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Domingo, Outubro 19, 2003
 


Estou-me cagando

Estou-me cagando, disse o jornalista da SIC, para a deontologia jornalística.
Estou-me cagando, disse o ministério público, para a deontologia da justiça.
Estou-me cagando, disse a democracia, para os liberdades fundamentais.
Estou-me cagando, disseram as virgens da blogosfera, para quem a virgindade intelectual é mera figura de retórica.
Estou-me cagando, dizem os amigos quando falam entre si.
Os segredos de justiça estão-se cagando para os cidadãos que vêm nas páginas dos jornais as conversas que têm com os amigos, em privado, entre si.
Neste Portugal miserável, onde nem a PIDE tinha tanto poder, é possível ver transcrita a intimidade dos cidadãos, exposta nos ecrãs da incivilidade, nas letras tipográficas dos jornais comerciais, nos comentários de quem se está cagando para tudo e todos, com uma calendarização perfeitamente estabelecida e programada de forma a que se incuta a ideia de que todos nos estamos cagando para aquilo que de mais importante temos. A nossa intimidade, o nosso recato, a nossa conversa com os amigos.
Vivemos uma realidade de terror.
Será que se alguém das polícias ou das secretas resolver filmar as relações sexuais da jornalista que tão pudicamente revelava uma conversa entre amigos, e a passar nas pantalhas para o mundo inteiro saber o que ela na intimidade diz ao seu marido, com orgasmo ou sem ele, se foi por cima ou por baixo, se palavreou ou não, se lhe pediu mais ou menos, é o objectivo da transparência e aquilo que os cidadãos pretendem para poderem dormir melhor?
Começo a ter vergonha do País a que pertenço. A nossa vida pessoal não pode ser alvo de devassa por poderes que não dominam a informação que detêm em segredo.
Ninguém está seguro em Portugal.
A normalidade democrática está em crise. O que espera quem tem de a defender, para agir?
Somos todos reféns do grande Big Brother que nos controla os movimentos. Estamos perante o terrorismo de Estado. Alguém estará a filmar a minha janela? Alguém estará a ouvir as minhas conversas? Alguém irá vender essas imagens e palavras para todos saberem o que faço e penso?
Começo a estar-me cagando para esta forma como se estão cagando para a minha intimidade.
LT
10/19/2003 05:13:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Adelia Cortina

Porque hoje é domingo, dia de descanso, perdoar-me-ão o manejo de categorias filosóficas, que estão presentes no meu quotidiano, porque me recuso a desistir da utopia.
Filósofa e especialista em ética Kantiana, estudiosa da Escola de Franckfurt, Adela Cortina repete-nos que chegou o momento dos filósofos transformarem o mundo, assumindo a crítica como uma tarefa emancipadora e a missão de construção da utopia comunicativa.
As categorias em presença ajustam-se á minha preocupação pelo caminho da “coisificação do mundo da vida” que cada dia que passa no transmite o actual sistema comunicativo.
Ao contrário do que Habermas defende na sua Teoria da Acção Comunicativa, não parece existir em Portugal nem vontades nem caminhos para a superação das patologias da sociedade em que vivemos. A comunicação em geral e os feitores de opinião parecem submetidos a uma lógica de interesses inconfessáveis, que utilizam com eficácia os instrumentos de progresso técnico, mas se subtraem aos confrontos racionais. Pergunto-me se qualquer forma de ocultação da justificação não denota em si mesma, pouca preocupação ética?
A comunicação social fala de todos nós transmitindo uma imagem de sociedade infeliz, o que me leva a supor que temos o imperativo moral de voltar ao terreno da ética e suas categorias para por em causa um certo egoísmo burguês. O que domina todos os níveis da sociedade e utiliza os actos comunicativos sem argumentação fundamentada.
Os actos comunicativos não podem ser reduzidos ao mero desejo de participar. Eles devem corresponder às necessidades de conhecimento no sentido em que Habermas aconselha, ou seja, não reduzindo a ideia de imparcialidade a um mero equilíbrio de forças.
A praxis emancipadora só é possível mediante um projecto de racionalidade que harmonize linguagem e conhecimento.
Rosa luxemburgo
10/19/2003 11:31:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Dogville
Dogville

Lars von Trier não nos deixa de surpreender. Ao ver Dogville sentimos que estamos a ler um livro, no futuro, em que as páginas, sem terem o preto borrado no branco do papel, mostram-nos o desenrolar da narrativa.
Os anos passam e Trier apura o seu sentido. A crueza das relações humanas são captadas e expostas, desta feita sem provocar o choque visual de outros filmes, como Ondas de Paixão. Esta película vai em crescendo. A fermentação é lenta, entrando em ebulição nos capítulos (o filme está dividido em nove capítulos e um prólogo) finais. Confrontamo-nos com a mesquinhez humana, sentimos a hipocrisia, de um grupo de cidadãos de uma pequena terra, servindo-se de uma foragida (Grace - Nicole Kidman) a seu bel-prazer.
Os habitantes de Dogville, nome da localidade primorosamente construída para a tela, vivem da aparência. Um conluio que pretende suster as adversidades de um espaço tendencialmente insustentável. Mas, se Grace é nomeada a altruísta, cargo suportado a troco de não ser denunciada às autoridades corruptas, para se manter afastada do perigo que a persegue desde a sua chegada àquela localidade, acabamos por constatar que Grace é uma pessoa igual às de Dogville.
Trier deixa a questão no ar: quantas vezes não estamos em Dogville, sendo por vezes, nós, os seus habitantes?
CMC
10/19/2003 01:53:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sábado, Outubro 18, 2003
 
Olhos


Abre los ojos


A sociedade contemporânea empurra-nos para uma azáfama constante e premente. Por exemplo, as novas tecnologias permitem-nos estar mais perto, mas, por vezes, acabamos por estar mais longe… mais longe do Eu que participa no Nós e também do Nós que foge do Eu. A exígua linha do singular e do colectivo metamorfoseou-se, encontrando-se hoje no mundo do invisível e só a muito custo a linha é percorrida por aqueles que a procuram. A pessoa e o grupo tendem a ausentar-se, e esta simbiose, característica do Ser Racional que respira, surge e revela-se no espectro do individualismo extremista, acabando por anular a própria personalidade, exibindo-a na face sem rosto.
O fim-de-semana empresta-nos o tempo que nós despedimos durante a semana. As pausas acabam por ser grandes avanços, muito maiores, em relação aos vários passos que pretendemos dar. Como disse Teixeira Pascoaes:a grande ilusão da vida moderna, composta de fumo e ruído, pode interessar a pupila dos vossos olhos, mas não a luz do vosso olhar.
Desejo um bom sábado na companhia de um domingo tranquilo.
CMC
10/18/2003 03:29:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sexta-feira, Outubro 17, 2003
 
Os boletins com cruz colocada II
Acabo de ver, ou melhor, de ler, em nota de rodapé, na RTP, que os E.U.A. não estão tranquilos com o sucedido no Azerbeijão, especialmente os conflitos que se têm propagado com as manifestações de descontentamento.
A OSCE é mais evidente e considera o acto eleitoral à margem das normas.
Fica feito o reparo.
CMC

Arzebeijão
Os boletins com cruz colocada

As eleições no Azerbeijão correram como previsto. Feito o cozinhado triunfou quem tinha de ganhar. Russos e norte-americanos precisam de ter mão, sobretudo neste momento crítico, numa das zonas nevrálgicas do Cáucaso. Questionará: porque estão a Federação Russa e os E.U.A. interessados no pequeno Estado banhado pelo Cáspio? Gás, petróleo… está tudo entendido! As eleições eram tão importantes que até a esposa de Vladimir P. se deslocou a Baku, capital azeri, para fazer campanha. A ex-república soviética fica com a família Aliev: o pai, na Presidência, e o filho, como chefe de Governo.
Como cidadão europeu, proponho aos chefes de Estado da Bielo-Rússia, Ucrânia e Azerbeijão que formem um grupo de defensores da verdadeira democracia musculada, e se quiserem, também ajuda a compor o ramalhete, convidem o antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, não é o senhor Martins da C., refiro-me ao de Gorbachov, que pode colocar uma cunha, o actual Presidente georgiano, Eduard Shevardnadze, para contribuir com alguma corrupção georgiana. Que quarteto: Lukashenko, Kuchma, Aliev e Shevardnadze, apadrinhados, naturalmente, por Vladimir P.
A podridão soviética ainda se respira nas antigas repúblicas da União e por mais que as democracias ocidentais queiram influenciar a mudança nesses Estados para uma Democracia efectiva, são, precisamente, os pregadores das boas maneiras os primeiros a acomodar-se à situação existente, para além do afónico incentivo que dão ao estado do Estado.
CMC
P.S.- Obrigado Paulo, pelo texto 597, esquecia-me por completo do resultado que foi fabricado nas margens do Cáspio! Agora com o regresso do essencial Internacional, fechado, há tempos, por ordens circunstanciais (a falta que nos fazia!), mas o Nacional não esquece o tema principal do irmão, agora de volta ao activo.
10/17/2003 03:21:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Lisboa-Rio



Diz José Magalhães no Fórum Cidade:

"O populismo jetset que domina o executivo camarário decreta, actua, adia, acelera com impressionante indiferença em relação aos destinatários das decisões. Essa redução dos cidadãos à condição de administrados (receptores passivos, privados de dimensões activas de cidadania), a consumar-se, seria uma perigosa regressão, que nos mergulharia em métodos arcaicos de governação, tirando voz aos moradores (ou pondo tampões nos ouvidos dos governantes)”.
Pois é, Magalhães!
Talvez fosse boa política, já que Santana Lopes insiste em gastar o nosso dinheiro na publicidade ao seu ego, que a mandasse pintar no chão.
Pelo menos teríamos alguma informação enquanto nos desviamos dos buracos da calçada e tentamos escapar aos dejectos caninos que invadem a cidade (alguns já lá estão hà tanto tempo que o desvio já é automático!).
Tenho aqui, à minha frente, um aviso para pagar até ao fim do mês a taxa de conservação de esgotos. Quando no ano passado foi preciso desentupir um esgoto público que causou gravíssimos prejuízos nas garagens do meu prédio, tivemos de contratar uma empresa, porque a Câmara não dispunha de equipamentos.
Cada vez tenho mais dúvidas se devo ou não pagar esta taxa.
Estou tentado a enviar o “talão de Controlo” acompanhado da factura dessa empresa e assim dar por pago um serviço que me não foi prestado (Uma Taxa pressupõe um serviço, não é?)
Mas é como diz José Magalhães:
"... a indiferença em relação aos destinatários das decisões..."
LT
10/17/2003 01:11:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quinta-feira, Outubro 16, 2003
 
João Paulo II

25 anos de Pontificado

Os maus têm em geral grande poder contra os bons, e muitas vezes oprimem os bons; os maus exultam, enquanto os bons sofrem; os maus são orgulhosos, enquanto os bons são humilhados”.
Santo Agostinho

Num quarto de século à frente do Estado mais peculiar, o cidadão polaco e cristão universal, Karol Wojtyla, foi um dos artífices da nova ordem mundial. Contudo, a nova ordem não é a que este Homem quer, outro mundo deseja, mas, agora, resta-lhe lançar a ponte para o futuro, por que todos estamos de passagem por esta Cidade Terrena, esta assembleia de pecadores, a caminho da Cidade Celeste, onde a verdadeira Paz, Justiça e Bem reinam, segundo Santo Agostinho.
CMC
10/16/2003 07:57:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Parque Mayer

A tirar o pó da pasta do Casino?

