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teoricamente, são em princípio criados para serem aptos;
mas se não o conseguem, então terá de ser encontrada uma outra maneira qualquer de lidarmos com eles, de modo que possamos saber em qualquer momento aquilo que pretendemos significar.
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segunda-feira, janeiro 05, 2004
 
Belgrado

[0017/2004]
Caro Pedro,

Como prometido, debruço-me sobre as recentes eleições legislativas que ocorreram há pouco tempo na Sérvia.
Outro resultado que não a vitória dos nacionalismos extremados é que seria de admirar.
Se há lugar, na Europa, onde os nacionalismos exacerbados são parte integrante e importante da vida política, os Balcãs são esse espaço. Este facto não é recente, é secular.
Sendo um pouco audaz, quase que se pode considerar o nacionalismo exacerbado inato às diversas comunidades existentes nos Balcãs, ou melhor, aos antigos Estados que formavam a Jugoslávia, com as fronteiras conhecidas pós-1945.
Nem é necessário recuar ao período anterior à II Grande Guerra Mundial, se bem que nesse período encontramos parte do tronco desta árvore, se me é permitido metaforizar, para não abranger as raízes, que se encontram, em certa parte, e na sua maioria, no ano de 396 d.C.
Se analisarmos com cuidado todo o período de dominação, leia-se ditadura, de Josip Broz, os sérvios foram de todos os povos da Jugoslávia os que estiveram sujeitos a uma humilhação constante. Por um lado, o Marechal Tito, em parte pelas influências familiares (descendente de mãe eslovena e pai croata), ajustava contas com a história passada, quando os sérvios dominaram estes dois povos, os mais ocidentalizados da Jugoslávia, e por outro, conhecendo a forma de estar dos sérvios, barrou-lhes, com mão-de-ferro, qualquer hipótese de alcançar o poder no período em que o Marechal foi o líder máximo do mais artificial dos artificiais países da Europa.
A chegada de Milosevic (sérvio) ao poder, devido à rotatividade, permitiu a este tirano colocar em jogo todo o potencial, e também arrogância, a que durante décadas estivera contida, em jogo no palco político jugoslavo. Os eslovenos e os croatas recusaram e estávamos no final da década de oitenta, com o comunismo a cair e, naturalmente, a influenciar todos os Estados do Pacto de Varsóvia, inclusive aquele que mais livre esteve das garras de Moscovo, em grande parte, e reconheça-se isso, a Tito.
A guerra ocorre, os nacionalismos emergiram da pior forma possível e o fim da Jugoslávia, como conhecida, consumou-se.
Ficou a Jugoslávia, Sérvia e Montenegro, e os restantes países tornaram-se independentes, cada qual com uma peculiaridade muito específica, sobretudo a Bósnia-Herzegovina.
Depois, o conflito do Kosovo serviu para testar, mais do que os sérvios, os russos. Não nos podemos esquecer em que período ocorre, pouco tempo depois de três Estados, antigos membros do Pacto de Varsóvia, estarem de pleno direito na NATO. A Rússia, bastará recordar o que acontecia nas ruas de Moscovo, estava de rastos e as qualificadas mas impotentes forças armadas sérvias não conseguiam e não conseguiram fazer face a um adversário, a NATO, extremamente forte.
Milosevic continua. Em 2000 vai a eleições, pessoalmente nunca esperei que Milosevic perde-se para Kostunica devido ao tentáculo do poder autoritário e na altura esperou-se muito a estabilização da região, e esta estabilidade passa, principalmente, por três países: Sérvia, Croácia e Bósnia (esta por motivos mais complexos).
As atribulações internas continuaram a processar-se de forma normal. Os ajustes antigos continuaram e quando o então Primeiro-Ministro (Dindjic, assinado no passado ano por um extremista), violando uma norma constitucional e contra a própria posição do Presidente da República (Kostunica), permite a extradição de Milosevic para Haia, mais não fez do que humilhar uma parte significativa da população, nacionalista, bem como o julgamento à distância, do antigo líder jugoslavo e sérvio, causou motivo de revolta interna.
Em suma, num país em que ao mínimo toque a reacção é a mais nacionalista possível, num país em que os moderados saem do governo e por falta de condições não conseguiram a estabilidade social e económica desejada, salvo erro a taxa de desemprego ultrapassa a fasquia dos 30%, quando os nacionalismos, tipicamente populistas se lançam numa campanha em que o principal lema é: curar a Alma ferida da pátria, as condições são completamente favoráveis ao recrudescimento dos extremos. Talvez, hoje, Milosevic seja muito mais apreciado do que em 2000.
A mania de conceber a democracia como um pacote que se instala na sociedade de determinado país e depois dá resultado imediato é o maior engodo que se quer fazer passar e iludir. Não é por acaso que a Democracia singra na Eslovénia com estabilidade e é uma miragem noutros Estados. As pessoas, normalmente, esquecem-se de que existe um Passado, para além do Presente onde se encontram e de um Futuro para onde se quer caminhar.
Quem considera que os Balcãs deixaram de ser um barril de pólvora engane-se, basta atentar no que sucederá, quer na Sérvia Montenegro, agora que os montenegrinos pretendem a independência, quer, e aí o mais complicado, na Bósnia.
A concepção tida há uma década do Fim da História foi moda temporária que já passou há muito. Os Balcãs continuarão a ser uma região fascinante e problemática. A próxima etapa, a juntar à longa e recheada História daqueles povos, será o relacionamento e entrosamento com a União Europeia. A Eslovénia entrará em Maio próximo, mas considero o grande teste o dia da adesão da Croácia, que já entregou o seu processo para aderir à UE.
Entretanto, cá estamos, caro Pedro, para ver o que acontece, desejando obviamente a estabilidade nos Balcãs, e concretamente, neste caso específico, na Sérvia/Montenegro.
CMC
1/05/2004 12:26:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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