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Estamos constantemente a utilizar termos que têm uma intenção e uma extensão que não são inteiramente aptas;
teoricamente, são em princípio criados para serem aptos;
mas se não o conseguem, então terá de ser encontrada uma outra maneira qualquer de lidarmos com eles, de modo que possamos saber em qualquer momento aquilo que pretendemos significar.
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quinta-feira, janeiro 08, 2004
 
Lobisomem

[0042/2004]
Uma história de Lobisomens

Há uma pequena cidade no interior do Estado de São Paulo que dá pelo nome de Joanópolis. E, como todas as cidades que se prezam, Joanópolis também tem o seu título de prestígio – que ostenta em orgulhosas tabelas espetadas a cada uma das suas entradas e saídas : "Capital do Lobisomem". Embora eu já lá tenha estado várias vezes, nunca tive a sorte de pernoitar em Joanópolis – e, porque os lobisomens só acontecem durante a noite, nunca dei por nada que explicasse as razões de tão bizarro estatuto... Mas, verdade seja dita, fiquei a tal ponto fascinado pelo título da cidade – que achei que o mesmo perderia todo o encanto se lhe descobrisse a origem. É por isso que, hoje, sei tanto acerca da história de Joanópolis como sabia da primeira vez que lá fui : nada.
Mas, à sombra das árvores floridas da pracinha da cidade, enquanto comia pãezinhos de queijo quentes e bebia cerveja fresca, lembrei-me daquela história, que se contava na Serreta, de um rapaz que, por ser o sétimo filho macho dos seus pais, recebera a maldição de lobisomem – e por isso, nas noites de Lua Cheia, lá saía ele para a rua, em coiro, e adquiria o aspecto do animal cuja bosta primeiro pisasse, assim se mantendo até ao alvorecer. Dada a história económica da nossa ilha, o mais certo era que o rapaz, de todas as vezes, se transformasse em vaca – e de facto foi a isso que o pai, certa vez, assistiu : numa noite de Lua Cheia ficou a aguardar, escondido, que o jovem saísse de casa no cumprimento do seu fadário – e, logo que o viu sair, e se apercebeu, acto contínuo, que havia uma vaca a mais no quintal, convenceu-se de que a intrusa não poderia ter outra alma que não a do filho ; e, num acto de verificação científica, agarrou numa aguilhada e, cerrando os olhos para não ver o esgar do animal, picou-o na coxa direita com o aguilhão ferrugento – após o que, chorando, regressou a casa.
No dia seguinte o homem reparou, aterrado, que o filho manquejava da perna direita.
Ora, estando eu nestas lembranças, à sombra das árvores da pracinha de Joanópolis – a Capital do Lobisomem –, dei por mim, num daqueles inusitados movimentos das ideias que por vezes nos abalam, a pensar na noite escura que se está a pôr no nosso país, e nas sombras que, como os lobisomens da tradição, a todos nos perseguem e nos amedrontam. E não falo da crise da justiça, nem das campanhas contra o bom nome das pessoas, nem sequer da grave crise económica e social que cada vez mais se agrava. Penso – porque, por medo, nem ouso falar – naquele alguém que, apesar de não ter sido eleito para governar, manda já em tudo no governo da República, a todos trazendo na mão, e que a pouco e pouco, pela calada da noite, vai dando corpo a um terrível plano de conquista de poder.
Ao pé dele, o primeiro ministro – que é quem foi eleito para governar – não passa de um cordeirinho.
É por isso que, quando dou de caras com algum membro do actual governo da República, me apetece picá-lo. E não é por mal : é só para ver quantos deles é que já foram contaminados pelo Lobo.
Mau.
LFD
(a ser publicado no Diário Insular de Angra do Heroísmo em 2004-01-11)
1/08/2004 02:35:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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