PSL prefere perder as eleições a entrar numa espiral em que não tem pé financeiro. Esta posição prende-se, sobretudo, com o Parque Mayer, por causa dos montantes da contratação do arquitecto Frank Gehry.
Ora, esta atitude demonstra que em breve teremos, quase de certeza, mais novidades sobre o futuro da capital. Só o próprio PSL e os seus estrategos sabem quando devem tirar mais uma carta da manga (Casino?) e nessa altura aproveitam e semeiam mais uns cartazes, para além dos que já estão cravados.
Ao afirmar que não há verbas para contratar Frank, P.S.L. pode querer reaparecer com o Casino, tema que tem andado esquecido, depois de já ter tido inúmeros poisos na cidade. Provavelmente, mais dia, menos dia, acenar-se-á, outra vez, o Casino como a única tábua de salvação, o passaporte monetário que permitirá dar viabilidade ao objectivo pretendido, ter Gehry como pai do novo Parque Mayer.
Por conseguinte, P.S.L. sabia, como todos sabem, que ao contratar o arquitecto canadiano uma grande fatia do orçamento seria para pagar o nome Gehry. P.S.L. sabia, como todos sabem, que a obra embelezaria aquele espaço nobre da cidade, projectando-o internacionalmente. P.S.L. sabia, como todos sabem, que o novo Parque Mayer, com a chancela deste arquitecto, seria um orgulho, não só para os lisboetas, mas para todos os portugueses. P.S.L. sabia que ao prometer Roma e Pavia num dia muito não faria. P.S.L. arranjou uma galinha dos ovos de ouro, transmitindo a sensação que tinha a panaceia para os males do concelho.
Chegado, quase a meio do mandato, nem Parque Mayer, pelos vistos nem Gehry, nem o seu estimado Casino. Quanto ao último, ainda bem que está arredado de imposição, os dois primeiros devem preocupar-nos, pelo facto de ser uma ambição de todos nós e não só de alguns.
Talvez P.S.L. não perca as próximas eleições autárquicas por que não será candidato. Prefere esperar pelas eleições de Janeiro de 2006. Mas, a bota que tem de descalçar não é fácil, pois importa mostrar algo, obviamente visível, da sua passagem pela capital. O Túnel é um logro como o próprio sabe melhor do que ninguém. Como tapará ele este buraco que agora abre no centro da cidade, podendo exibir, por outro lado, uma obra que marque e fique ligada à sua presidência? Este será o seu grande desafio durante os próximos anos.
CMC
10/16/2003 02:06:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Yang Liwei

Em órbita

Era o nome de um programa de rádio que me marcou na adolescência.
Hoje não foi música. A China lançou a seu primeiro voo tripulado e a bordo da Shezhou-5, Yang Liwei deve estar a espreitar o Planeta Azul.
Em Portugal também entrámos em órbita.
Sucedem-se os lançamentos bombásticos e, se é verdade que as pessoas sentem na mesa o aperto a dilatar, mudam as dietas para as escandaleiras e boatices que os noticiários servem à hora do jantar, entremeados com enlatados, novelas e Big Brother’s.
Um País secular transformado na risota do Mundo.
Todos em órbita, saudando o Camarada Yang Liwei.
LT
10/16/2003 01:21:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quarta-feira, Outubro 15, 2003
 
LeucemiaLeucemia
Embora sem tempo (e sem saber) para escrever sobre o assunto, não poderia deixar de associar o TER VOZ a este repto feito por diversos blogues. (Arte de Opinar, Adufe e Aanes entre outros)
Fica um modesto contributo indicando um site Brasileiro (Associação da medula óssea) onde é possível entender melhor esta doença e um outro link ao Centro de Histocompatibilidade do Sul - Centro coordenador da LUSOTRANSPLANTE (Portugal)
LT
10/15/2003 02:38:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Almada Negreiros-Auto Retrato
Basta pum Basta

Face a mais uma notícia deste (des)Governo, no ano 2004 o desemprego vai continuar a crescer. Lembrei-me - ainda me questiono sobre a aparição repentina deste lusitano no meu pensamento, de José Almada Negreiros. O Manifesto-antiDantas primeiro, o Ultimatum depois.
“Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrizinho, basta ser muito delicado, e usar cuco e olhos meigos!” (Manifesto Anti-Dantas – Basta pum basta) Há muito tempo, desde que o peixe de O’Neill chegou à liderança política do país, os portugueses apelam ao Basta de desemprego e obtêm a resposta contrária. Não, não basta, dizem-nos sem o afirmar, nomeadamente o Ministro paradigma da (contra)reforma. Ele tem de aumentar!
Tudo pelos números, nada contra os números.
Sem sombra de dúvidas, o Trabalho e o Social neste (des)Governo aumentaram inversamente em relação às políticas anteriores que tinham estas áreas como fundamentais no desenvolvimento do país. O crescimento destas áreas foi tanto que atingiu números negativos, que aos poucos e poucos começam a ser congelados.
Tudo pelos números, nada contra os números.
O peixe de O’Neill, na encantadora ilha da Madeira, disse qual seria o défice de 2004: 2,8. Se estivesse presente a Ministra láctea, certamente que as casas decimais seriam preenchidas.
Tudo pelos números, nada contra os números.
Almada Negreiros deixou às gerações vindouras, do século XX, no seu Ultimatum Futurista, as seguintes palavras: “Eu não tenho culpa nenhuma de ser português, mas sinto a força para não ter, como vós outros, a cobardia de deixar apodrecer a pátria.” O país não pode apodrecer mais!
É tempo de dizer chega, Basta, segundo Almada Negreiros, a esta política cega que só olha a números e apaga as pessoas da sua primeira e crucial prioridade.
Basta pum basta, primeiro as cidadãs e cidadãos.
CMC
10/15/2003 01:55:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Forum Cidade
O Blog do Fórum Cidade já publicou esta semana, textos de Guilherme d’Oliveira Martins, Paulo Prazeres Pais e Acácio Pires (Quercus). Seguem-se Elza Pais e José Magalhães.
O Fórum Cidade define-se como um espaço de debate político e social aberto a todos os cidadãos e desenvolverá, para além do Blog, debates públicos, exposições documentais e artísticas, tertúlias e acções diversas relacionadas com Lisboa.
Acácio Pires apela no seu texto de hoje, à subscrição de um documento para requerer à Assembleia Municipal a realização de um referendo sobre o túnel das Amoreiras.

(Acesso à página de recolha de assinaturas com um clique sobre a imagem seguinte)
Referendo Túnel
Jiminy Cricket
10/15/2003 01:41:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Terça-feira, Outubro 14, 2003
 
Livro
Leitura indispensável

Esperava ver, no domingo, o filme de Lars von Trier. Não consegui, porém, caro Orlando Guerreiro Baptista, voltarei ao tema assim que tragar a película.
A passagem necessária pelas Amoreiras levou-me a visitar a Bulhosa, na qual adquiri o livro escrito por José António Saraiva – Confissões de um director de jornal. Pensava eu, e mal, que leria as primeiras páginas da obra e ficar-me-ia pelo início, regressando a elas no dia seguinte, ou noutro dia, logo que me obrigasse a mergulhar na tinta que tingiu o branco das páginas. Surpresa das surpresas. O livro tem o condão de prender o leitor, desde o começo até ao fim e de uma penada li o livro.
Não estamos habituados a um José António Saraiva tão íntimo, como nos primeiros capítulos, revelando factos familiares que são, aprecie-se ou não, parte da história contemporânea do nosso país. Os vultos do pai, António José, e do tio, José Hermano, são prova deste facto, o que, por si só, é uma surpresa agradável, conhecer a relação que os dois irmãos mantinham. Depois, a sua chegada à direcção do Expresso, a relação com as diversas personalidades, realço a comparação que José António Saraiva faz entre Vicente Jorge Silva e Alberto João Jardim, bem como os laços pessoais e profissionais com Francisco Pinto Balsemão, entre outros, como a figura de Teresa de Sousa à porta do seu gabinete, hilariante.
Quem se interessa pela política portuguesa, nomeadamente o período 1975/1995, deve ler este livro. A escrita, como nos diz o Director do Expresso na apresentação, é “dura, despojada, directa ao osso”.
CMC
10/14/2003 02:15:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Segunda-feira, Outubro 13, 2003
 
As contas do Estado

Estamos a aproximarmo-nos da discussão do Orçamento do próximo ano. Começam já a surgir os números da discórdia.Eurosl
Estamos em crise e em crise vamos continuar. Independentemente do que se vier a revelar, é já claro que vamos continuar com um défice próximo dos 3%, défice esse ainda mais grave do que tem sido, visto que a Sra. Ministra já não tem mais onde cortar. O desemprego vai continuar a aumentar. O programa para combater o desemprego, anunciado com pompa e circunstância no Porto, a meio de Agosto, ainda não apresentou resultados (acho que ainda nem sequer saiu da gaveta).
Estamos cada vez mais mais a perder competitividade em relação á Europa. O aumento das taxas moderadoras da Saúde assim como um aumento despropositado das propinas em nada vão ajudar os portugueses.
Espero que o Sr. Primeiro Ministro se lembre que foi eleito pelos portugueses para melhorar a qualidade de vida destes e não para servir de contabilista-mor. As contas, os défices e as dividas têm efeitos reais nas vidas dos portugueses, mas pior que isso é o preço que estes têm de pagar para irem ao hospital, ou para darem uma vida melhor aos seus filhos através da educação.
O PS tem vindo a repetir isto quase desde as eleições legislativas, mas infelizmente o Governo parece ter desenvolvido uma surdez crónica. Parece-me que o tratamento para esta surdez terá de vir dos estudantes, dos professores, dos desempregados, enfim de todos aqueles que têm sofrido com este Governo que, também infelizmente só têm vindo a aumentar...
J&B
10/13/2003 05:57:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Domingo, Outubro 12, 2003
 
O Xeque na peugada do Mate

O Prémio Nobel, ou Nóbel como prefere acentuar o nosso nobelizado Saramago, entregue a uma iraniana não deve surpreender.
Nobel A entrega do Prémio tem sido marcada pela ultra-politização do acto. Basta recordar o que sucedeu no ano passado, quando a Academia escolheu Jimmy Carter. Encontrávamo-nos numa situação muito peculiar. Os E.U.A. estavam determinados, e tempos depois materializaram a sua posição, em atacar o Iraque. O antigo Presidente democrata sempre manifestou o seu repúdio para com as instruções dos actuais inquilinos da Casa Branca.
A Academia atiçou mais o imbróglio e ofereceu o prémio ao nacional, personalidade com peso político, que estava contra a atitude do Presidente do seu país no caso iraquiano e já é sabido como os norte-americanos se unem quando o país toma uma atitude, seja ela certa ou incorrecta, salvo alguns Chomsky’s que fazem ouvir o seu protesto, vozes estas que só vêem, pelo lado tácito dos E.U.A., demonstrar aos irmãos democratas ocidentais, como a terra do Tio Sam é uma grande democracia, que é, pela existência de pessoas contrárias à vontade geral da população.
Este ano, ao escolher o Irão, ou melhor, uma iraniana, há sinais, em breve, a retirar desta atribuição. Os vários e preocupantes factores: a questão energética; o conflito do israelo-palestino; o conflito no Iraque; têm caminhado para Teerão, que de seu, do ponto de vista genuíno, só o primeiro caso é de sua pertença, os restantes casos gravitam.
Espero que os acontecimentos não sigam o mesmo caminho do caso iraquiano, por que o presente Irão não é o Iraque dos últimos tempos de Saddam. Todavia, não deixo de notar que os ingredientes explosivos estão todos reunidos: o comité islâmico iraniano, Ariel. S. e G.W.B.
A ocorrer este confronto, alguém, que não ocidentais e islâmicos, pode ficar com o xeque, não, por enquanto, o xeque-mate, da política internacional.
CMC
10/12/2003 11:50:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
J.P. Nettl



