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Estamos constantemente a utilizar termos que têm uma intenção e uma extensão que não são inteiramente aptas;
teoricamente, são em princípio criados para serem aptos;
mas se não o conseguem, então terá de ser encontrada uma outra maneira qualquer de lidarmos com eles, de modo que possamos saber em qualquer momento aquilo que pretendemos significar.
T.S.Eliot








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sábado, janeiro 10, 2004
 
Silêncios
[0054/2004] (count down 10)
Não-estória

Ao contrário do que afirmam os analistas relativamente ao País de hoje a desbancar para amanhã, eu ando numa fase pessimista. Persisto nela. O pessimismo persegue-me. Abro a janela, e é o que cheiro pelo ar: pessimismo. Por isso, depois daquela triste não-história de lobisomens - que, muito a condizer com o meu actual estado de pessimista, não mereceu mais do que 1-um-1 comentariozinho -, vou deixar aqui mais uma não-história, a ver se é desta, uma vez comprovados à saciedade os meus dotes literários, que alguém lança o meu nome como candidato a candidato a qualquer coisa; ou querem que seja eu a candidatar-me? Pfêee! Não haverá mesmo por aí, por este blogue de Deus, um jornalistazinho que, agradecido com a minha nova prestação, deixe cair, como quem não quer a coisa, o meu nome na caixa do correio (ainda vaga) dos ministeriáveis para, digamos, a Cultura ou a Justiça? Se quiserem, e para não terem muito trabalho, eu ofereço-me já para dar uma entrevistazinha. Não precisam gastar tempo nem chamadas de telemóvel: aqui estou eu [ espaço em branco, para preencher a contento ], o grande defensor de [ idem ]. E eis o meu manifesto:
«Senti-me enregelar quando ouvi na quarta-feira passada, em Plenário da Assembleia da República, uma deputada do PSD – que sendo jurisconsulta de profissão, e tendo sido Juíza do Tribunal Constitucional, é actualmente Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, e membro da Comissão Eventual para a Reforma do Sistema Político – a defender que o Parlamento «terá de tomar a responsabilidade, ou no âmbito constitucional ou no âmbito legislativo, de ponderar os limites da liberdade de comunicação em relação com os processos judiciais», justificando este apelo à censura prévia da informação jornalística com esta frase brilhante : «Não é um problema de censura alargada, é um problema de restrição constitucionalmente justificada da comunicação quando se trata de processos judiciais em curso».
Deputada da maioria ‘dixit’.
Senti-me enregelar, porque ainda me lembro dos tempos em que havia censura em Portugal : estávamos em ditadura. E todos nós sabemos que uma das prioridades de qualquer ditadura que se preze é controlar a comunicação social.
Senti-me enregelar, porque percebi que alguém se quer esquecer de que, hoje, não há censura de Estado em Portugal : estamos em democracia. E todos sabemos que um dos princípios da democracia é o da liberdade dos cidadãos, incluindo a liberdade de imprensa e de comunicação.
Senti-me enregelar, porque quem disse isto é membro da Comissão Política Nacional do PSD, e a sua voz tem que ser ouvida com atenção : porque fala pelo partido que, sendo incapaz de governar Portugal na condição de maioria relativa que os eleitores lhe concederam, se mancomunou com a extrema direita do PP a quem, em troca da conservação do poder, entregou o País como refém – e se prepara agora, nos Açores, para atingir, por via de uma coligação administrativa com a mesma direita, o poder que, sozinho, dificilmente atingiria pelo voto.
Senti-me enregelar, porque é com estas linhas que se cosem os alvoreceres das ditaduras.
Poderá dizer-se que a referida deputada disse o que disse com a melhor das intenções. Poderá dizer-se que, afinal, o que a moveu foi a sua preocupação com a protecção do bom nome das pessoas, tendo por referência a actual tele-foto-novela tecida à volta da pedofilia em Portugal – que, além de dar como culpados cidadãos que, por enquanto, não passam de meros suspeitos, ou quando muito acusados, procura envolver os nomes do actual Presidente da República, do anterior Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República, do Comissário Europeu, do Cardeal Patriarca de Lisboa... –, e que o Estado pode reservar-se o direito de interferir no processo de comunicação sempre que estejam em causa processos em curso nos tribunais.
Mas também se poderá dizer (e é bom recordá-lo) que se as ditaduras não permitem a liberdade de imprensa – consentem os tribunais. E isso é terrível : numa ditadura, com tribunais e sem liberdade de comunicação, dificilmente os cidadãos saberão o que se passa nos julgamentos, e quem são os acusadores e porquê. Porque em democracia é preferível, apesar de tudo, que haja erros de comunicação ou cidadãos inocentes com os nomes enlameados (desde que possam depois recorrer à Justiça), do que uma imprensa restringida pelo Estado, ou cidadãos inocentes condenados no silêncio dos tribunais – ou, em contrapartida, cidadãos culpados sentados à mesa do Poder.
Enfim, aquelas palavras de uma importante figura da maioria de direita soaram-me – e só espero não estar enganado – como um prelúdio das trombetas da ditadura...»
Uma vez aqui chegados, e se quiserem ver em que companhias ando (é sempre conveniente), convém que dêem uma olhadelazinha ao simpático Açoriano Oriental, de Ponta Delgada, que além de ser o mais antigo jornal português ainda em publicação, acolhe-me quinzenalmente nas suas páginas. Na sua edição de hoje, encontrareis esta não-história.
LFD
1/10/2004 03:46:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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