Rosa do Luxemburgo

Porque hoje é Domingo e as pessoas estão mais disponíveis, convém lembrar aqui a personalidade de Rosa de Luxemburgo.
Faço-o porque a história ainda não conseguiu redimir de todo esta corajosa mulher vítima de uma lenda que satisfaz comunistas ortodoxos e nacionalistas.
Se tiverem interesse leiam a Biografia de RL escrita pelo inglês J. P. Nettl - 2 vol. da Oxford University Press ou a referência que lhe faz Hannah Arendt em "Homens em Tempos Sombrios".
Rosa sempre esteve á frente do seu tempo como mulher e como política e ninguém perdoou que uma polaca desse cartas no PSD da Alemanha. Rosa é para mim uma referência global porque foi uma visionária em muitos aspectos. Citando Arendt a história acabou por lhe dar razão relativamente ao papel da União Soviética e dos bolcheviques.
É tempo de resgatar RL de uma sombra e colocá-la no lugar que merece na História do Ocidente.
Se o Século XXI for de facto o século das mulheres, então demos-lhe o lugar que tem por direito.
E por falar em direito, os Direitos Humanos e das Mulheres falam de novo no feminino com a atribuição do Nobel.
RL
10/12/2003 11:35:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Mais um repto de Lars von Trier
Ver um filme de Lars von Trier é um enorme desafio. O que podemos esperar deste Dogville? Um murro no estômago como em Ondas de Paixão? Um enigma como no Europa? Ou um passo de dança míope, demasiado agoniante, tipo Dancer in the Dark? Deduzo, pela apresentação que vi, que não tem o estilo zombeteiro como o inteligentemente concebido Idiotas.
Basta ser de Lars von Trier para ver o filme, e se a ao homem do Dogma 95 acrescentarmos a presença de Nicole Kidman, o interesse aumenta.
CMC
10/12/2003 02:17:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sábado, Outubro 11, 2003
 
Blogs

Blog...blog...blog...(actualizado)

Depois de uma volta pelos Blog's de referência (meus, claro) deixo sete ou oito dicas que me interessaram especialmente:

Solsistência - Helena Thadeu continua a escrever com a alma aberta e o português de que gosto;
Adufe - Para além da qualidade habitual, transformou-se, com a passagem para .pt, num verdadeiro serviço público;
Mata-Mouros - Com uma referência importante sobre o trabalho "Introdução Constitucional à Constituição Europeia" a que acrescento "O Projecto de Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa";
Veto Político - Que saúdo no seu regresso (Já estávamos preocupados);
Abrupto - Que nos informa da mudança dos "Estudos sobre o Comunismo" para .pt;
Barnabé - Que continua a publicar imagens sensacionais que me deixam sempre na curiosidade da fonte e hoje nos encaminha para um Post que nós iamos lançar aqui (embora a questão a levantar se prendesse com o acompanhamento na caserna, do mancebo que nunca foi à tropa) (Blog já na esquerda);
O País Relativo - que transcreve um Post do "A Praia" (actualizando: ... o post do Blogame Mucho e a chamada de atenção da Bloguítica Nacional ao texto de Ana Gomes);
Blogue dos Marretas - Com mais uma tirada certeira sobre as manchetes das notícias;
O Anarca Taciturno - que de Constipado passou a Alucinado.
LT
10/11/2003 09:15:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Carlos do Carmo
Canoas do Tejo (ouvir em Fado.biz)
Link's a não perder : Fado e At Tambur (aqui e aqui)


40 anos a cantar Lisboa

Lisboa é mais bela quando ouve o dedilhar de uma guitarra. Lisboa é mais alfacinha quando o Fado se faz ecoar nas suas ruas e vielas. Lisboa fica mais fascinante quando se encontra deleitada à beira Tejo, perscrutando a voz de quem a sabe cantar.
Carlos do Carmo sabe, como poucos, cantar Lisboa, por que a vive, a sente e a exibe, cantando, com o orgulho e carinho de quem ama esta cidade.
Quando ouvimos Carlos do Carmo sentimos a Alma de Lisboa. Pela sua carreira, 40 anos, resta-nos elogiar o Homem e o grande Fadista.
Parabéns Carlos do Carmo pela distinta carreira!
CMC & Jiminy Cricket
10/11/2003 06:10:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Há pessoas que já deviam ter saído do Governo e ainda lá estão

“Mudar, mudar depressa, mudar sempre mais, num mundo em mudança. Os nossos ouvidos andam atordoados com esta nova máxima do viver.
Nada tenho contra a ideia de mudança. Sobretudo se não constituir um fim em si próprio. Mas sempre com uma condição: que não ponha em causa a nossa vida!”

A.B.F.
in, Do lado de cá, ao deus-dará
DesempregoO desemprego aumenta e parece uma notícia banal, algo que acontece. Pronto. Sigamos em frente, atrás do cherne.
Não, senhor Ministro. Não. Basta. Vossa Excelência sorri e quanto mais sorri mais pessoas são despejadas no desemprego. Há meses que a taxa não deixa de aumentar; há meses que galgamos a escadas e estamos mais próximos de atingir o topo, da União, em matéria de pessoas sem emprego; há meses que fala para o ar e continua a rir. Seja fiel às suas palavras e não coloque em causa milhares de vidas de concidadãos portugueses.
Muitos vociferam com o caso da filha do Ministro e os contactos com o outro Ministro. Isto é grave? Sim, é. Mas muito mais grave é o que se passa em vários lares, o que as câmaras de televisão não cobrem por que não é notícia, como se ficar no desemprego fosse a coisa mais trivial no mundo. Mais milhar menos milhar, que diferença faz? A si, senhor Ministro, pelos vistos, faz pouca, aos milhares de portugueses, que infelizmente sofrem este terrível sentimento, faz muita.
Como não tem nada contra a mudança, senhor Ministro, faça um favor ao país: saia e não regresse. Dedique-se ao que gosta, por que de política, nomeadamente social, o senhor Ministro não tem qualidades. Chega de desemprego. Chega de fugas para a frente. Chega de reformas que mais não são do que retrocessos sociais.
CMC
10/11/2003 04:50:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Coisas que gosto








6ª Feira


São coisas, só coisas, mas são coisas de que gosto.
Coisas de Portugal em que me perco fixadamente.
Ás vezes em contemplação, silêncios,
outras mergulhado em sons envolventes.
Miguel Telles da Gama, Peter Baliko, Mário Novaes, Arraiolos, Manuel Amado, Feijó e Dom Carlos de Bragança
São algumas, das muitas coisas de que gosto.
E hoje ainda mais gosto porque é 6ª Feira, amanhã é Sábado e depois é Domingo.
LT
10/11/2003 12:02:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sexta-feira, Outubro 10, 2003
 

Constituição Europeia e revisão da portuguesa

A prestação mensal do P.M. está a revelar toda a fragilidade de um governo que escolheu usar a lógica ilógica do senhor Bush. Já conhecem o diálogo do menino americano com o seu pai antes de ir dormir?
Pois bem, Durão Barroso quer dar cartas, baralhar e impor regras próprias esquecendo que em democracia as regras têm que ser as mesmas para todos os jogadores em presença. Na verdade apenas quer que o PS se comprometa em facilitar-lhe uma revisão constitucional porque está cada vez mais perto das posições autoritárias e neoliberais do PP.
Uma Constituição enquanto Lei Fundamental não deve ser revista superficialmente para dar resposta a interesses particulares de ideologias que não servem o interesse da maioria do povo português.
Soares - CEESomos pelo referendo enquanto instituto, mas não devemos proporcionar ao PSD a oportunidade gratuita da revisão constitucional que ficaria ainda mais descaracterizada. Um referendo em simultâneo com as eleições europeias nada acrescenta ao processo de esclarecimento sobre a Constituição Europeia em construção. Todos sabemos que é o momento eleitoral menos apelativo do sistema político português. Também não devemos esquecer que cabe a Durão Barroso e ao Governo de Cavaco a ignorância quase total dos temas europeus e a sua redução à questão dos subsídios. O ideal político da Europa não constituiu uma questão de convicção e por isso entrámos na UE apenas com o objectivo comezinho de ir buscar apoios .O PS tem-se esforçado por divulgar a ideia de Europa como uma causa desde Mário Soares que subscreveu a nossa adesão ao Mário Soares deputado europeu de hoje, passando por muitos outros missionários desta causa como Helena Torres Marques ou António José Seguro.
Mas as questões da Constituição Europeia estão ainda muito verdes e precisam de muitos debates no interior do PS. O texto preparado pela Convenção é defeituoso em muitos aspectos e nomeadamente a respeito da igualdade de género não consagrando sequer o adquirido comunitário nesta matéria. Temo que a CIG pelas sensibilidades governamentais nela representadas consigam ainda piorar o texto.
O PS deveria estar mais activo nestes assuntos. Aguardo que o Ter Voz possa por mais gente a discutir este tema.
Rosa Luxemburgo
10/10/2003 01:49:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
O espião que lidera o frio

Em meados de 90, do século passado, dois terços do mundo questionavam sem encontrar resposta plausível: depois deste Presidente indizível quem será o seu sucessor? Tchernormirdin, Primakov? Qual dos dois seria o próximo líder desse país continente? Kirienko era um imberbe, falhou redondamente, e Boris tem de encontrar um sucessor, ele não tem condições, sobretudo físicas, para continuar a chefiar a pátria da águia bicéfala.
Vladimir PutinUm dia, um sujeito, discreto, com um semblante alvo, apareceu ao lado de Boris que o nomeou para chefiar o Governo russo. Vladimir P. Quem era Vladimir? A primeira sensação foi: quem é este funcionário? Mais parece uma personagem, e como é de Sampetersburgo, saída de um dos contos de Gogol. Não. Vladimir foi agente da KGB. Três letras mágicas que mudaram a ideia que se podia ter daquele homem: K – G – B. Cuidado. Tem escola. O que se podia esperar deste antigo agente, que estivera vários anos na Alemanha de Honecker? Ainda estava bem presente o baile de Primeiro-Ministro que Boris fizera desfilar em Moscovo. Mais um, seria?
De facto, aquele homem discreto, o eleito por Boris para lhe suceder no cargo, que deveria assegurar a inviolabilidade da família de Boris, que entretanto por obra e graça da bebida tinha enriquecido, mostrou, primeiro aos russos, depois, ao mundo, que a Rússia tinha um Chefe. Vladimir fez esquecer Boris e a Rússia, depois de vários anos à deriva, encontrava um caminho, que seria, e ainda é, árduo, difícil, mas com um homem à frente do leme.
Hoje, Vladimir é um político respeitado em todo o mundo. Tanto se dá com G.W.B., como cumprimenta o insano Kim filho. Tem interesses no Irão, como passeia com Monsieur Jacques. Acolhe Herr Gehrard e pode beber algo com Jin Tao.
Nas pequenas simbioses políticas/simbólicas internas, ao amansar os irados, como no caso do hino, mudando a letra e ficando o som da gloriosa CCCP que o formou, ou como agora, colocando uma estátua de Andropov numa das ruas de Moscovo, Vladimir pisca o olho aos eleitores de Ziuganov; aos grandes magnatas, que pretendiam consagrar-se na política, aperta-lhes o cerco e alguns só encontram condições emigrando; aos tchetchenos, residentes na pia da Rússia, como a considerou um dia Vladimir, não obtém grandes triunfos sobre a determinada resistência, mas impõe o seu emissário; nas eleições locais obtém triunfos duvidosos, como sucedeu recentemente na antiga Leninegrado. A nível externo tem a ambição de querer um mundo dependente da sua pátria. Recorde-se a proposta apresentada, recentemente, a G.W.B.: ser uma empresa petrolífera (Gazprom) russa a grande exportadora de petróleo para os E.U.A., empresa esta, que durante estes dias também é acenada ao chanceler alemão.
Ora, G.W.B. sorriu perante as palavras do líder russo, mas sabe, melhor do que ninguém, que seria o suicídio norte-americano depender da Rússia, por isso, lá continua na sua cruzada no Golfo, enquanto Herr Gehrard interessa-se em aprofundar as relações com o Estado mais oriental da Europa, afinal milhões de euros de empresas germânicas estão na terra dos czares.
Vladimir corre para mais umas eleições, legislativas no final deste ano e presidenciais no próximo, com a ambição de triunfar em todas as frentes, resultado que provavelmente obterá.
A Rússia trilha o caminho do pódio e Vladimir é o grande timoneiro. A escola soviética e a idolatria czarista são os pilares do arrojo do espião que lidera o frio.
CMC
10/10/2003 02:16:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quinta-feira, Outubro 09, 2003
 
Teresa Gouveia


Cultura e ambiente

Ainda dizem que este Governo é insensível à cultura e ao ambiente.
Para demonstrar o contrário lá se foi buscar a substituta do costume para tapar os buracos.
Desta vez faremos cultura e ambiente no exterior. Talvez no Iraque.
Boa sorte Sr.ª Ministra.
Que Santo Expedito a proteja (e Santo António e São Jorge, protejam o resto dos portugueses)
LT
10/09/2003 01:57:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Prisão
O curso da justiça

Paulo Pedroso foi liberto.
Foi liberto de um erro judicial.
Foi liberto a bem da justiça em Portugal, dos direitos dos cidadãos, da democracia, do Estado de Direito.
A justiça que o Partido Socialista reclamou desde o primeiro momento, acabou por funcionar.
Infelizmente, durante algum tempo, essa justiça errou. Foi corrigida pelas instâncias competentes.
Que Paulo Pedroso ainda não foi julgado, já todos sabemos.
Paulo Pedroso nunca se opôs ao seu julgamento. O PS também não.
Foi ele que, na Assembleia da República, se pôs à disposição da justiça, Foi com essa mesma naturalidade que hoje, ao ser corrigido o erro, lá foi. Nunca de lá devia ter saído.
Nem ele, nem nenhum dos leitores deste Post, por muito inocentes que sejam, os que ainda não são arguidos mas podem passar a ser a partir do momento em que alguém os aponte na rua, pode ser indiferente a uma prisão de quatro meses que foi decretada injustamente.
É mais que sabido que ele, como qualquer um de nós, tem de ser presumido inocente até que os tribunais façam prova em contrário.
Por isso os Socialistas e penso que muitos não socialistas estão satisfeitos por se ter cumprido a justiça.
Que a justiça, agora reparado o erro, siga o seu curso.
LT
10/09/2003 01:49:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Ter Voz
Ter Voz

É um Projecto do actual executivo da Secção do Partido Socialista em Benfica e São Domingos de Benfica.
Um dos capítulos desse projecto refere-se à abertura que as Bases do PS devem fazer à sociedade em geral, promovendo a interacção e o debate entre si e com os outros cidadãos.
O Blog Ter Voz pretende ser uma das formas de concretização desse objectivo.
Sendo um espaço de liberdade de expressão, responsabiliza cada um dos autores dos textos pelo seu conteúdo, não vinculando o Partido Socialista ou a Secção de Benfica e São Domingos de Benfica.
Este esclarecimento que já em tempo foi referido, mantém-se em vigor.
Esta é a razão para todos os Post's serem assinados.
Jiminy Cricket
10/09/2003 01:45:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
A colecção e os cromos de José Manuel

A notícia do dia ofuscou o resto do panorama político nacional, mas convém não esquecer o que o partido liderado por José Manuel defendeu, em matéria de eleições europeias, ou alguns dirigentes do partido determinaram, a crer pela notícia publicada pelo Público, que noticiou a indignação de um dos históricos e fundadores do PPD, Miguel Veiga.
CromosMas, para além da defesa da coligação, ou seja, os dois partidos que compõem o Governo concorrem em lista própria no próximo acto eleitoral, Europeias 2004, José Manuel entende que o referendo, da Constituição Europeia, deve ser realizado no mesmo dia das eleições.
Quanto à lista única a apresentar nas próximas eleições, compreendo a sua existência, devido à parceria governativa, mas não entendo a junção. Será que a UE do PPD é igual à UE deste CDS? Sinceramente, não tapem o Sol com a peneira. Um tem traços federais, outro tem uma postura nacionalista. Conjugáveis, ideologicamente? Lembremo-nos por que é que o CDS foi expulso do PPE. O dedo do actual Ministro de Estado e da Defesa inspirou a posição política do então líder do partido, o actual futuro Presidente do Partido da Nova Democracia. Se recuarmos um pouco, apenas umas semanas, não nos esqueçamos do refazer da História do CDS, que mais não foi do que uma estória muito mal contada, só a tragou quem quis. Alguma vez, os actuais dirigentes do partido do Largo do Caldas apregoam a Europa como entendia Francisco Lucas Pires ou concebe Diogo Freitas do Amaral? Nem de longe, quanto mais de perto. Ora, o PPD, que sempre foi um defensor da Europa, como o antigo CDS o foi, membro do partido político com mais acentos no Parlamento Europeu, PPE, que entrou para esta grande família política pela mão de Francisco Lucas Pires, concorre coligado com este partido que em relação à Europa é céptico, ou calmo, ou esclarecido? Aquelas várias versões são uma caixa oca. É mais provável que seja um partido europeiamente esclerosado.
Em suma, defendem o mesmo?, o que os distingue?, quais são as bandeiras do PPD e quais são as do CDS para a UE? Se são as mesmas, duvido muito, receio que José Manuel esteja totalmente dependente dos passos do senhor que preside o partido do Largo do Caldas. O que não deve estar muito distante da realidade. 8% a mandar!
Realizar o referendo no mesmo dia das eleições europeias? Não basta a trapalhice de juntar o inconciliável e ainda quer adicionar mais um factor, importantíssimo, ao debate, aqui sim, esclarecedor, que deve ser feito? José Manuel, o adágio não se aplica ao caso, por isso não queira matar dois coelhos de uma cajadada. A eleição tem o seu espaço próprio e o referendo deve realizar-se num período em que haja condições para debater e reflectir o que está em causa e não se pode sujeitar a pressões eleitorais. Fazer um referendo às três pancadas não serve nem os portugueses, que ficarão, a sua grande maioria, na mesma no que a assuntos europeus diz respeito, nem o país.
Esta posição assumida, por um partido com enormes responsabilidades, demonstra o apego ao poder. Sem um rumo, sem um projecto, apenas e tão só o poder pelo poder. Nunca pensei que adoptassem o mimetismo do companheiro de coligação.
Finalmente, a nova Ministra dos Negócios Estrangeiros. É uma pessoa simpática, inteligente, mas que considero não ter perfil para a pasta, espero sinceramente estar enganado. O tempo dirá. Contudo, a escolha é prova de quais os recursos humanos que José Manuel tem ao seu dispor.
Pedro Abrunhosa, no prefácio do livro de Luís Filipe Menezes (“Sulista, Elitista e Liberal q.b.”), cita o autarca de Gaia e não deixa de ser verídica a afirmação do líder da concelhia de Gaia do PPD: “Nesta democracia somos livres de escolher. Só que só o podemos fazer entre os cromos do catálogo.” José Manuel já não tinha cromos para a troca e agora, tenta, na medida do possível, para completar a caderneta, desenhar no espaço vazio do cromo em falta, como sucedeu no lugar das Necessidades. José Manuel esquece-se que alguns dos cromos que tem colados na caderneta já não colam e com o passar dos dias são outros cromos que começam a perder a aderência e com o passar do tempo, é a presente colecção que fica ultrapassada. Tenho a sensação de que ela já está caduca.
CMC
10/09/2003 01:18:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Paulo Pedroso
Regozijo

O regozijo Socialista só será pleno quando o MP retirar as acusações sobre Paulo Pedroso, se o fizer, ou quando este for absolvido, se o for, quando for julgado, se o for.
Paulo Pedroso é um cidadão inocente, sempre o foi e será até trânsito em julgado de uma sentença condenatória.
Regozijam-se por ora os socialistas pela sua libertação, mas lamentam o seu tardar.
Ora vejamos: A apreciação deste recurso resulta de uma imposição do Tribunal Constitucional. Este recurso data de Julho. Paulo Pedroso desde Julho que devia estar em liberdade. O que levou o Juiz desembargador Trigo Mesquita a recusar-se a apreciá-lo? Quem repõe estes três meses a Paulo Pedroso?
E sublinhe-se para que não haja desatenções: Paulo Pedroso é o ÚNICO arguido que viu um tribunal superior atender a sua pretensão.
Dá que pensar!
AM
10/09/2003 12:32:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quarta-feira, Outubro 08, 2003
 
Estamos a viver uma semana histórica em Portugal.

Em primeiro lugar devido ao “ACORDAR” da comunicação social quanto as repetidas falácias deste governo e dos seus membros, fielmente representadas pelo triste episodio dos ministros Pedro Lince e Martins da Cruz.
Em segundo, pela tão esperada libertação do nosso camarada Paulo Pedroso, que nos dá um alento para voltar a acreditar na justiça e nos seus mecanismos de salvaguarda sobre os despotismo de um qualquer Juiz menos bem intencionado ou menos bem preparado para o exercício do poder judicial.
É por isso importante construir uma frente coesa que prepare o Partido Socialista para retomar a Governação e ajudar Portugal a transpor este período tão difícil que Portugal vive e afastar Durão Barroso do cargo de Primeiro-Ministro.
Saudações Socialistas
João Roseta
10/08/2003 09:07:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Tira 1

Pedroso Ferro

Tira 2
Jiminy Cricket
10/08/2003 08:11:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Incompetência

Um pouco na senda da desmistificação de Suas Excelências, CMC num Post mais abaixo, Zeka noutro que se segue e J&B para acabar, desmontam a incompetência de um poder deslumbrado na impunidade que a arrogância enquadrou.Alianças
Todos nos lembramos das dificuldades e das segundas e terceiras linhas que foram necessárias desbravar para se construir um poder de chefe fraco, aliado (e cada vez mais comandado) pelos lideres da Santa Aliança.
PSL fazia ainda ontem no seu part-time televisivo a defesa da Lei que não presta e como tal não é para cumprir. Até o jornalista que o entrevistava se viu na obrigação de lhe perguntar se não compete aos políticos alterar as Leis quando verifiquem que elas estão mal.
Como podemos ter um comentador televisivo à frente do Município da capital. Como poderá este homem ambicionar Presidências, jurando a Constituição, se depois, porque não concorda com alguns aspectos nela contidos, a não cumprir, ou pior, violá-la?
Voltemos à desmistificação e proponho a leitura de um texto que Helena Serras Gago publicou hoje num matutino. Pecou, só por tardio.
É que competência não são jogos de poder, manobras de diversão, controlo da opinião, disfarces de desenvolvimento, encobrimento de défices
LT
10/08/2003 01:42:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Alianças
Alianças
Do outro lado do Atlântico, do país de Lula, um abraço do vosso camarada Filipe Gil. Vejo, do Estado da Bahia, que a cena politica portuguesa está escaldante, e tento explicar aos brasileiros que Portugal atravessa um crise política sem precedentes por causa do Governo de um "cara" que mete água todos os dias.
FG
10/08/2003 03:42:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Naufrágios
José Manuel vê, agora, o céu que os portugueses sentem desde que ele chegou

Sem saber muito bem como, José Manuel D.B. chegou a Primeiro-Ministro. Obteve um resultado histórico para o seu partido, na noite de 16 de Dezembro de 2001. Nunca, no nosso país, um partido político tivera um resultado tão expressivo, numas eleições autárquicas, como teve o partido liderado por José Manuel naquele dia, pelo menos até hoje. Mérito dele?, desmérito do adversário, que se denomina PS? A segunda hipótese é a mais viável.
O resultado das urnas demonstrou, de um ponto de vista geral, não uma eleição autárquica, mas um referendo ao Governo do país. Os cidadãos queriam uma mudança. António Guterres interpretou, melhor do que ninguém, aqueles resultados. Fez o que a sua consciência ditou. Só os espíritos pouco independentes não compreendem esta postura.
NaufrágiosPor conseguinte, cada partido tinha de arregaçar as mangas, as eleições antecipadas vinham a caminho e só o partido de José Manuel estava em posição dianteira. A máquina estava oleada, de Dezembro a Março era só um pulo, bastava dar seguimento ao ritmo imposto nas autárquicas.
A partir do último mês do ano de 2001, o céu estrelado não estava tão nublado como aquele que tinha visto quando Marcelo lhe entregou, de bandeja, as chaves de um palácio, no bairro da Lapa. As nuvens desapareciam do seu horizonte e José Manuel, todas as noites, até Março, desde de Dezembro, olhava para o azul-escuro e só ele via o que estava escrito, pois só ele conseguiu ler no firmamento que um dia seria Primeiro-Ministro.Naufrágios Estava ali, escarrapachado, bem perto das suas visões, aquele mandamento, que ele, um dia, não sei se na adolescência, ou mais tarde, quando se filiou no partido de que hoje é o Presidente, inscreveu nas estrelas do céu.
Bravo. Alcançou, com dificuldade e sem astrolábio, o que queria, ser Primeiro-Ministro. Todavia, José Manuel e os seus companheiros tiveram de admitir na sua embarcação uma tripulação capitaneada pelo senhor que uns anos antes tinha sido, para muitos dos navegantes da Lapa, um corso, para tentar levar o barco a bom porto. Naufrágios
Ora, é aqui, na embarcação assumida e nos companheiros acolhidos que José Manuel não pensou, pois o mandamento da constelação nada tinha dito. O antigo Presidente do partido, como se fosse um miúdo, arranjava, todos os domingos, os melhores cromos da bola, no caso da política, para o Governo, que o próprio José Manuel fez questão de os apresentar em período de campanha eleitoral. Eles seriam magníficos. Ministro da Economia: António Borges; governante com grande envergadura: Manuel Dias Loureiro; etc, etc, etc. Um Governo de estrelas, tipo a actual equipa do Real Madrid.
Nem Real Madrid, nem estrelas. Só o José Manuel, a Manuela e um grupo de personalidades de segunda categoria, com algumas excepções. Prometeram-nos o Rossio e ofereceram-nos a Betesga. O choque cumpriu-se, não o prometido - o fiscal, mas o da desilusão.
Estamos em Outubro de 2003, ano e meio depois de José Manuel ter ocupado o lugar na casa que faz esquina com a Calçada da Estrela. A semana que está a passar desgastou ainda mais o Governo. José Manuel estica a corda e ela tende a partir e quem recebe o ricochete da corda somos todos nós. Naufrágios
José Manuel sabe, por experiência, que quando o barco começa a meter água, o fundo é o seu porto mais próximo. Hoje, 8 de Outubro de 2003, o barco governativo sofreu a inundação que desde a passada sexta-feira vinha batendo à porta. As outras portas resguardam-se, o almirante que se molhe. Talvez estas (Portas) se safem, uma vez mais, dos sarilhos em que está metido.
Naufrágios José Manuel não se devia esquecer, não basta chegar onde chegou, é preciso ter rumo, ideias, projectos globais, não avulsas, e ter um grupo de pessoas dispostas a trabalhar para todos e não só para os seus interesses pessoais.
José Manuel começa a vislumbrar um céu diferente, aquele que os portugueses vêem deste que ele chegou ao Poder: nublado. Quando há portas que merecem fecho e outras abertura, elas devem ser assumidas. Esperar que o caruncho se entranhe, como aconteceu agora, é o pior sinal que qualquer líder pode receber.
2010? José Manuel, por favor, Portugal merece muito melhor!
CMC
10/08/2003 01:38:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Terça-feira, Outubro 07, 2003
 
Batalha Naval
Porta aviões ao fundo….

Quando, à um par de dias atrás me prenunciava sobre a demissão do Ministro da Educação (num post que intitulei “one down, one to go”) afirmava não acreditar que o MNE lhe seguisse o exemplo; afinal Martins da Cruz era tido como indefectível no governo, pertencente ao “circulo intimo” do PM (o circulo "Lusíada"), assumindo-se, na prática, como o nº 3 executivo.
Pois enganei-me; e se me congratulo pela sua demissão (pelo acto de ter procurado o favorecimento pessoal), não posso deixar de apontar a “cara de pau” manifestada pelo próprio MNE, aquando da nomeação da corrente Ministra da Educação. Aliás, tenho a convicta impressão que terá pesado, e bem, na consciência de Martins da Cruz esse episódio e que terá sido ele, em ultima análise, a razão do seu pedido de demissão.
Façamos a devida homenagem (irónica) ao homem que se assume como “se posso, faço…”, que dignifica a expressão “cara de pau” com requintes governamentais; mas que não suporta a vergonha de ser atingido na dignidade e na perda de postura….
Pergunto senhor ex-MNE, só perdeu a dignidade quando confrontado com o Lynce? Não suportou o gozo e a verdadeira lição de humildade, de desapego ao poder que o demitido Ministro da Educação lhe deu? Se tivesse vergonha na cara nunca teria posto os pés na recepção à nova ministra, não a teria cumprimentado, não teria olhado, olhos nos olhos, os seus colegas….
E mais, sinceramente retenho a impressão que o senhor em causa procuraria escapar ileso, com essa já famosa “cara de pau”, a todo este incidente; e que a sua demissão só terá avançado por não suportar ser “passado” por um Lynce extinto, reles professor universitário, não frequente dos circuitos da nata (a que está habituado Martins da Cruz)…
Um comentador da SIC, referindo-se à fragilidade do então MNE, referia-se-lhe como tendo sofrido “um tiro no porta aviões”….
É caso para dizer 3-A? Porta Aviões Ao Fundo!!!
Zeka
10/07/2003 06:30:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Rosa do Luxemburgo

Olá minha gente

até que enfim consegui encontrar o caminho para "Ter Voz".
Vale a pena ter voz para dizer hoje que finalmente o PS passou a estar em cima dos acontecimentos políticos.Desta vez não foram apenas os órgãos de comunicação social que precionaram o governo a remediar a falta de ética com que têm inundado algumas práticas governamentais. Haja decoro!
Hoje só quero felicitar o Ter Voz porque vou ouvir o nosso camarada Manuel Alegre numa sessão promovida pelo Departamento Federativo de Mulheres da Região de Lisboa.
Até breve.
A Rosa de Luxemburgo voltará .
10/07/2003 05:04:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Down
Another One Bites the Dust...

O Ministro dos Negócios Estrangeiros acabou de se demitir.
Ao que parece o Ministro considerou que "não era possivel assegurar a defesa dos direitos nacionais" nas negociações sobre a Conferência InterGovernametal sobre a futura Constituição da União Europeia, devido ás insinuações e suspeitas sobre a sua honra.
Eu devo dizer que nada sei da honra do Ministro, apenas sei que a sua filha não fez exactamente a mesma coisa que todos os outros estudantes, e que o Sr. Ministro abandona o trabalho da CIG, para poder evitar perguntas incómodas sobre a sua actuação.
J&B
10/07/2003 05:00:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Monsieur Jacques

O artigo do General Loureiro do Santos é muito interessante e a questão começa a ser pertinente, estará a França a isolar-se internacionalmente? Talvez esteja e o único responsável pelo isolamento gaulês chama-se Jacques C.
Jacques ChiracA Alemanha aproximou-se dos E.U.A., depois do corte de relações com o conflito iraquiano. A Rússia marca a sua própria agenda e não está dependente de ninguém. Há dias o Presidente Vladimir Putin esteve com G.W.B. e mesmo condenando, em conjunto, o Irão, alguém tem dúvidas de que Moscovo abdicará da ligação, energética, a Teerão? A China joga o seu próprio campeonato e grande parte do mundo continua a esquecer-se desta potência regional em franca expansão. A Coreia do Norte faz o seu jogo dúbio, mas o doido continua a mandar em Pyongyang. Jacques continua convencido de que a França de hoje ainda tem o potencial da Idade Moderna. Em certos países africanos acaba por ter.
Em França o senhor quer-se intocável. Os problemas com a Justiça, do tempo em que esteve no município parisiense e ocorreram algumas irregularidades, desapareceram do mapa, por que tinha de ganhar a Le Pen e o senhor Presidente não pode ser alvo de uma investigação, afinal é o Presidente. Que ela (investigação) seja recuperada quando Jacques terminar o seu mandato, assim como a do ilustre Sílvio, da bem vizinha Itália. Mas, Jacques pensa que é o mítico Charles. Mas Jacques, por ser de direita, não é Charles. Contudo, sempre que há uma fotografia para tirar, em qualquer parte do mundo, nas Cimeiras Europeias em especial, se reparar, Jacques está sempre perto do anfitrião. Enquanto os outros grandes líderes da Europa estão algures, no meio dos restantes companheiros governativos, o Jacques está lá, no lugar de destaque e é o primeiro a sorrir à afirmação “olha o passarinho”.
Jacques pensa que é o sucessor do corso, na União Europeia. Mas, Jacques não é um Bonaparte e Jacques não tem um projecto para a União Europeia. Faz uma mistura. Confunde os interesses nacionais com os europeus, fazendo dos interesses europeus os nacionais. Aos países que vão aderir, no próximo ano, quando estes apoiaram os E.U.A. no recente conflito do Golfo Pérsico, disse que “eles tiveram uma boa oportunidade para estarem calados”. Agora, com a Constituição, nem permite que outros Estados coloquem em causa o trabalho do seu compatriota Valéry.
Jacques está no seu último mandato. Sai em 2007. Jacques ficará para a História como o homem que derrotou com 80% de votos o primeiro candidato da extrema-direita a passar à segunda volta, aqui digo: ainda bem!, mas Jacques não chegará aos calcanhares de François Mitterand, nomeadamente em política europeia.
Falta-lhe distinguir que a ambição pessoal não será obra tão marcante como a ambição de uma política global para o país e para a Europa.
O tempo que lhe resta, para regressar às fatídicas quintas-feiras, onde se deslocava a Nova Iorque de concorde, para umas lições de imagem e não só, tem os seus dias contados. Se calhar, Jacques é um concorde político. Apresenta-se imponente, mas já teve o seu tempo de voar.
CMC
10/07/2003 01:38:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Segunda-feira, Outubro 06, 2003
 
O ovo e a galinha

O PC (Pedro Caeiro) - não confundir com o outro PC, senão ainda nos batem mais do que bateram quando da afixação, um post abaixo, do autocolante banido à boa forma estalinista - dizia eu, o PC do Mar Salgado, perde-se hoje em cogitações sobre os links do Fórum Cidade.
Para os considerandos aos ditos, deixamos a alguém do Fórum (se assim o entenderem) a preocupação de rebater as sempre sábias palavras que naquele Mar flutuam.
GalinhasIsto dos links e de quem linka quem, é uma coisa muito complicada. Se linkam primeiro ou depois, faz lembrar a inesgotável questão do ovo e da galinha.
Pela parte que nos toca, falando de contadores, não andamos em competição com ninguém. Optámos por um que nos pareceu fiável para medirmos a procura.
Testámos outros, mas chegámos à conclusão que andavam depressa demais.
Estamos felizes com o que fazemos. Não queremos entrar em órbita.
Quanto a nós diz PC:
Registo também a incerteza que continua a dominar a inserção do Ter Voz (um Projecto a dois anos para o PS Benfica e S. Domingos de Benfica - Lisboa). Começou por estar nos "Outros Blog's" (sic), passou como um relâmpago pelos "Outros WebSites" e domina agora, isolado, os "Outros Blog's do PS".”
Mas afinal o que se passa?
Será incerteza? Influências do Mal? Relâmpagos, raios e coriscos? Algum Adamastor? Cobras e serpentes? O precipício e o abismo? O Cabo das Tormentas? O astrolábio avariado? As lágrimas de Portugal?
Nhá!!!
Cá para nós, é só o resultado da interminável busca do Santo Graal.
LT
10/06/2003 02:17:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Domingo, Outubro 05, 2003
 


História, não se deve esquecer quem é quem

Não sendo militante do Partido do Centro Democrático Social pode considerar que não devo opinar sobre os acontecimentos e troca de argumentos que têm sucedido desde o passado fim-de-semana, com a realização do XIX Congresso, no partido fundado por Diogo Freitas do Amaral e Adelino Amaro da Costa. Freitas do AmaralMas, como cidadão português, que entende que o CDS, o partido da democracia-cristã por excelência em Portugal, é um partido fundamental na nossa Democracia, com presença bem vincada, relembremo-nos em 1976, quando foi o único partido a votar contra a Constituição, seja-me permitido dizer algo sobre a celeuma levantada com o célebre vídeo, culminando, por enquanto, nos comentários do fundador Diogo Freitas do Amaral.
De facto, a atitude do actual Presidente do partido é lamentável. Omitir antigos Presidentes, em especial Diogo Freitas do Amaral, recordo o tema central do filme: o cerco, pelas forças da extrema-esquerda, ao Palácio de Cristal, assim como os restantes líderes, personalidades incontornáveis da Democracia portuguesa: Adriano Moreira; Francisco Lucas Pires, por quem nutro admiração; Manuel Monteiro; mais não significa do que o actual Presidente considerar-se como o único grande líder do partido, depois de Adelino Amaro da Costa.
Reconheço ao actual Presidente do CDS a tenacidade, a combatividade e ele é, em grande parte, o responsável do partido do Largo do Caldas ter um pé no Governo. Porém, isso não lhe dá o direito de reescrever a História (que ele entende estar ao seu lado, palavras empregues no comício de Aveiro, Setembro de 2003), do partido em particular, como muito bem entende. Primeiro, por consideração aos militantes do partido que defenderam o Partido do Centro Democrático Social desde o princípio, e só quem não conhece a História de Portugal não reconhece a dificuldade que o partido teve para se manter activo; em segundo, pelos cidadãos deste país, que, mesmo não tendo simpatias pelo CDS, sempre tiveram por este partido grande consideração.
Como afirmou Mário Soares, num dos primeiros encontros com Diogo Freitas do Amaral: “Sabe, já andava há uns tempos para lhe falar. Queria felicitá-lo, vivamente, por ter fundado o CDS. Era absolutamente essencial à democracia portuguesa que surgisse um partido como esse. Vocês prestaram um grande serviço ao país, talvez maior do que vos possa parecer neste momento.”
Respeite-se a vontade dos militantes do CDS, mas saiba-se respeitar a História.
CMC
10/05/2003 08:00:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Teófilo Braga
Viva a REPÚBLICA !

Hoje é domingo, mas não é um dia qualquer. É 5 de Outubro e hoje a nossa estimada República faz 93 anos.

"Lisboa amanheceu hoje ao som do troar da artilharia. Proclamada por importantes forças do exército, por toda a armada e auxiliada pelo concurso popular, a República tem hoje o seu primeiro dia de Hisória. A marcha dos acontecimentos, até à hora em que escrevemos, permite alimentar toda a esperança de um definido triunfo [...] não se faz ideia do entusiasmo que corre na cidade. O povo está verdadeiamente louco de satisfação. Pode dizer-se que toda a população de Lisboa está na rua vitoriando a república."
O Mundo, 5 de Outubro de 1910

"O Governo Provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar, que com o povo instituiu a Republica para felicidade da Pátria. Confio no patriotismo de todos. E porque a Republica para todos é feita, espero que os oficiais do Exército e da armada que não tomaram parte no movimento se apresentem no Quartel General, a garantir por sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regime."
Edital da Proclamação da República, Teófilo Braga, Lisboa, 5 de Outubro de 1910

"Hoje, 5 de Outubro de 1910, às 11 horas da manhã, foi proclamada a República em Portugal na Sala Nobre do Município de Lisboa, depois de ter terminado o movimento da revolução nacional. Constituiu-se imediatamente o Governo Provisório sob a Presidência do Dr. Teófilo Braga"
Diário de Governo, 6 de Outubro de 1910

Viva a REPÚBLICA PORTUGUESA!

CMC
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Outras referências:

Biblioteca do Museu da República e da Resistência

Presidente da República
Presidente da República Dr. Jorge Sampaio

Discurso do 5 de Outubro de 2003

Bandeira Nacional

Hino Nacional: Banda Larga (estéreo) ; Cantado

Jiminy Cricket
10/05/2003 02:54:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Roma
Sinais dos tempos

Face à dimensão da notícia de quinta-feira uma cabeça tinha de rolar. O Governo tinha de dar o exemplo, pois alguém não tinha dado. Era necessário mostrar ao país que quem erra, quem tergiversa da linha traçada, não pode fazer parte do Governo. Caiu o elo mais fraco.
O ex-Ministro Lynce pouco me disse como Ministro. Ficará para a História como o Ministro que quis colocar a filha de outro colega, o dos Negócios Estrangeiros, na Faculdade, por esta não ter nota suficiente. Afinal parece que tem e sem necessidade de recorrer às excepções previstas, segundo a notícia da RTP. A dita cunha não pegou por que um canal de televisão, SIC, apanhou a falcatrua e o artigo, das excepções, não tinha efeito, ela estudara o último ano em Portugal.
Todavia, o mais sintomático no meio deste caso é o destaque dado à notícia. Quando em Itália se debate o futuro, não só do nosso país, mas de toda a União Europeia, cá, preocupamo-nos mais com a cunha, que consta não ter existido. Descem a terreiro várias vozes, opinando a torto e direito e sobre a Europa, nada. Nem uma palavra, uma única abordagem. Fazem-me recordar, essas vozes, algumas delas ocas, o Presidente do partido que na passada semana realizou um congresso, que tinha uma finalidade a consagração pessoal da dita pessoa, e sobre a Europa nada disse.
Jaime Gama, António de Almeida Santos, não são favoráveis à realização de um referendo. Carlos Coelho é defensor de um referendo. O Presidente da República, Jorge Sampaio, alertou para as precipitações de querer realizar já uma consulta. Mas qual é o destaque dado ao referendo sobre a Constituição Europeia? Zero.
PEOs nossos jornalistas, em Roma, preferiram dirigir ao Primeiro-Ministro questões acerca do caso da filha do Ministro, em vez de o questionarem sobre os trabalhos da Convenção. Mais. O único dos 25 Ministros dos Negócios Estrangeiros a anular a sua conferência de imprensa foi o nosso. Pessoalmente, até compreendo o senhor.
A determinação para exprobrar, seja que político for, está sempre presente. A determinação para debater questões fundamentais, está quase sempre ausente.
Uma larga maioria continua distante do projecto Europeu. Só as elites o debatem. É tempo de democratizar a UE no nosso país. Duma coisa podemos estar certos, caso exista referendo, ele não pode seguir o mesmo método irlandês, no caso do Tratado de Nice.
Quanto a Martins da Cruz, o seu cargo está fragilizado. Se notarmos com cuidado, muitos Ministros estão presos por um fio. Mas, neste momento, precisamos que, em Itália, o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros esteja concentrado. Querer a sua demissão, ou ele pedir a sua demissão, neste fim-de-semana, seria um grande problema para todos nós.
CMC
10/05/2003 01:10:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Hoquei





-.-.-.-.-.- Parabéns Portugal -.-.-.-.-.-



10/05/2003 12:22:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sábado, Outubro 04, 2003
 
Sgt. Peppers

Carimbadelas de Liverpool V

Da terra dos Beatles ficam agradecimentos que não são merecidos. O Post 91 foi realmente abundantemente respondido pelo Ter Voz mas o 94 não. Em parte porque já quase tudo estava dito, mas principalmente por manifesta falta de tempo. Será quando pudermos.
Fica os nosso agradecimento pelas palavras de apoio que nos consideram úteis.
Ou não estivesse o nosso amigo ANS do Carimbo nas terras da democracia.
Jiminy Cricket
10/04/2003 07:41:00 PM . - . Página inicial . - .




 
Ensino

Para esquecer Lynce:

o que me chateia, é que ele foi obrigado a demitir-se não por causa das políticas erradas que pretendeu impor para o Ensino Superior, mas porque, como um gajo porreiro, prestou um favor (segundo disse o próprio, o primeiro e derradeiro) a um colega - e a comunicação social soube disso...

Como diz uma amiga minha que o conhece muito bem - «Ele até é bom rapaz»...

Esperemos agora pelo freguês que se segue no Palácio das Laranjeiras, tão perigosamente colado ao Jardim Zoológico. E como a direita não perdoa àqueles que falham, de uma coisa tenho receio: que ainda venha a ter saudades do (agora) pobre Lynce...
LFD
10/04/2003 06:51:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Jiminy Cricket
Talvez por ser sexta-feira

Talvez por ser sexta-feira, talvez por estar cansado de uma semana de aulas dadas, aulas recebidas e de trabalho, apetece-me entrar em intimidades.
Vantagens de ser o administrador deste Blog e de ter a confiança política e pessoal do Secretariado da minha Secção.
Sou um cinquentão com vinte e cinco anos de casado (com a mesma mulher)
Sou marido da Luisa.
Sou pai da Catarina e da Margarida.
Sou Socialista, com cartão e número (4 dígitos) de militante do PS.
Não me chamo Jiminy Cricket.
Acredito que a geração rasca está na altura de começar a tomar as rédeas do País.
Acredito que a geração sub-rasca está na altura de inovar os Partidos.
Não acredito no Pai Natal.
Não acredito na bondade divina. Acredito que para além da Pátria existe o Mundo. Não creio no Rei.
Pago os estudos da Catarina na privada porque as notas não lhe chegaram para receber as benesses que os meus impostos pagam.
Pago os estudos da Margarida porque os meus impostos não chegam para que ela faça o curso profissional que quer.
Fiz tropa. Fui piloto-aviador. Não fui à guerra.
Gosto de política, de poesia, de música, de amor e desamor, de qualidade, de bites, de bytes, de Sol, de mar, de justiça, de paz, de solidariedade, de sossego, de cultura, de cinema, de textos, de me sentir bem.
Gosto de Portugal.
Gosto de gostar de mim, gosto de gostar de quem de mim gosta e de alguém que pensa de que não gosto.
Gosto de ter segura a minha forma de gostar.
E hoje, talvez por ser sexta-feira, talvez por estar cansado de uma semana de aulas dadas, aulas recebidas e de trabalho, gostei de lhes falar de mim.
Jiminy Cricket
10/04/2003 02:23:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Sexta-feira, Outubro 03, 2003
 
.Lince
Se fosse ele, não me demitia.

Desculpem a interrupção (Hóquei: Portugal 2 - Argentina 1)

Há alguém na Blogolândia que veja a Sic Notícias?
Viram o debate de MJNP (no CDS é assim: muitos nomes) AC?
Viram a Senhora criticar o da Malcata por se ter demitido?
Ouviram ela (a Senhora de Nogueira Pinto) dizer que se fosse com ela, não o teria feito?
Percebem agora porque é que Paulo Portas não o fez?
Alguma vez ouviram Salazar ou Marcelo terem dito que se demitiam?
Ou Hitler, ou Franco, ou Estaline, ou Mobutu, ou Berlusconi, ou Mussolini?
Será que ela disse, que se dissesse, que tinha dito, mas não quis dizer que tinha dito?
E por mais que António Costa tentasse, Maria José não deixava.
Ela disse, eu não me demitia!
Tia Lólita
10/03/2003 11:45:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Era uma vez um País chamado Cavaquistão

Naquele tempo reinava um senhor, em segundo mandato, que comia bolo-rei com a boca aberta.
Os súbditos andavam mansos, não lhes saísse a fava.
Os subordinados viviam muito felizes e impunes, tantas eram as regalias.Lince
O senhor que reinava, sentindo já não ter mão neles, foi-se embora.
Passaram os anos e um dos subordinados viu-se catapultado a senhor do reino.
Milagres de Santo António...!
Peixe de águas profundas, estrangulou os súbditos com penúria.
Os súbditos daquele tempo eram pudicos e, com medo que lhes mostrassem as partes, ficaram de novo mansos, agarrados à tanga.
E os subordinados tornaram-se outra vez impunes.
Quando chegou a altura do tributo, um dos subordinados, convicto da sua impunidade, arranjou um familiar com carroça nos Alpes e atirou-lhe com as culpas do tributo não pago. Mas os pasquins não o largavam e foi um ar que se lhe deu. Levou consigo outros de quem nunca mais se ouviu falar.
Foi um Verão quente, o desse tempo.
No Cavaquistão feneceram 4 súbditos, digo 9, digo 11 ou 12.
Veio o cartapácio com notícias de uma comuna relatar que, no calor do Verão, houve mais de um milhar de fenecidos.
Mentira, mentira, essa comuna só se quer vingar” - gritaram os subordinados. Para o senhor desses tempos a comuna não merecia credibilidade. Em desfavor da vontade dela apoiara uma cruzada contra os infiéis e a comuna vinha na senda da represália.
A impunidade venceu.
Nesses tempos a terra desse reino tornou-se carvão. As labaredas lamberam casas, florestas, galinhas, porcos e todo o sustento de muitos súbditos. Outros morreram. “Foram poucos em comparação com os que tinham perdido a vida na cruzada aos infiéis” - disse outro dos subordinados.
E todos eles se mantiveram impunes.
Um súbdito roubou laranjas porque tinha fome e porque infringiu a lei, foi preso. Na Malcata do Cavaquistão infringiu-se a lei e ninguém foi preso.
O subordinado das ciências foi-se embora dizendo que só faltava que o apontassem e que não admitia insinuações, não fosse algum insinuador quebrar-lhe a impunidade.
Os súbditos, com a tanga remendada agradeceram humildemente.
O subordinado que tratava dos negócios nos condados vizinhos, mais impune do que todos os outros foi ao conselho do reino dizer que a sua cria queria ser talhante mas que não o seria porque não queria que a cria fosse talhante no talho do senhor da terra, porque é rico e por isso mandaria a sua cria para aprender a talhar noutro condado. Não precisava dos miseráveis que já nem de tanga andavam. Era rico e pronto!
O Senhor da terra pôs o seu ar mais solene e compungido para comunicar aos súbditos que mantinha a inteira confiança na impunidade dos subordinados em geral e no dos negócios externos em particular.
Os súbditos aparvalharam e mansos continuaram a pagar os tributos no reino do senhor do Cavaquistão, agora designado por reino do Cavaquistão-Durão.
Moral da estória: - A culpa é do Santo António.
LT
10/03/2003 07:47:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Lince
One down, one to go

Foi com alguma surpresa que me inteirei da demissão do Ministro da Ciência e do Ensino Superior, Pedro Lynce. Surpresa não pelas razões da sua saída do governo (justificada, não só com o último caso da filha de Martins da Cruz, mas pela crescente contestação estudantil), mas pelo facto de este ter tomado uma atitude de coragem e tenha assumido a responsabilidade política neste caso. Se outros dirigentes seguissem este exemplo…já não tínhamos Ministro da Defesa….
No entanto não gostaria de deixar de realçar que esta demissão é apenas um de dois lados (ou ministérios) da polémica.
Não deveria também, seguindo o exemplo do seu colega de governo, o Ministro dos Negócios Estrangeiros demitir-se? Pois eu penso que sim. Será que se demite? Pois aí já penso que não…
Deve a oposição congratular-se com a demissão de Pedro Lynce? Volto a pensar que sim. Deverá ficar por aí? Penso novamente que não…
È pois motivo para dizer: “one down, one to go…”
zeka
10/03/2003 05:29:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Graxa


Requicha

Estive a pesquisar no dicionário. Infelizmente não encontrei sinónimo.
Penso que quer dizer:
ããã... óóóó...ihhhhh...,
Pois, mas eu...,
um engano,
ai está?
ah, isso não sabia!
Não foi esse regime! Foi outro!
Qual outro? Outro!
É uma situação que me está a escapar...
Como é que o dicionário não traz os sinónimos? Será que o dicionário não vê televisão?
LT
10/03/2003 03:39:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Afinal as cabeças rolam!
Que surpresa que, ao invés, não enfiem a cabeça na areia... Sublinhe-se que o problema ainda existe. A moça ainda está na faculdade, na qual não acederia no Contingente Geral.
Não podemos também exultar a demissão como princípio do fim da ofensiva contra a liberdade de aprender e de ensinar. Quem quer que venha agora que se prepare. Não há Estados de Graça neste estado a que chegámos!
AM
10/03/2003 03:07:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Cirurgião

A filha do Senhor Ministro

Desta vez não se trata de uma qualquer sit-com televisiva. Trata-se antes da hilariante realidade nacional.
Uma mocita, como tantas outras, estava com dificuldades em entrar em Medicina, e ainda por cima o papá tinha deixado de ser diplomata havia ano e meio e ela tinha perdido o seu direito ao contigente especial de acesso ao Ensino Superior, já que tinha, infelizmente, terminado o seu Ensino Secundário em Portugal. Mas, o papá até era Ministro e portanto vai de pedir autorização para abrir uma excepção ao regime de excepção. O Director-Geral, com dúvidas, recorre ao Ministro do Ensino Superior, colega do papá da dita moça, e este vai de autorizar.
E pronto, a menina lá entrou no curso que queria, e que tantos milhares também queriam.
Minha querida menina: não entrar em Medicina não é nenhum drama. Veja lá... Eu também não entrei e não sou infeliz. Limitei-me a descobrir que a minha última opção até me preenchia mais as vontades do que as precedentes. Sabe? O papá nem sempre vai estar para resolver os problemazitos que se vão pondo?
Tente mais uma vez... Talvez sem nepotismo até saiba melhor...
E que cabeças é que vão rolar? Talvez a de um subalterno qualquer. Sim! Porque concerteza os Senhores Ministros nem deram por isto!
AM
PS: Meu caro LFD: é uma honra tê-lo entre nós!
10/03/2003 02:09:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Caravela

Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal

O nosso estimado amigo do Mar Salgado (palavras que muito me agradam como português, mas que o autor por vezes, como é o caso, não tende a fazer jus a tão importante responsabilidade assumida na identidade do seu ‘blog’) afirma que “os socialistas no seu íntimo não acreditam na disciplina financeira do Estado como necessária para a promoção destas alterações.”
A memória do nosso amigo deve ter brancas: quem é que conseguiu cumprir os critérios de convergência de Maastricht, permitindo a adesão de Portugal à moeda única? Ao que imediatamente me replicará: “quem é que deixou um défice de 4,1%?”. Há quem apresente o número de 3,5%. Calculadoras! Mas, sinceramente, quem é que encheu a boca afirmando que o défice estaria controlado? A senhora Manuela, a mesma senhora que prevê, lá estão as calculadoras, o número mágico de 2,944%. Truques e ilusões, que são legítimos, segundo o nosso economista das segundas do Diário de Notícias. Na realidade, ele ultrapassa os 2,944. Pensa o homem que gosta de saborear o sal do mar, aqueles fulanos, os do punho, que apresentam rosas, devem esfregar as mãos de contentes com o descalabro do Governo. Se me permite, digo-lhe: não meu caro amigo, não.
Nunca foi, não é, jamais será a nossa forma de estar e fazer Política. Não temos prazer em que os portugueses passem dificuldades, dificuldades que o actual Governo, com as suas medidas autistas, se encarrega de agravar.
Gostava de lhe perguntar, a si e àqueles que falam do défice, onde colocam a mesma determinação quando falam em desemprego? Sim, foi culpa dos Governos do PS que o nosso país teve uma das mais baixas taxas de desemprego na UE, por que parece, para os que bramam o défice, a torto e a direito, este factor, desemprego, não importa. Este é um aspecto real, com que vários lares se confrontam, chegando ao fim do mês e só sentem o agravar das dificuldades. Ontem, quinta, os jornais publicaram os dados relativos ao desemprego nos países da União, infelizmente, houve um só país, dos quinze, com aumento de desemprego: Portugal, os outros mantiveram ou diminuíram.
Ouvi Ferro Rodrigues e disse com determinação e convicção o que queria para Portugal: um país com mais justiça social, mais solidariedade, palavras repetidas pelo Ministro Marques Mendes e o que este senhor entende como Portugal: uma empresa. Serão os nossos Bilhetes de Identidade um cartão de uma multinacional?! Ao ponto que os nossos governantes chegaram!
Meu caro amigo do Mar Salgado, recorro à Mensagem do grande Pessoa que reflecte o país e o rumo que este Governo imprime:

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a hora!


CMC
10/03/2003 01:37:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Lince da Malcata

É uma mera coincidência, o tema de que me vou ocupar nesta minha estreia "bloguista". Mas ultimamente tenho-me recordado tanto de um belo animal que, há anos atrás (se todos bem nos lembramos, pelo menos os que já contam 20 anos de idade acrescidos de 25 de experiência da vida), andava em vias de extinção lá pelas tristezas da Serra da Malcata, uma variante de gatinho de orelhas em bico que em vez de um "y" tinha um "i" na graça que lhe deram -- que me apetece transcrever, dando-lhe os necessários arrebiques, alguns apontamentos que tirei durante o colóquio "A Ciência e o Ensino Superior não podem esperar", promovido pelo grupo parlamentar do PS no passado 1 de Outubro. Nesse colóquio participaram os professores Luciano de Almeida (Int. Pol. de Leiria), Isabel Tiago, Luís de Magalhães (IST) e Maria de Lourdes Rodrigues (ISCTE), e foi junto deles que recolhi os números que a seguir utilizo.

Deixo aqui este texto em homenagem a todos aqueles que, não sendo filhos de ministro, não conseguiram entrar na universidade. Pois é assim:


Um ministro fora de jogo

O Ministro da Ciência e Ensino Superior é um antigo jogador de “rugby”. Até aqui, nada mal : poderia até ter sido mecânico, toureiro, bailarino, jardineiro ou velejador, pois aquilo que aprendemos no exercício de uma actividade continuada, ou de uma qualquer profissão, é sempre coisa de aproveitar – e nunca ficaremos a perder se mantivermos actualizados os conhecimentos e as experiências anteriormente adquiridos. Por exemplo, a capacidade de antecipar jogadas e de planear o jogo, a rapidez de movimentos, a agudeza de visão, e o gosto de rebolar na lama em busca de um objecto em forma de limão, algures perdido debaixo de um monte de jogadores, aprendidas e praticadas por qualquer jogador de “rugby”, poderiam até ser de grande utilidade para quem, desejando ser um bom ministro, precisa de saber, entre outras coisas, o que é que tem que fazer – e de gostar de chafurdar na lama.
Ora, perante um país onde 47% dos jovens entre os 20 e os 24 anos não frequentaram o ensino secundário (quando a da Irlanda é de 16%), e apenas 10% da população tem um nível de instrução médio ou superior ; perante um país em que apenas 9% da população dos 25 aos 64 anos concluiu um curso superior (contra uma média de 23% nos países da OCDE) ; enfim, perante um país com míngua de gente formada – a que é que se comprometeu o governo de Barroso & Leite antes de o ser, isto é, quando andava à caça de votos ? Pois bem, entre muitas outras coisas que ficaram escritas, comprometeu-se a manter, como regra geral, as vagas dos cursos de ciências exactas, informática e tecnologias, e a diminuir o contingente geral de admissão nas universidades e politécnicos como medida para desenvolver “o interior” – expressão que, entre nós, designa tudo o que não se passa no eixo Lisboa–Coimbra–Aveiro–Porto–Braga, ou seja, em Trás-os-Montes, nas Beiras, no Alentejo, no Algarve, nos Açores ou na Madeira. Ou seja, o governo decidiu pegar numa daquelas navalhas que antigamente se usava à vez para partir o queijo e para picar o burro, e cortou a direito : cortou 6% do número de vagas nas universidades públicas.
Mas que se desenganem os leitores se pensam que estes cortes foram criteriosos : as universidades que sofreram menores cortes foram as de Lisboa, Coimbra, Aveiro, Porto e Braga (entre 1,9% e 5,8%) – ou seja, as universidades de maior dimensão, com mais procura, e que se situam nas regiões mais desenvolvidas do país ; ah, e a universidade da Madeira que, pelo facto de Alberto João gostar de chantagear o governo, foi a única que não teve qualquer corte : 0%. Enquanto as universidades que tiveram maiores cortes foram as do tal interior : Algarve (16,3%), Trás-os-Montes (9,6%), Açores (9,3%), Beira Interior (8,8%) e Évora (7,2%). Ao mesmo tempo, cortaram-se vagas em 79 cursos que nos anos anteriores preencheram 100% das vagas (castigando-se assim as universidade que, por serem boas, têm mais procura), sendo que cerca de 22% destes cursos são de áreas científico-tecnológicas, que o próprio governo classificara como de grande “relevância social”. Feitas as contas, o ministro baralhou o programa do governo e fez tudo ao contrário do que lá se dizia : favoreceu as universidades dos grandes centros – e em vez de desenvolver o interior do país, atraindo jovens para as suas universidades, afogou-o ainda mais, Açores incluídos, para, numa intenção não confessada, obrigar os meninos que não conseguissem entrar nas universidades públicas dos grandes centros a irem bater à porta das privadas, protegendo-lhes assim o negócio.
E quanto à promoção das ciências e tecnologias, ficamos conversados se tomarmos consciência de que, por exemplo, o ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) teve um corte de 10% nas vagas – quando tanta falta temos de bons técnicos e gestores de empresas.
Convenhamos que não tem que existir qualquer correlação entre um ex-jogador de “rugby” e o cargo de Ministro da Ciência e Ensino Superior. Mas qualquer jogador, mesmo já fora de prazo, sabe que não é conveniente alterar-se as regras do jogo a meio do desafio ; que os auto-golos são severamente punidos pela própria massa associativa. E, pelo menos, deveria perceber que o público não é estúpido – e sabe ver quando é que um jogador se encontra fora de jogo.
LFD
10/03/2003 01:29:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
New Kid in Blog

Aparentemente ter-me-ei estreado como “comentador residente” na blogosfera com uma agradável polémica…,

Caro, permita-me a retribuição, CMC

Devo confessar que os meus comentários se referiam somente ao seu último artigo fixado no “Ter Voz”, não tendo eu seguido as argumentações que refere quando se auto-cita. No entanto pareceu concordar comigo no que toca às minhas observações…
Pois bem, procurarei aproveitar o espaço que me foi amavelmente cedido pelo gestor do “Ter Voz” para procurar não deixar morrer esse debate, pois parece-me de extrema importância e com ramificações mais vastas que apenas as político-estratégicas que geralmente se lhe apontam…
Entrando então no debate, permitam-me lançar um desafio: não poderia o PS tomar a iniciativa séria no que toca à questão da reforma do sistema eleitoral?
Deixaria algumas sugestões:
Não poderia o partido “utilizar-se” no sentido da elaboração de algumas experiências eleitorais? Por exemplo, seguimos à risca o método de Hondt, as listas fechadas e a proporcionalidade. Por que não, numa eleição concelhia (do PS ou da JS), alterar-se o sistema eleitoral? Porque não, em vez de listas fechadas, listas abertas (onde não seria o nº 1, 2, 3 a serem eleito, mas os indicados pelos eleitores em cada lista…)? Porque não experimentar a proporcionalidade sem ser pelo método de Hondt? Poderíamos utilizar o voto preferencial, por exemplo…
Ou seja, poder-se-ia utilizar esses resultados, conjugados com inquéritos de opinião aos nossos militantes, e elaborar relatórios sobre os casos-estudo em causa. Desta maneira poderia o PS, aquando do debate externo (e principalmente no debate interno, aos seus militantes) ter mais instrumentos de trabalho e de análise que o permitissem projectar-se para além da discussão teórica que envolve frequentemente o tema. Lembremo-nos que nem todos somos politólogos ou especialistas em ciência política. É necessário, se desejamos que o debate seja transversal e pluralista, que saiamos dos bancos das Universidades e procuremos um discurso prático, informativo, que potencie a discussão.
Termino, deixando o debate em aberto, mencionando dois cursos que penso poderem interessar e estas e outras discussões:
I curso d’ATTAC, entre os dias 17,18 e 19 de Outubro, que se desenrolará no Museu República e Resistência e que contará as presenças de Augusto Santos Silva (FLUP), José Luís Lisboa (FCSH), Francisco Lousã (ISEG), Luís Francisco Carvalho (ISCTE), José Maria Castro Caldas (ISCTE), António Filipe (U. Lusófona), Pedro Adão e Silva (ISEG), Acácio Pires (QUERCUS), Nuno Ramos de Almeida (ATTAC), António Avelãs (FENPROF), Ulisses Garrido (CGTP), João Leal (FCSH), Paulo raposo (ISCTE), e Miguel Vale de Almeida (IICT);
Colóquio “Estaline em Portugal”, organizado pelo Centro de História da Universidade de Lisboa, entre os dias 21 e 22 de Novembro e com entrada livre, e que terá entre os intervenientes João Medina (FLUL), António Ventura (FLUL), José Pacheco Pereira, João Freire (ISCTE), João Madeira (FCSH), Fernando Rosas (FCSH), António Ventura (FLUL), José Neves (ISCTE), Rui Mário Gonçalves (FLUL), Alberto Vilaça (investigador), António Pedro Pita (FLUC).
Bem hajam
Zeka
10/03/2003 01:14:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Gilberto Gil


Gilberto Gil,



É aquele jeitinho brasileiro.
Grande entrevista na UM

Jiminy Cricket
10/03/2003 12:52:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quinta-feira, Outubro 02, 2003
 
Sistema eleitoral
Caro, permita-me que o trate assim, Zeka,

Certamente, que não se apercebeu do enquadramento do tema em debate, com outros ‘blog’s’: sistema eleitoral e parlamentar. Por isso, reconheço, lapso meu, a precariedade do texto (25/10/03), se lido de uma forma singular, sem o entender no seguimento do primeiro texto (24/10/03), tendo os dois artigos como base o artigo do Janela para o Rio (23/09/03).
Estava, e ainda estou, a debruçar-me sobre cada um das três hipóteses colocadas pelo NunoP. Falta-me abordar a terceira hipótese que já devia ter sido publicada, mas fruto de um descuido pessoal e de uma pausa momentânea do Ter Voz, espero, regressada a normalidade a este espaço, colocar, nos próximos dias, o artigo em falta. Esta terceira hipótese, levantada pelo Nuno P, prende-se com o sistema eleitoral misto, a que o Zeka faz alusão nas suas palavras. Sobre ele, quando publicar o terceiro comentário, perceberá qual a minha perspectiva sobre este sistema eleitoral. Assim, não farei nenhuma alusão, neste comentário, ao sistema eleitoral misto, visto que ele será atingido na análise a fazer.
Quanto ao caso francês, que exemplifiquei, a questão prende-se com o facto de a maioria dos textos, lidos por mim, defenderem círculos uninominais e neste caso, o único sistema que veria, com algum grau de aceitação e mais viável de aplicar no nosso país, seria o francês. Aliás, este até tem no nosso país um defensor, essa pessoa chama-se Diogo Freitas do Amaral. Muito sinceramente, não estou a ver o britânico a ser adoptado.
Por outro lado, estas questões levantam outros aspectos a ter em conta, como por exemplo, o facto de os partidos políticos portugueses não aceitarem o sistema eleitoral francês, por uma simples razão. Como o Zeka sabe, em Portugal, quem tem o Poder, no interior dos partidos políticos, refiro-me aos quatro principais partidos portugueses (CDS, PCP, PPD e PS) são as cúpulas, ora, perfilhando este tipo de sistema, quem teria o poder de escolher o candidato a deputado por cada círculo uninominal seriam as bases partidárias. Como quem está no Poder, dificilmente abdica da sua principal fatia, a aprovação pelo topo da hierarquia desta solução, não terá muita aceitação.
No que diz respeito aos vários partidos de esquerda, sempre houve, normalmente, mais partidos políticos de esquerda do que de direita. França não foge à regra. As últimas presidenciais francesas tiveram um marco decisivo no conflito que opunha o Primeiro-Ministro, Jospin, ao Ministro, Chévènement. Os socialistas dividiram-se, Le Pen aproveitou esta cisão. Contudo, importa não esquecer os cerca de 20% do líder da FN. Não são 8 nem 10%, são 20%.
Caro Zeka, a discussão não está fechada, bem pelo contrário, agora é que ela começou. O importante é que possamos trocar, todos os intervenientes, opiniões, que, naturalmente, podem divergir uma das outras, mas como já fiz questão de referir, não há sistemas perfeitos. Cada pessoa terá a sua opção. Eu, pessoalmente, não tenho nada, nem vejo mal nenhum, no nosso presente sistema.
Não quero terminar, sem lhe dizer que não sou favorável à ‘caridade’ aos partidos do extremo, apenas respeito quem quer ter a sua própria formação partidária. Estão no seu direito. Obviamente, não anulo do comentário que faço o interesse de muitos desses partidos, que apenas procuram o dinheiro, pois em França, atingido um determinado número de votos, o Estado terá de financiar esse partido pelo resultado obtido.
Certo de que muita mais água passará por esta ponte,
Cumprimentos,
CMC
10/02/2003 08:48:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Blog's


Em audição - para que a memória se não perca


Sem grande palavreado para que a genialidade não fuja, acabo o dia, enquanto alinhavo o trabalho de amanhã recordando a memória de mais um espectacular feito dos portugueses no Século XX.
Relembro a XVII Exposição de Arte, Ciência e Cultura que se realizou em Lisboa em 1983 ao som de Rui Veloso.
Foi lindo.
Que saudades!
LT

(...) Mudando andei costúme, terra e estado,
por vêr se mudava a sorte dura;
a vida pus nas mãos de um leve lenho.
Mas, (segundo o que o céu me tem mostrado)
já sei que deste meu buscar ventura, achado tenho já, que não a tenho
(..)
Luís de Camões, Lírica
10/02/2003 12:02:00 AM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



Quarta-feira, Outubro 01, 2003
 
Blog's

Retomar o balanço

O mundo dos Blog’s na Internet começa a reflectir o engenho português de adaptar e potenciar a inovação.
Depois de ter tido conhecimento pelo Adufe do Projecto If no ar, Blog de acesso aberto, primeiro projecto colectivo de publicação em Blog para dar voz a uma vontade dispersa com um objectivo comum: - Manter o Intima Fracção, programa de Rádio de grande qualidade que a TSF decidiu extinguir, vejo desenvolver-se um novo projecto liderado pelo Blog sem Nome onde serão editados os textos dispersos nos Blog´s que reflectem sobre o sistema eleitoral. Sejam quais forem os quadrantes ideológicos de onde estas iniciativas partem, são actos louváveis e demonstrativos da capacidade que os portugueses têm para inovar, mesmo dispondo de recursos tão limitados.
Outra experiência, outros moldes e outra concepção, esta que nos toca especialmente por ser uma acção liderada por Socialistas é a do Blog Fórum Cidade, onde já escreveram Prado Coelho, Mega Ferreira , Vicente Jorge Silva e amanhã, Helena Roseta. É uma nova formulação dos conceitos em recolha de experiência, para que se avance com uma inovadora abertura à opinião e à discussão de assuntos políticos dirigidos ( no caso a Cidade de Lisboa).
Como em tempos lemos na Bloguítica Nacional, estes espaços não podem prescindir das vozes de todos as sensibilidades. Há que incentivar, publicitar e colaborar neste percurso.
Talvez o mundo dos Blog’s seja o início de outras coisas que na política, nas artes, na ciência, na vida, no puro prazer de dizer, aponte novos caminhos de interacção dos cidadãos do mundo.
LT
10/01/2003 01:49:00 PM . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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